
Dados sobre o consumo de água mineral na Câmara Municipal de Santaluz têm gerado questionamentos por parte de alguns vereadores. De acordo com as informações, o Legislativo estaria utilizando, em média, mais de 17 galões de 20 litros por dia, o que representa um volume superior a 340 litros diários. O valor por cada galão que consta em uma nota é de R$ 12,00, assim sendo, a despesa diária com água mineral é da ordem de R$ 204,00.
A denuncia chegou ao Calila Noticias que fez um levantamento junto ao Portal da Transparência e constatou a veracidade da informação.
O número chama atenção principalmente quando comparado à rotina de funcionamento da Casa. As sessões legislativas ocorrem uma vez por semana e como ocorre na maioria dos municípios o público é sempre muito pequeno nas sessões, enquanto o expediente administrativo é realizado no período da manhã, de segunda a sexta-feira.
Diante desse cenário, vale questionar como se dá a utilização desse volume de água mineral em um ambiente com fluxo considerado limitado.
Comparação e parâmetros de consumo
Em termos comparativos, o volume diário registrado é superior ao consumo médio de água potável de muitas residências, embora se trate, neste caso, de água mineral destinada ao consumo direto. Ainda assim, em ambientes administrativos de pequeno porte, o uso tende a ser menor, especialmente quando não há grande circulação de público ao longo do dia.
Falta de detalhamento público
Outro ponto levantado diz respeito à ausência de informações detalhadas sobre esse consumo. Até o momento, não há divulgação pública de dados como: controle específico de distribuição dos galões; relatórios detalhados de consumo e justificativas administrativas para os números apresentados.
A ausência dessas informações tem motivado cobranças por maior transparência na gestão dos recursos.
Impacto financeiro
Por se tratar de água mineral, geralmente adquirida por meio de compra, o consumo contínuo pode representar impacto financeiro aos cofres públicos ao longo do tempo, especialmente considerando o volume informado.
Se a Câmara funciona apenas meio turno em sessão semanal, é importante entender como esse consumo acontece.
Possível apuração
Diante dos dados, cresce a expectativa por esclarecimentos oficiais que detalhem e isso deverá gerar grande debate nas próximas sessões, principalmente dos vereadores contrários a presidência responsável pelo pagamento. Eles devem querer saber a origem e forma de aquisição da água mineral; os critérios de distribuição e uso interno, além da existência ou não de desperdício e as responsabilidades na gestão do recurso.
O Calila Notícias não conseguiu o contato com o setor responsável pela aquisição do produto, em tempo, deixa o espaço aberto, caso deseje se manifestar sobre o assunto.
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