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STF decreta prisão preventiva de técnica agrícola de Petrolina investigada no 8/01

Foto: Marcello Casal/AgBr

A técnica agrícola Taís Simone Prado Leal, natural de Petrolina, teve a prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após o descumprimento de medidas cautelares impostas no processo que apura os atos de 8 de janeiro de 2023. A decisão foi tomada depois que a investigada não foi localizada para cumprir a determinação de monitoramento eletrônico e deixou de comparecer ao juízo responsável pela fiscalização das medidas. Taís é investigada por suposta participação na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília (DF). Segundo a decisão do ministro, a Secretaria de Administração Penitenciária de Pernambuco (Seap-PE) realizou diversas tentativas para instalar a tornozeleira eletrônica determinada pelo STF, mas não conseguiu localizar a investigada.

Em março de 2024, Taís havia firmado um Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) com a Procuradoria-Geral da República (PGR), no qual confessou ter participado do acampamento em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, onde manifestantes defendiam intervenção militar. No entanto, o acordo foi revogado após a Polícia Federal apresentar novos elementos da investigação. De acordo com a PGR, as provas indicam que a participação da investigada teria sido mais ampla do que a relatada na confissão apresentada para firmar o acordo.

Entre os elementos reunidos pela Polícia Federal estão dados de geolocalização que posicionariam o celular de Taís na Esplanada dos Ministérios no dia 8 de janeiro de 2023, além de vídeos que registrariam sua presença no local. Os investigadores também apontam mensagens atribuídas à investigada, enviadas antes dos atos, nas quais ela faz referência aos CACs (colecionadores, atiradores desportivos e caçadores) como uma possível “solução” para retirar o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva do poder.

Ao decretar a prisão preventiva, Alexandre de Moraes afirmou que a investigada demonstrou desrespeito às determinações judiciais. “A acusada está deliberadamente desrespeitando as medidas cautelares impostas nestes autos, revelando seu completo desprezo por esta Suprema Corte e pelo Poder Judiciário, havendo indícios claros de evasão, em evidente risco à aplicação da lei penal. Assim, não resta alternativa diferente da decretação da prisão preventiva da ré, a qual se encontra em local incerto e não sabido“, escreveu o ministro na decisão. Até o momento, a defesa de Taís Simone não foi localizada para comentar o caso. O espaço permanece aberto para manifestação.

Fonte: Metrópole

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