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Política

Análise: CPI do Crime Organizado ganha potencial explosivo e pode furar blindagem política no caso Master

comum ouvir dizer em Brasília que se sabe como uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) começa, mas não como ela termina. É o que acaba de acontecer com a CPI do Crime Organizado, que muitos acreditavam…

Por andre26/02/2026 09:080 visualizações
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Senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI. — Foto: Ascom

comum ouvir dizer em Brasília que se sabe como uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) começa, mas não como ela termina. É o que acaba de acontecer com a CPI do Crime Organizado, que muitos acreditavam que passaria despercebida, mas ganhou um papel central e um potencial explosivo na crise envolvendo o Banco Master.

A comissão aprovou uma série de oitivas (depoimentos) e quebras de sigilo que atingem empresas estratégicas — entre elas está a Maridt, empresa que pertence à família do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, ex-relator do Caso Master na Corte.

🔎Toffoli e os irmãos são sócios da empresa Maridt Participações. A Maridt integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro, responsável pelo resort Tayayá, no Paraná, e começou a vender sua participação no empreendimento em 2021. Parte foi adquirida pelo cunhado de Daniel Vorcaro, dono no Master.

Investigadores que acompanham o caso de perto, com “lupa”, afirmam ao blog que o material a ser colhido pela CPI vai incomodar — e muito — autoridades.

A percepção nos bastidores, ainda de acordo com o que apurou o blog, é de que a comissão pode ser o fator que faltava para sacudir o cenário atual que envolve a apuração e quebrar qualquer tentativa de blindagem política.

O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), tem sido enfático sobre os próximos passos dos trabalhos: o objetivo é desvendar toda a trama que envolve o caso Master.

Blindagem em xeque

Havia, até então, uma expectativa em Brasília de que um “grande acordão” político pudesse ser costurado para blindar autoridades preocupadas com o avanço das investigações ligadas ao banco. No entanto, a CPI do Crime Organizado surge como o elemento capaz de furar essa barreira.

Enquanto a política olhava para o outro lado da praça dos três poderes – o STF — bem ali no congresso, a comissão avançou com poderes de investigação que podem atingir diretamente as autoridades que estão na mira. As novas aprovações mostram que a CPI tem potencial para superar as tentativas de blindagem e trazer à tona detalhes centrais do caso Master.

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