
Enquanto prefeitos de municípios vizinhos ocuparam a linha de frente em Brasília, a ausência do gestor de Saúde chamou atenção e gerou críticas sobre as prioridades da administração municipal. A Assembleia Extraordinária da Confederação Nacional de Municípios (CNM), realizada nesta semana, esteve longe de ser apenas um encontro protocolar. O evento foi palco de uma das decisões mais estratégicas da década para as finanças das prefeituras: a definição dos membros do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (CG-IBS).
O colegiado será responsável por administrar a distribuição da arrecadação do novo imposto criado pela Reforma Tributária — na prática, terá a chamada “chave do cofre” do novo modelo fiscal do país. Ainda assim, em meio a um debate que impactará diretamente o futuro financeiro dos municípios, a cadeira de Saúde, que deveria ser ocupada pelo prefeito Auci do Haras, permaneceu vazia.
Contraste regional
O que torna a ausência ainda mais evidente é a movimentação intensa dos prefeitos da região. Gestores de Antônio Gonçalves, Pindobaçu, Caém e Mirangaba marcaram presença, participaram das articulações e entenderam a importância do momento: em Brasília, quem não se faz presente corre o risco de perder espaço — e recursos.
Esses prefeitos atuaram para garantir que os municípios do interior não sejam prejudicados na nova partilha de impostos, evitando que as grandes metrópoles concentrem ainda mais influência no Comitê Gestor.
Omissão ou desinteresse?
A Reforma Tributária está sendo desenhada agora, e a participação em eventos da CNM não é opcional para quem pretende proteger o orçamento municipal contra perdas futuras. Estar em Brasília em momentos de decisão não é luxo, é obrigação de quem gere o dinheiro público.
Enquanto prefeitos vizinhos retornam com prestígio político e maior influência nos debates nacionais, a ausência de Saúde deixa o município sem voz em uma das discussões mais relevantes do ano.
Resta saber se o prefeito acredita que Saúde pode se dar ao luxo de ficar fora da mesa onde se decide o futuro da arrecadação municipal.
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