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“Não é perseguição, é denúncia grave”, dispara Júlio Lóssio Filho após Operação Vassalos colocar Petrolina no noticiário nacional

Foto divulgação/Foto: Agência Senado

O debate político em Petrolina ganhou novos contornos após a deflagração da Operação Vassalos pela Polícia Federal. Em meio às reações, Júlio Lóssio Filho publicou um posicionamento contundente nas redes sociais, questionando o verdadeiro custo da chamada “força política” utilizada como argumento eleitoral na cidade.

Sem citar nomes diretamente, Lóssio criticou o modelo que, segundo ele, sustenta esse discurso:

“Força política. Esse tem sido o argumento muito utilizado nas últimas eleições em Petrolina como justificativa para se ganhar eleições. Mas pouco se falava: qual é o custo dessa força? Quem sustenta essa força política?”

A operação atinge nomes como Fernando Bezerra Coelho, e seus filhos,  Miguel Coelho – ex-prefeito de Petrolina e do deputado federal Fernando Filho, que divulgaram nota relatando perseguição política.

Na legenda do vídeo publicado, Lóssio reforçou o tom do posicionamento e rebateu diretamente a tese de perseguição: “Não é perseguição política, não é narrativa  eleitoral. É uma denúncia séria, robusta e muito grave.”

A operação foi autorizada com base em decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, que, segundo o relato, aponta indícios considerados consistentes para a deflagração da investigação.

A repercussão ultrapassou os limites regionais. O nome de Petrolina passou a figurar em veículos de imprensa de alcance nacional, ampliando o impacto político e institucional do caso.

Mesmo sendo oposição ao grupo atingido, Lóssio afirmou que não há motivo para comemoração. “Muita gente acha que as notícias nos deixam felizes por sermos oposição. Mas isso não é verdade. Quando a corrupção chega na nossa cidade dessa forma, quem perde não é só um grupo político. Quem perde é a cidade”, disse.

Ele destacou ainda que o prejuízo recai sobre a população: “São homens e mulheres que trabalham todos os dias e que estão vendo o dinheiro dos seus impostos escorrendo pelos ralos da corrupção”, acrescenta.

Foto: reprodução Instagram @juliolossiofilho

Emendas sob questionamento

Lóssio também levantou questionamentos sobre o uso de emendas parlamentares frequentemente associadas ao discurso de “força política”. Em um dos trechos mais incisivos, ele relaciona obras de baixa durabilidade a possíveis irregularidades: “Será que as emendas enviadas através dessa força política têm o objetivo realmente de melhorar a vida das pessoas ou é só uma forma de pegarem um pedacinho delas para beneficiar seu grupo e se perpetuar no poder? Quando o asfalto oriundo dessas emendas se desmancha com duas ou três chuvas, isso não é mero erro técnico. Isso é desvio. Isso é sintoma de corrupção”, pontua.

A Operação Vassalos abre um novo capítulo no cenário político de Petrolina. Enquanto aliados falam em perseguição, opositores cobram explicações e transparência. No centro do debate, permanece a pergunta lançada por Lóssio: qual é o verdadeiro custo da chamada força política — e quem está pagando essa conta?

Redação RedeGN

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