Criadores de caprinos e ovinos de Santaluz e Barrocas acumulam prejuízos com ataques de cães
Criadores de caprinos e ovinos continuam acumulando prejuízos diante de um problema antigo e sem solução: ataques de cães sem identificação de dono. Em muitos casos, os animais são mortos ou ficam gravemente feridos, colocando em…
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Criadores de caprinos e ovinos continuam acumulando prejuízos diante de um problema antigo e sem solução: ataques de cães sem identificação de dono. Em muitos casos, os animais são mortos ou ficam gravemente feridos, colocando em risco a atividade de pequenos agricultores que dependem da criação para garantir o sustento da família.
Santaluz
Na madrugada desta quarta-feira (27), dois novos episódios reforçaram a gravidade da situação. Em Santaluz, no distrito Pereira, um cachorro atacou um rebanho e deixou pelo menos 13 caprinos mortos. O proprietário dos animais contou que, ao chegar à roça pela manhã, encontrou a cena de destruição. “É de dar dó. Aqui, no caminho do riacho, também houve um ataque. Um homem achou o cachorro melado de sangue, na casa do dono. Ele mandou uma mulher amarrar e disse que iria conversar com o dono”, relatou.

O criador Ademilton Cunha desabafou sobre o prejuízo: “É um prejuízo tanto mental quanto financeiro. É triste, você cuidar com esforço, e ataques de cães, apenas durante uma noite, destruírem um sonho”.
Barrocas
Ainda na manhã desta quarta-feira, em Barrocas, outro criador foi vítima da mesma situação. No bairro Cedro, a propriedade de Maycon Fernandes, conhecido como Maiquinho do Cedro, foi invadida e dez animais — entre ovelhas e cabras — morreram, enquanto outros ficaram feridos. Parte do rebanho, em pânico, caiu dentro de um tanque e acabou morrendo afogada.
“Foi eu mesmo que vi, quando fui de manhã lá, vi os urubus rodando e encontrei a situação. A tristeza é grande. E com certeza não só foi um cachorro não, porque o arraso foi muito grande. São 10 mortos e o restante todos machucados”, relatou o agricultor, revoltado com os prejuízos.
Os ataques de cães a criações de pequeno porte não são novidade na Bahia, especialmente em municípios dos territórios do Sisal e Bacia do Jacuípe. A ausência de fiscalização e de medidas para identificar e responsabilizar os donos dos animais faz com que os criadores fiquem desamparados, arcando sozinhos com as perdas.
O cenário tem levado muitos agricultores a desistirem da atividade, fragilizando ainda mais a economia da região, que depende fortemente da agropecuária de pequeno porte. Até o fechamento desta matéria, não havia informações sobre a identificação dos cães responsáveis pelos ataques em Santaluz e Barrocas.
Diante da recorrência dos casos, criadores cobram providências urgentes das autoridades municipais e estaduais para que sejam criadas políticas de controle, responsabilização e apoio aos agricultores vítimas desse tipo de ocorrência.
Redação CN










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