
Um jato considerado o mais caro da frota da Viking, empresa ligada ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, está fora do Brasil desde agosto de 2025. A aeronave possui duas ordens judiciais de bloqueio, que impedem sua venda ou transferência. As informações são do jornal Folha de São Paulo.
Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro, não há informações de que o avião tenha sido sublocado. A aeronave deixou Belo Horizonte, em 20 de agosto de 2025, com destino à Flórida, nos Estados Unidos.
De acordo com a publicação, especialistas em direito aeronáutico avaliam que o atual usuário do jato pode estar evitando o Brasil diante do risco de apreensão pela Polícia Federal, que investiga possíveis crimes envolvendo Vorcaro. A defesa do ex-banqueiro foi procurada, mas não respondeu.
Após a prisão de Vorcaro, em 4 de março, o jato deixou a Flórida, em 14 de março, e seguiu para Assunção, no Paraguai, que passou a ser sua nova base. A partir daí, a aeronave realizou uma série de viagens internacionais.
O jato passou por cidades como Miami, Paris, Nova York, Dubai, Luanda, Anguilla, Mônaco e Filadélfia. A última viagem registrada ocorreu em julho, quando deixou Assunção com destino à Filadélfia e retornou três dias depois, com escala em Washington.
A aeronave era usada com frequência por Vorcaro e também foi emprestada a terceiros. Segundo a revista Piauí, o ex-ministro Fábio Faria aparece na lista de passageiros de uma viagem a Nova York. Ele afirmou que pagou pelo deslocamento.
A ex-noiva de Vorcaro, Martha Graeff, também usou a aeronave em diferentes ocasiões. Em junho de 2024, ela viajou no avião para encontrar o ex-banqueiro na Tanzânia.
Registros mostram ainda que Vorcaro utilizou o jato em fevereiro de 2025, em um voo de Brasília para Trancoso, na Bahia.
O avião também esteve ligado à rotina empresarial de Vorcaro. Em março de 2025, o BRB anunciou a compra de 58% das ações do Banco Master, operação posteriormente vetada pelo Banco Central.
Em setembro daquele ano, Vorcaro vendeu 55% da Viking ao Stern Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia. Apesar da transação, o liquidante do Master afirmou que a empresa permaneceu sob domínio do grupo.
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