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Seus dados vazaram? 5 formas de descobrir se suas informações estão seguras

É normal que, enquanto navegam pela web normalmente, deixem rastros que podem ser utilizados por golpistas ou outros internautas maliciosos. Por sorte, existem diferentes formas de descobrir se seus dados foram comprometidos e vazaram na Internet. O Google, por exemplo, oferece rastreamento de dark web gratuitamente e notifica o usuário em caso de tentativa de login suspeita. Já o site “Have I Been Pwned?” verifica se há alguma violação de dados por meio da checagem de e-mail. A seguir, veja cinco dicas para monitorar a segurança dos seus dados.

Assistir a filmes e séries online e fazer compras no e-commerce, por exemplo, são alguns dos recursos virtuais que fazem parte da rotina de muitas pessoas, devido a praticidade que a Internet oferece. O lado negativo é que as informações sensíveis, como e-mails e senhas, deixam rastros na web. A qualidade da segurança cibernética é um fator importante para evitar a exposição aos ataques de hackers e outros criminosos.

Lista reúne formas de checar vazamento de dados pessoais online; saiba mais — Foto: Reprodução/Canva

1. Pesquise seu endereço de e-mail no Google

É possível identificar vazamento de dados pesquisando e-mails pessoais no Google — Foto: Reprodução/Júlia Silveira
É possível identificar vazamento de dados pesquisando e-mails pessoais no Google — Foto: Reprodução/Júlia Silveira

Um jeito fácil de saber se os dados foram violados na Internet é realizar uma pesquisa de e-mails pessoais no buscador do Google (www.google.com). Basta acessar a plataforma e digitar o endereço entre aspas para garantir que apenas correspondências exatas sejam encontradas. Caso o e-mail apareça em sites, fóruns ou listas sem a devida autorização, isso pode indicar que informações pessoais foram expostas indevidamente.

Situações como essa podem indicar a vulnerabilidade da segurança do usuário online e sinalizar a necessidade de investigar como e onde as informações estão sendo obtidas e divulgadas irregularmente. A partir da identificação, é possível tomar medidas para localizar as páginas suspeitas e solicitar a remoção dos dados sensíveis.

2. Ative o monitoramento da Dark Web do Google

Relatório do Google permite monitorar dados pessoais na dark web — Foto: Reprodução/Júlia Silveira
Relatório do Google permite monitorar dados pessoais na dark web — Foto: Reprodução/Júlia Silveira

É importante lembrar que nem todas as páginas da web são indexadas pelo Google, ou seja, há sites que não aparecem como resultado de busca na plataforma. É o caso de muitos endereços maliciosos na deep web e dark web, segmentos clandestinos da Internet em que os dados podem ser divulgados e vendidos sem autorização dos usuários.

Para driblar o problema, o Google oferece uma solução gratuita: a ferramenta Relatório da Dark Web, que permite checar se as informações pessoais apareceram em sites não indexados na plataforma. Para utilizar o serviço, é preciso acessar o site https://one.google.com/, localizar a opção “Relatório da Dark Web” e clicar em “Acessar”. Não há muitas informações sobre a precisão do mapeamento, mas como o recurso é gratuito, não custa testá-lo.

3. Verifique se há vazamentos de e-mail e senha

Plataforma gratuita 'Have I Been Pwned?' permite checar se dados pessoais circulam indevidamente na web — Foto: Reprodução/Júlia Silveira
Plataforma gratuita ‘Have I Been Pwned?’ permite checar se dados pessoais circulam indevidamente na web — Foto: Reprodução/Júlia Silveira

Além das buscas por meio dos serviços Google, é possível expandir o rastreamento de dados pessoais na plataforma “Have I Been Pwned?”. O termo “pwned” tem origem na cultura dos videogames, ela uma derivação da palavra “possuído” em inglês, devido à proximidade das teclas “o” e “p”. A expressão é usada para indicar que alguém foi controlado ou comprometido.

O serviço é gratuito e está disponível na web (“https://haveibeenpwned.com/”, sem aspas). Basta digitar o endereço de e-mail na caixa de texto, que fica no centro da página, e clicar no botão “pwned”. Além de informar a quantidade de possíveis violações de dados, a plataforma disponibiliza uma lista de empresas, serviços e sites que já sofreram com vazamento de informações.

4. Configure alertas de aviso de segurança de login através do Gmail

É possível alterar configurações do Gmail para receber alerta em caso de tentativas de login suspeitas — Foto: Mariana Saguias/TechTudo
É possível alterar configurações do Gmail para receber alerta em caso de tentativas de login suspeitas — Foto: Mariana Saguias/TechTudo

Usuários do Gmail contam com um recurso extra de segurança, podendo configurar o serviço para emitir alertas sempre que o login for realizado em novos dispositivos ou por meio de redes de Wi-Fi diferentes. É possível atualizar as informações de segurança do Gmail pelo PC ou dispositivos móveis.

Caso o usuário não receba um alerta de nova tentativa de login por e-mail ou notificação push, é necessário ajustar as configurações da pasta de spam. Vale lembrar que, além do Google, outras plataformas também já possuem recursos semelhantes de proteção de dados, como Instagram e Facebook, por exemplo.

5. Cheque se houve mudança no score do Serasa

Score do Serasa mapeia reputação do usuário e pode indicar uso indevido de dados financeiros — Foto: Reprodução/Júlia Silveira
Score do Serasa mapeia reputação do usuário e pode indicar uso indevido de dados financeiros — Foto: Reprodução/Júlia Silveira

Os criminosos costumam invadir contas de e-mail e redes sociais em busca de dados financeiros. Por isso, é recomendável verificar se existem gastos indevidos feitos no nome do usuário. A forma mais simples de monitorar as transações é analisar o extrato bancário e a fatura de cartão de crédito.

No entanto, para ir mais a fundo na investigação, é possível acessar o site do Serasa Score e verificar se houve alguma mudança repentina na pontuação, que vai de 0 a 1000 e indica as chances do consumidor pagar as contas em dia nos próximos seis meses. A probabilidade é calculada a partir de informações como consulta ao CPF, histórico de pagamento de crédito e dívidas. Por meio desse mapeamento mais abrangente é possível identificar se dados financeiros estão sendo utilizados indevidamente.

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