Alibaba lança novo modelo de IA que diz ser superior aos da DeepSeek e da Meta
O grupo chinês Alibaba anunciou resultados de desempenho impressionantes com o lançamento de seu novo modelo de inteligência artificial, destacando o que chamou de ”desempenho líder mundial”. De acordo com dados divulgados no anúncio do Alibaba Cloud no WeChat,…
Entenda em poucos segundos
Gere um resumo objetivo desta matéria antes de começar a leitura.

O grupo chinês Alibaba anunciou resultados de desempenho impressionantes com o lançamento de seu novo modelo de inteligência artificial, destacando o que chamou de ”desempenho líder mundial”. De acordo com dados divulgados no anúncio do Alibaba Cloud no WeChat, a edição aprimorada Qwen 2.5 Max obteve pontuações superiores às do Llama, da Meta, e do modelo V3 da startup chinesa de inteligência artificial DeepSeek em vários testes.
Junto com a Tencent e a Baidu, o Alibaba tem investido fortemente em sua divisão de serviços em nuvem e disputa acirradamente a adesão dos desenvolvedores de IA da China às suas ferramentas. A DeepSeek, uma startup fundada na cidade natal do Alibaba, Hangzhou, tornou-se uma sensação global nesta semana e figura como a primeira referência contra a qual o Alibaba parece estar se comparando agora.
O Alibaba Cloud também compartilhou pontuações sugerindo que seu modelo de IA supera os da OpenAI e da Anthropic em certos benchmarks. Provedores de serviços em nuvem como Alibaba e Tencent reduziram seus preços nos últimos meses na tentativa de atrair mais usuários. A DeepSeek já contribuiu para essa guerra de preços, junto com outras seis promissoras startups de IA da China que garantiram investimentos com avaliações de unicórnio.
DeepSeek surpreende mercados e big techs
Nesta semana, o lançamento do modelo de raciocínio R1 da DeepSeek, fundada por Liang Wenfeng, um jovem entusiasta da tecnologia com experiência no mundo corporativo, surpreendeu os mercados, investidores e empresas de tecnologia no Vale do Silício.
Os modelos da startup chinesa, desenvolvidos com poucos recursos, alcançaram classificações elevadas e resultados comparáveis aos dos principais modelos desenvolvidos nos Estados Unidos, o que abalou a fé na liderança e na lucratividade dos EUA em inteligência artificial.
“Os investidores estão desconcertados com essa nova reviravolta dos acontecimentos e pelo [temor] de que as empresas americanas especializadas em IA percam influência”, resumiu à AFP Sam Stovall, da consultoria financeira CFRA.
Analistas e investidores acreditavam que a vantagem dos Estados Unidos no setor dos semicondutores e sua capacidade de limitar o acesso da China a esta tecnologia garantiria seu domínio da IA.
Violação de direitos autorais
Depois de Sam Altman, CEO da OpenAI, elogiar os avanços da DeepSeek na terça-feira, a criadora do ChatGPT afirma ter encontrado evidências de uma possível violação de propriedade intelectual por parte da startup chinesa de inteligência artificial.
A OpenAI disse ao Financial Times que encontrou algumas evidências de “destilação”, que suspeita terem origem na DeepSeek. A ‘destilação’, prática comum na indústria, é, segundo o jornal britânico, utilizada por desenvolvedores para obter um melhor desempenho em modelos menores, aproveitando os resultados de modelos maiores e mais potentes, o que permite alcançar resultados semelhantes em determinadas tarefas a um custo bem menor.
A grande preocupação é de que a DeepSeek pudesse estar utilizando essa técnica para desenvolver seu próprio modelo de chatbot, o que violaria os termos de serviço da OpenAI, que determinam que os usuários não podem “copiar” nenhum de seus serviços nem “usá-los para desenvolver modelos que concorram com a OpenAI”.










Comentários
0 comentários
O que você achou desta matéria?
Comente, pergunte ou acrescente uma informação relevante.