
A Polícia Civil da Bahia detalhou novos elementos da investigação que levou à deflagração da Operação Peptídeos, nesta quarta-feira (11). A ação mira um esquema de comercialização irregular de substâncias usadas como “canetas emagrecedoras”, vendidas sem controle sanitário e, muitas vezes, sem prescrição médica.
Um dos alvos é uma clínica de estética localizada no bairro de Ondina, em Salvador. Além disso, viaturas também foram vistas nas imediações da Avenida Tancredo Neves, no Edifício Empresarial Simonsen, no bairro Caminho das Árvores.
Segundo as investigações, os produtos, originalmente indicados para tratamento de pacientes com diabetes tipo 2, estariam sendo oferecidos para fins estéticos e de emagrecimento, fora das regras exigidas pela legislação sanitária.
Venda acontecia pelas redes sociais
De acordo com a polícia, a rede investigada utilizava redes sociais e aplicativos de mensagens para divulgar e vender as substâncias. A estratégia permitia que os produtos chegassem diretamente aos consumidores, sem passar por farmácias ou estabelecimentos autorizados.
As apurações também apontam indícios de transporte e armazenamento inadequados, sem o controle sanitário exigido para medicamentos e substâncias farmacêuticas.
Outro ponto investigado é a falta de comunicação aos órgãos de vigilância sanitária, o que pode representar riscos à saúde de quem utilizava os produtos.
Operação ocorre em seis cidades
Além de Salvador, operação cumpre mandados judiciais em mais quatro cidades baianas, Lauro de Freitas, Camaçari, Simões Filho e Feira de Santana, e também na capital paulista.
A investigação é conduzida pela Delegacia de Defesa do Consumidor da Bahia (Deic), vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais.
Mais de 200 policiais participam da ação
Mais de 200 policiais civis participam da operação, com equipes de diferentes departamentos da corporação. A ação também conta com apoio do Departamento de Polícia Técnica da Bahia, da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia, da vigilância sanitária municipal de Salvador e da Polícia Militar da Bahia.
As investigações seguem em andamento para identificar todos os envolvidos no esquema e a dimensão da rede de comercialização clandestina.
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