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PF proíbe gravações de nova temporada da série ‘Aeroporto: Área Restrita’

A Polícia Federal proibiu as gravações da nova temporada da série Aeroporto: Área Restrita em aeroportos brasileiros, sob o argumento de que a presença de equipes de filmagem representa risco à segurança das operações e dos passageiros abordados.…

Por andre02/02/2026 07:170 visualizações
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Foto: Divulgação/Moonshot

A Polícia Federal proibiu as gravações da nova temporada da série Aeroporto: Área Restrita em aeroportos brasileiros, sob o argumento de que a presença de equipes de filmagem representa risco à segurança das operações e dos passageiros abordados.

Exibido na TV por assinatura, o programa acompanha os bastidores da atuação de agentes públicos, sobretudo da Receita Federal, além de órgãos como Anvisa e Ibama, em aeroportos do país. A atração ganhou popularidade ao mostrar apreensões de drogas, fiscalizações e abordagens de passageiros suspeitos de irregularidades.

Em nota, a Polícia Federal afirmou que as áreas restritas dos aeroportos são classificadas como “zonas prioritárias de risco, sujeitas a rigorosos controles de acesso” e que nelas não se enquadram “atividades de entretenimento ou produção audiovisual”. Segundo a corporação, o entendimento é de que a permanência de equipes de filmagem em áreas operacionais é incompatível com princípios como a preservação da intimidade, da imagem e da presunção de inocência das pessoas abordadas.

“As decisões refletem o entendimento consolidado de que a presença permanente de equipes de filmagem em áreas operacionais restritas é incompatível com esses princípios”, diz o comunicado da PF.

De acordo com a produtora responsável pela versão brasileira do programa, a Moonshot, as gravações da oitava temporada começaram em dezembro de 2025 e, até então, estavam autorizadas nos aeroportos de Viracopos, em Campinas (SP), do Galeão, no Rio de Janeiro, e Pinto Martins, em Fortaleza (CE).

Em janeiro deste ano, no entanto, o credenciamento das equipes para acesso às áreas restritas do Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP) foi negado. Na sequência, a autorização já concedida para os demais terminais foi cassada.

A Moonshot contestou a decisão da Polícia Federal. Em nota, a produtora afirmou que, ao longo de sete temporadas consecutivas, a PF analisou e aprovou as credenciais de todos os profissionais envolvidos, permitindo a realização integral das filmagens. Segundo a empresa, não houve registro de incidentes ou de comprometimento da segurança aeroportuária durante a produção do programa, e a decisão deveria ser revista.

A Polícia Federal também ressaltou que a medida não busca criar uma “disputa institucional” com a Receita Federal, principal foco da série. Segundo a corporação, as atribuições da Receita não se confundem com a responsabilidade constitucional da PF pela supervisão da segurança aeroportuária, que prevalece nas chamadas Áreas Restritas de Segurança, inclusive em recintos alfandegados.

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