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PF nas ruas: Polícia deflagra nova fase de operação que mira desvio de verba parlamentar envolvendo locadora

Investigação mira suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo agentes públicos, empresários e empresas  |   Bnews - Divulgação Divulgação | PF

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (1º), a terceira fase da Operação Rent a Car, batizada de Galho Fraco II, com foco em aprofundar investigações sobre um suposto esquema de desvio de recursos públicos envolvendo agentes públicos, empresários e empresas. As medidas foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e estão sendo cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais.

Nova fase mira provas e movimentação de recursos
Segundo a Polícia Federal, a operação desta quarta tem como objetivo coletar e preservar novos elementos de prova. A investigação apura possíveis crimes de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa.

Há indícios de que pessoas físicas e jurídicas teriam sido utilizadas para dar aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos. Também foram identificados sinais de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, o que pode configurar fraude processual.

Esquema envolve contratos de locação de veículos
As apurações tiveram início nas fases anteriores da Operação Rent a Car, que identificaram suspeitas de irregularidades na contratação de uma empresa de locação de veículos com recursos da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP).

A atual etapa aprofunda a análise sobre como esses valores foram movimentados e qual foi a destinação final dos recursos.

Empresa recebeu R$ 841,9 mil de cota parlamentar
Em dezembro de 2024, durante uma das fases da operação, a Polícia Federal apontou que a empresa Harue Locação de Veículos LTDA recebeu R$ 841,9 mil em recursos da cota parlamentar entre 2015 e 2024.

A suspeita é de que a empresa tenha sido utilizada para emitir notas fiscais falsas e simular contratos de prestação de serviços, com o objetivo de desviar dinheiro da Câmara dos Deputados.

Parlamentares concentraram maior parte dos pagamentos
Do total recebido pela empresa, cerca de 66% tiveram origem em gastos de dois deputados federais: Carlos Jordy (PL-RJ) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que juntos utilizaram R$ 557,4 mil da cota.

Os assessores dos parlamentares foram alvo de mandados de busca e apreensão na fase anterior da operação. Até a publicação das informações, os deputados não haviam se manifestado.

STF autorizou medidas judiciais
Os mandados foram autorizados pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do caso. As diligências seguem em andamento com foco na ampliação das provas já reunidas pela Polícia Federal.

Classificação Indicativa: Livre

BN

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