
Quem precisa circular diariamente por Conceição do Coité já percebeu que dirigir pela cidade se tornou um desafio. Desde o início das obras de implantação do sistema de esgotamento sanitário, motoristas convivem com interdições simultâneas em diversas ruas, desvios improvisados e mudanças constantes no tráfego, transformando a malha viária em um verdadeiro labirinto. Nas sextas-feiras, dia da feira livre da cidade a opção de trafego diminui ainda mais.
Embora a obra represente um importante investimento em infraestrutura e saneamento básico para o município, a execução simultânea de vários trechos tem provocado transtornos cada vez maiores para condutores de veículos de passeio, motociclistas e, principalmente, motoristas de veículos de grande porte.
Segundo informações passadas ao Calila Notícias por um encarregado da obra, 11 frentes de serviço estão em atividade ao mesmo tempo em diferentes pontos da cidade. Com isso, é comum que um motorista siga por uma rua imaginando encontrar passagem e, poucos metros depois, depare-se com a via interditada.
A situação se torna ainda mais complicada para caminhões, carretas e ônibus. Enquanto um carro de passeio consegue, na maioria das vezes, fazer uma manobra e retornar, os veículos pesados frequentemente ficam sem espaço para converter ou encontrar uma rota alternativa, provocando retenções e exigindo muita habilidade dos condutores.

Outro fator apontado por motoristas é que, em alguns trechos, a sinalização indicando a interdição está posicionada muito próxima da obra. Assim, quando o condutor percebe que a passagem está bloqueada, muitas vezes já não há espaço suficiente para retornar com segurança, especialmente quando se trata de veículos longos.
Além dos congestionamentos pontuais, comerciantes e moradores também relatam dificuldades de acesso em algumas vias, enquanto motoristas de aplicativos, taxistas e profissionais do transporte de cargas precisam refazer trajetos diariamente para chegar aos seus destinos.
A expectativa da população é de que, à medida que as obras avancem, haja uma melhor organização das frentes de trabalho, com planejamento que reduza o número de interdições simultâneas e reforce a sinalização preventiva, minimizando os impactos no trânsito sem comprometer o andamento de uma obra considerada essencial para a melhoria da qualidade de vida da população coiteense.
Após cobrança da Prefeitura, empresa melhora qualidade dos serviços
Os transtornos foram ainda maiores para os moradores das primeiras ruas contempladas pelas obras. Além das interdições e da dificuldade de acesso às residências, a recomposição do calçamento após o fechamento das valas gerou muitas reclamações devido à má qualidade do serviço executado inicialmente.
Diante das queixas da população, o prefeito Marcelo Araújo (União Brasil) reuniu-se com representantes da empresa responsável pela implantação do sistema de esgotamento sanitário e cobrou providências imediatas. Na ocasião, segundo informações da administração municipal, o gestor chegou a advertir que poderia embargar a obra caso a empresa não assumisse o compromisso de melhorar a execução da recomposição do pavimento.
Desde então, a situação tem apresentado mudanças. Nas ruas onde os serviços são concluídos atualmente, as equipes têm realizado a recolocação dos paralelepípedos com um padrão de qualidade superior ao observado no início da obra, entregando o calçamento em condições semelhantes às existentes antes da abertura das valas.
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