
Lideranças da federação formada por União Brasil e PP avaliam não apoiar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República, após serem divulgados detalhes sobre a relação do parlamentar com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. As informações são da coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo.
De acordo com a publicação, a tendência é da federação optar pela neutralidade na disputa presidencial. No entanto, o posicionamento oficial só ocorrerá perto do prazo de convenções, que começa em 20 de julho. A avaliação vai avaliar a força do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve tentar a reeleição este ano, nos estados das regiões Norte e Nordeste. A avaliação é que uma aliança com Flávio prejudicaria candidatos dos dois partidos nessas regiões.
Antes do vazamento das mensagens, União Brasil e PP estavam negociando um apoio a Flávio. Um exemplo é o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia pelo União Brasil, ACM Neto, que estaria costurando um acordo político em uma chapa ampla de oposição ao grupo governista.
No entanto, em um evento realizado na noite desta segunda-feira (25), ACM Neto desconversou sobre uma aproximação com Flávio Bolsonaro após a relação do senador com Vorcaro se tornar pública.
“Primeiro, nós esperamos que qualquer tema relacionado a isso possa ser esclarecido. Que haja uma investigação séria, completa, e que cada um dos citados possa justificar os seus atos. A segunda coisa é que isso não tem qualquer consequência para a nossa pré-campanha, não altera os planos que estamos construindo”, disse.
Internamente, o União Brasil e o PP demonstraram incômodo com a postura de Flávio de não ter revelado a existência de conversas com o banqueiro e as críticas a quem tinha relação com Vorocaro.
Com o possível afastamento do União Brasil e do PP, a tendência é que Flávio saia candidato apenas com apoio do PL, já que Republicanos e MDB também devem ficar neutros na eleição presidencial.
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