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Polícia Federal desarticula esquema de grilagem envolvendo cartório no interior da Bahia

Operação realizada por PF e MPF mira esquema fraudulento desencadeado em cartório no interior baiano  |   Bnews - Divulgação Divulgação/PF

A Polícia Federal, em atuação conjunta com o Ministério Público Federal (MPF), deflagraram nesta quarta-feira (3) a Operação Chancelas, que tem como objetivo combater crimes relacionados a fraudes registrais e grilagem de terras da União no município de Maraú, no sul da Bahia. Segundo a PF, as investigações tiveram início a partir de denúncias de irregularidades em registros imobiliários envolvendo áreas classificadas como terrenos de marinha e seus acrescidos, bens de propriedade da União. Os agentes identificaram que tais áreas vinham sendo indevidamente registradas como propriedades particulares, mediante a utilização de expedientes fraudulentos no âmbito de cartório de registro de imóveis.

Ainda de acordo com a PF, no curso da investigação, foram identificados indícios da utilização de georreferenciamentos irregulares, omissão deliberada da titularidade da União nas matrículas e sucessivos desmembramentos de imóveis, com o objetivo de ampliar artificialmente áreas e conferir aparência de legalidade à ocupação e exploração econômica de terras públicas.

Operação
Agentes da PF cumprem seis mandados de busca e apreensão nesta quarta-feira (Foto:PF)

As apurações indicam que os registros fraudulentos viabilizaram a comercialização de áreas da União, inclusive em regiões de praia e de uso comum do povo, causando prejuízos ao patrimônio público federal. Também foram identificados indícios de atuação conjunta entre agentes públicos e particulares, com utilização dos registros para obtenção de vantagens econômicas, incluindo a venda de imóveis e tentativas de regularização perante órgãos federais com base em informações irregulares.

Nesta quarta, estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão nos municípios de Maraú, Camamú e Cairú expedidos pela Justiça Federal, com o objetivo de colher provas relacionadas aos fatos investigados, incluindo documentos físicos e dados armazenados em dispositivos eletrônicos.

Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de falsidade ideológica, uso de documento falso, invasão de terras da União, estelionato, além de outras infrações penais eventualmente identificadas no curso das investigações.

bnews

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