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Política

Deputado Bobô propõe política estadual de assistência à saúde para pessoas com doença celíaca

O deputado estadual Bobô (PCdoB) apresentou na Assembleia Legislativa da Bahia um projeto de lei que institui a política estadual de assistência à saúde a portadores de doença celíaca. A proposta assegura exames gratuitos, atendimento especializado…

Por andre16/05/2025 12:321 visualizações
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O deputado estadual Bobô (PCdoB) apresentou na Assembleia Legislativa da Bahia um projeto de lei que institui a política estadual de assistência à saúde a portadores de doença celíaca. A proposta assegura exames gratuitos, atendimento especializado e ações educativas voltadas ao diagnóstico precoce e ao tratamento adequado da doença.

A doença celíaca é uma condição autoimune causada pela intolerância permanente ao glúten, presente no trigo, cevada e centeio. Embora não existam dados consolidados sobre sua prevalência na Bahia, estima-se que mais de 150 mil baianos convivam com a enfermidade, que pode causar complicações graves quando não tratada de forma adequada.

De acordo com o projeto, a rede pública de saúde deverá oferecer exames como anticorpos sorológicos, IgA total e biópsia do intestino delgado, além de acompanhamento com nutricionistas, gastroenterologistas e outros profissionais especializados.

“A ausência de diagnóstico e acompanhamento pode levar a complicações sérias, como desnutrição, infertilidade e até linfoma intestinal. Nosso objetivo é ajudar a fortalecer as ações do Estado no cuidado com essas pessoas”, afirma Bobô.

O texto também prevê campanhas de conscientização, capacitação contínua dos profissionais de saúde e a criação de um cadastro estadual de pacientes, permitindo a formulação de políticas públicas baseadas em dados epidemiológicos.

Na justificativa, o parlamentar destaca que a proposta busca ampliar o acesso a direitos e garantir dignidade às pessoas celíacas. “É uma iniciativa responsável, preventiva e sensível às necessidades de milhares de baianos que convivem com a doença muitas vezes sem diagnóstico nem suporte adequado”, conclui.

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