
A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram nesta quarta-feira uma nova fase da Operação Sem Desconto, que investiga um esquema de descontos indevidos no pagamento de aposentadorias e pensões do INSS.
Os agentes cumprem 31 mandados de busca e apreensão e oito cautelares de monitoramento eletrônico nos estados de Pernambuco, São Paulo e Paraíba e Distrito Federal. As medidas foram expedidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.
Segundo nota da PF, a operação de hoje tem como objetivo aprofundar as investigações sobre crimes contra a administração pública, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial.
Entenda o esquema
A primeira fase da operação foi deflagrada em abril de 2025, quando a PF e a CGU revelaram que sindicatos e associações de aposentados cobravam descontos indevidos e sem autorização nos contracheques de beneficiários, totalizando um desvio de cerca de R$ 6,3 bilhões. Na ocasião, a cúpula do INSS foi afastada suspeita de envolvimento no esquema.
As entidades envolvidas afirmavam oferecer serviços como planos de saúde, academia e assistência jurídica, mas, segundo a CGU, não possuíam estrutura real para executar o que prometiam. Em muitos casos, os aposentados sequer tinham conhecimento de que haviam sido associados, descobrindo os descontos apenas ao consultar seus extratos de benefício.
















