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Desembargador e parentes são alvo da PF em operação contra corrupção e lavagem de dinheiro em decisões judiciais

A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quinta-feira (8) a Operação Em Nome do Pai, com o objetivo de apurar possível favorecimento a empresas do ramo imobiliário e de construção civil por meio de decisões judiciais. A…

Por andre08/10/2026 15:343 visualizações
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O desembargador Alexandre Eduardo Scisinio foi alvo da PF — Foto: Reprodução

A Polícia Federal (PF) iniciou nesta quinta-feira (8) a Operação Em Nome do Pai, com o objetivo de apurar possível favorecimento a empresas do ramo imobiliário e de construção civil por meio de decisões judiciais.

A TV Globo apurou que o alvo é o desembargador Alexandre Eduardo Scisinio, e os fatos investigados são da época em que ele era juiz titular de uma vara de 1ª instância em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Scisinio tornou-se desembargador em 2021.

Agentes saíram para cumprir 6 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Icaraí.

Além do desembargador, também são alvos da operação:

  • a esposa do magistrado;
  • os dois filhos de Scisinio;
  • a cunhada do desembargador;
  • e uma advogada.

Em um dos endereços, atribuído a um filho de Alexandre Scisinio, a PF apreendeu R$ 27 mil em espécie.

O g1 tenta contato com a defesa dele. Por sua vez, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) disse que não vai comentar a operação.

Denúncia do TJRJ

Dinheiro apreendido pela PF na Operação Em Nome do Pai — Foto: Divulgação/PF

Dinheiro apreendido pela PF na Operação Em Nome do Pai — Foto: Divulgação/PF

A investigação partiu de elementos encaminhados pela Corregedoria-Geral do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, provenientes de procedimento administrativo instaurado para apurar a conduta de Scisinio.

“As decisões judiciais apuradas ocorriam enquanto vantagens indevidas seriam repassadas à família do magistrado por intermédio de imóveis, descontos comerciais excepcionais, pagamentos indiretos, interpostas pessoas e pessoas jurídicas ligadas aos investigados”, afirmou a PF.

“Os atos de corrupção investigados ocorreram quando o magistrado ainda exercia suas funções na 1ª instância, mas os atos de lavagem se prolongaram no tempo, permitindo a realização de buscas”, emendou.

Os fatos em apuração podem caracterizar os crimes de organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro.

Operação Em Nome do Pai para apurar corrupção e lavagem de dinheiro em decisões judiciais; agentes da PF em Niterói — Foto: Ricardo Guimarães / TV Globo

Operação Em Nome do Pai para apurar corrupção e lavagem de dinheiro em decisões judiciais; agentes da PF em Niterói — Foto: Ricardo Guimarães / TV Globo

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