
A Guarda Revolucionária do Irã diz que atacou uma base área dos Estados Unidos em retaliação aos novos ataques que interromperam o cessar-fogo que estava vigente há quase dois meses. Segundo a organização militar, a base americana atingida fica na periferia do aeroporto de Bandar Abbas, a mesma que teria atacado o Irã nesta quarta-feira (27).
“Esta resposta é um aviso sério para que o inimigo saiba que a agressão não ficará sem resposta e, em caso de repetição, nossa resposta será ainda mais decisiva, sendo a responsabilidade e as consequências do agressor”, disse a Guarda Revolucionária do Irã.
Segundo a Reuters, militares dos EUA bombardearam uma instalação militar que autoridades americanas acreditavam representar ameaça a tropas do país e ao tráfego marítimo comercial no Estreito de Ormuz.
A autoridade, que falou sob condição de anonimato, afirmou ainda que forças americanas interceptaram e derrubaram vários drones iranianos considerados uma ameaça semelhante.
Mais cedo, a imprensa estatal iraniana informou que explosões foram ouvidas na região da cidade portuária de Bandar Abbas. Segundo a agência Fars News, sistemas de defesa aérea ficaram ativos por vários minutos.
A mesma região já havia sido alvo de bombardeios na madrugada de terça-feira (26). Na ocasião, militares americanos afirmaram ter atacado locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas que, segundo os EUA, instalavam minas subaquáticas.
A operação levou o Irã a acusar os Estados Unidos de violarem o acordo de cessar-fogo em vigor desde 7 de abril. Atualmente, os dois países negociam um tratado de paz para encerrar a guerra de forma definitiva.
Retomada da guerra
Também nesta quarta, o governo iraniano disse considerar improvável uma retomada da guerra contra os Estados Unidos. A Guarda Revolucionária afirmou que a “fraqueza” dos adversários reduz a chance de novos confrontos.
O conflito no Oriente Médio começou no fim de fevereiro, após ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. A guerra se espalhou rapidamente por diferentes frentes, afetando toda a região e provocando uma crise no mercado global de energia.
Irã e Estados Unidos trocam acusações há semanas enquanto negociam um acordo mediado pelo Paquistão.
Em comunicado divulgado nesta quarta, o Ministério da Inteligência do Irã afirmou que os Estados Unidos e Israel continuam tentando derrubar a República Islâmica e fragmentar o país.
Por enquanto, nenhuma das partes demonstra disposição para ceder nos principais pontos das negociações, entre eles o controle do Estreito de Ormuz e o programa nuclear iraniano.
O Irã fechou de fato o Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo e gás, enquanto os Estados Unidos responderam com um bloqueio naval aos portos iranianos.
















