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CASO ELISA: Polícia Civil confirma que concluiu inquérito que apurou supostos homicídio culposo e encaminhou em tempo hábil a promotoria e justiça local

Após publicação da matéria sobre abertura de um procedimento administrativo por parte do MPBA, em relação à morte da garota Eliza de apenas dois anos de idade, a nossa equipe esteve em contato com prepostos da Polícia Civil, que confirmaram que o inquérito 34386/24 referente a esse fato foi remetido à Justiça em 29/11/24, inclusive com ciência e manifestação pelo arquivamento por parte da Promotoria de Justiça e decisão da Juíza substituta da Vara Criminal da Comarca de Senhor do Bonfim, Ana Laura Bezerra Santos que acolheu a manifestação ministerial determinando o arquivamento do inquérito policial de acordo com fundamentos expostos pelo Parquet.

O caso envolvendo a menina Eliza Beatriz, ocorreu em 30 de março de 2024, quando a criança de 02 anos, estava sob os cuidados da unidade hospitalar e foi a óbito após alguns dias de internação. Os país da criança relataram que houve negligência durante tratamento, trazendo informações que levantavam suspeitas sobre a atuação dos profissionais da unidade.

Durante as investigações do inquérito policial, conduzido pela Polícia Civil, foram apurados fortes indícios de que a unidade não oferece condições adequadas para atender necessidades como no caso do atendimento à menina Elisa, apontando fatores que podem ter sido determinantes para a sua morte.

Em depoimento, a médica esclareceu que a “falta de drenagem do derrame e a falta de suporte de UTI pediátrica podem ter contribuído para o óbito, porém o HDAM, quanto ao serviço pediátrico é de baixa complexidade e não possui capacidade para atendimento de casos daquela natureza”.

Segundo consta no documento obtido por nossa equipe de reportagem, Eliza Beatriz de Souza Araújo teve como causa mortis, “Insuficiência respiratória aguda associada ao derrame pleural por consequência de pneumonia”.

Em contato com os pais de Elisa, fomos informados que os mesmos aguardam uma conversa entre seu advogado e promotoria.

Por Marlon Reis

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