
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva expressou publicamente sua insatisfação com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a taxa básica de juros (Selic) de 15% para 14,75% na última quarta-feira (18). Durante a 17ª Caravana Federativa, em São Paulo, o presidente afirmou ter acordado “triste” com o percentual do corte, pois sua expectativa era de uma redução de 0,5 ponto percentual.
Lula questionou a influência dos conflitos no Oriente Médio sobre as decisões do Banco Central do Brasil, afirmando que o país já está em uma situação de “sacrifício” e que a política monetária não deveria ser tão afetada por fatores externos.
No entanto, o Copom justificou o corte mais conservador de 0,25% devido à volatilidade do cenário internacional, pontuando que a alta de 40% no preço do barril de petróleo — que atingiu a marca de 100 dólares — forçou uma revisão para cima nas projeções de inflação para 2026.
Diante da pressão inflacionária nos combustíveis, Lula também aproveitou o evento para lançar uma proposta direta aos governadores: a isenção do ICMS sobre o óleo diesel. O presidente sugeriu que os estados zerem o imposto para conter o repasse dos reajustes da refinaria ao consumidor final, oferecendo uma contrapartida financeira do Governo Federal.
“O governo federal vai pagar metade da isenção que eles fizerem”, prometeu o petista, buscando uma solução compartilhada para evitar que o aumento do diesel impacte ainda mais o frete e o custo de vida, especialmente após o recente anúncio de reajuste de 20% no combustível pela Refinaria de Mataripe.
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