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“Era a extensão da nossa casa e, quando mais precisamos, nos abandonaram”, diz Lucinha Mota sobre Colégio Nossa Senhora Auxiliadora após morte de Beatriz

A relação de confiança que a família de Beatriz Angélica mantinha com o Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, em Petrolina, foi lembrada por Lucinha Mota durante entrevista ao Café com Blog, da Rede GN, nesta quarta-feira (29). Questionada por Geraldo José sobre o sentimento dela em relação à instituição de ensino onde a filha estudava, a mãe da menina afirmou que ficou decepcionada com a postura adotada após o assassinato.

“Decepção. A relação que a gente tinha com o Colégio Auxiliadora era de família. Ali era a extensão da nossa casa. Sandro trabalhava lá há 14 anos. Os nossos filhos nasceram e cresceram lá dentro. Samira, Leandro, Beatriz. E no momento que a gente mais precisou da escola, eles simplesmente nos abandonaram”, lamenta.

Lucinha afirmou que, segundo ela, a instituição teria adotado uma postura que acabou colocando a responsabilidade sobre a própria família. “E ainda abriram a teoria de que nós abandonamos Beatriz, né? E que ela não tinha sido assassinada lá dentro. Porque a polícia deu brecha para isso no primeiro relatório”, disse.

Ao falar sobre a repercussão das primeiras informações divulgadas durante a investigação, ela afirmou que a versão apresentada inicialmente teria favorecido a escola. “Quando a polícia faz aquela coletiva de imprensa dizendo que Beatriz não foi assassinada no local em que ela foi encontrada, ela abriu brecha ali para o colégio”, afirma.

Na entrevista, Lucinha também criticou a postura da instituição após o crime. “O colégio só pensou em se proteger financeiramente e questão de imagem, somente. No outro dia, o colégio funcionou normalmente como uma empresa”. Ela ainda completou: “O Colégio Auxiliadora é uma empresa. Eu digo, como qualquer outra escola, as pessoas não se engane com isso. Ali é uma empresa que gera renda. Ali é um comércio. Então não se engane que a maioria não vão acolher, não. Não tem vínculo com as pessoas. Não tem”, dispara Lucinha.

Lucinha também fez críticas relacionadas à investigação e afirmou que, na avaliação dela, houve falhas que prejudicaram o andamento do caso. 

Sobre a busca por respostas, ela relatou dificuldades encontradas ao tentar aprofundar pontos da investigação. “A questão dos HDs, alguém apagou, Geraldo. Alguém apagou. E aí o Ministério Público me dizia que não tinha estrutura para investigar isso”.

A mãe de Beatriz afirmou ainda que buscou auxílio técnico externo para tentar esclarecer a situação. “Eu consegui contato com o fabricante do HD, em Boston, e eles abriram as portas. Pode vir a equipe da polícia, a equipe técnica do Ministério Público. A resgatar as imagens. Pode vir para cá que a gente vai dizer se foi ou não foi apagado e qual usuário que apagou”, finaliza.

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RedeGN

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