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Congresso analisa veto que trava recursos para cidades da Bahia

Municípios da Bahia podem receber recursos federais caso veto de Lula seja derrubado pelo Congresso – Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

Congresso Nacional vai analisar, nesta quinta-feira, 21, os vetos parciais à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 que impedem municípios inadimplentes com até 65 mil habitantes de firmar convênios e receber recursos federais.

A confirmação da sessão conjunta — que vai acontecer às 10h — foi dada pelo presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP). Segundo ele, a intenção é derrubar os dispositivos do veto apresentado pelo presidente Lula (PT).

A medida pode beneficiar 376 dos 417 municípios da Bahia que estão dentro do parâmetro. A lista inclui cidades como:

  • Cruz das Almas
  • Euclides da Cunha
  • Itamaraju
  • Ipirá
  • Ribeira do Pombal
  • Caetité
  • Barra
  • Tucano

Pedido

Segundo Alcolumbre, a votação atende a uma solicitação apresentada por prefeitos durante a 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, que termina nesta quinta-feira, 21.

Para derrubar um veto presidencial, é necessária maioria absoluta de votos, em sessão conjunta de deputados e senadores. Se mantidos, os dispositivos permanecem fora da LDO 2026. Se derrubados, voltam a ter vigência e o governo terá de cumpri-los.

Presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP)
Presidente do Senado Federal e do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP) – Foto: Carlos Moura/Agência Senado

Doações públicas

Outro veto a ser apreciado pelos parlamentares está a possibilidade de doações públicas a estados e municípios que contrariam a Lei Eleitoral.

No final de 2025, o Congresso aprovou uma regra que permitia ao poder público continuar fazendo doações de bens, dinheiro ou outros benefícios mesmo durante o período eleitoral — desde que o beneficiário tivesse alguma obrigação a cumprir em troca.

Porém, pela Lei Eleitoral, esse tipo de transferência é proibida no período que antecede as eleições, justamente para evitar que governos usem recursos públicos para favorecer candidatos.

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