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Incêndios do Amazonas indicam ação criminosa, diz ministro

A recente onda de queimadas que atingiu o estado do Amazonas seria fruto direto da ação humana intencional, provocada em um bioma onde não existe fogo espontâneo. A constatação é do ministro do Meio Ambiente e…

Por andre13/10/2026 09:214 visualizações
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Foto: Agência Brasil

A recente onda de queimadas que atingiu o estado do Amazonas seria fruto direto da ação humana intencional, provocada em um bioma onde não existe fogo espontâneo. A constatação é do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, que avalia que os focos de incêndio vêm sendo acesos deliberadamente para degradar a floresta e preparar o solo para futuros desmatamentos. O estado registrou 540 novos focos de incêndio em apenas 48 horas.

Após realizar um sobrevoo em áreas florestais de difícil acesso ao lado do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, Capobianco identificou a presença de chamas em locais isolados. Diante dos indícios de queimadas criminosas, o ministro enfatizou a necessidade de responsabilização rigorosa. “É fundamental que as pessoas que estão agindo criminosamente vejam que serão punidas”, afirmou.

O impacto das ações humanas na região refletiu-se em um salto abrupto nos dados do painel Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Somente no sábado (10), 494 novos focos tiveram início no Amazonas. No mesmo dia do ano anterior, o Inpe não havia registrado nenhum foco no estado. Os 540 focos acumulados em dois dias equivalem a mais da metade de todas as queimadas registradas em outubro do ano passado, foram 874 focos ao longo de todo o mês.

A fumaça gerada pelos incêndios provocados degradou a qualidade do ar, levando a Defesa Civil de Manaus a emitir um alerta de risco à saúde. Devido à gravidade do cenário, a situação de emergência foi reconhecida em caráter sumário para 36 municípios amazonenses. 

Uma operação integrada entre os governos municipal, estadual e federal foi montada para conter as chamas e punir os infratores. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) mobilizou 290 brigadistas e seis aeronaves, quatro aviões Air Tractor (com capacidade de lançar cerca de 3 mil litros de água cada) e dois helicópteros. Além disso, a Força Aérea Brasileira (FAB) enviou dois aviões KC-390 para reforçar o combate aéreo. A Força Nacional do SUS está atuando no atendimento médico das regiões em emergência, enquanto equipes de defesa civil coordenam ações de ajuda humanitária às famílias afetadas pela fumaça.

BN

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