
Os Estados Unidos usaram bombardeiros B-52 para sobrevoar o espaço aéreo do Irã pela primeira vez desde o início da guerra. A informação foi confirmada pelo Departamento de Guerra nesta terça-feira (31). A aeronave é considerada uma das armas mais “mortais” das forças americanas.
▶️ Contexto: Segundo o jornal The New York Times, o uso desse tipo de aeronave demonstra o enfraquecimento das defesas aéreas do Irã.
Apesar da potência, o B-52 não é tão ágil quanto caças e fica mais vulnerável a sistemas antiaéreos.
De acordo com o Pentágono, os bombardeiros serão usados para atacar cadeias de suprimentos que abastecem instalações de construção de mísseis, drones e navios do Irã.
O objetivo dos EUA é impedir a reposição de munições usadas na guerra.
Apesar da capacidade nuclear, não há confirmação de que forças americanas estejam transportando ogivas desse tipo nas operações contra o Irã.
O B-52 é um modelo fabricado pela Boeing que transporta armas de alta precisão e pode voar por mais de 14 mil quilômetros sem reabastecer. A produção começou na década de 1950, e o bombardeiro segue como a “espinha dorsal” da Força Aérea americana.
Ao menos 744 unidades foram produzidas, e a última foi entregue em outubro de 1962. O modelo foi projetado para transportar armamento nuclear e se tornou um ativo importante dos Estados Unidos durante a Guerra Fria.
- Quando surgiu, o B-52 era visto como o “bombardeiro do juízo final”, capaz de atingir a União Soviética com armas nucleares sem necessidade de reabastecimento.
- Ao longo de mais de 70 anos, aeronaves do tipo participaram de quase todas as principais operações conduzidas pelos EUA.
- Entre elas estão a Guerra do Vietnã, a resposta aos ataques de 11 de setembro de 2001 e missões contra o Estado Islâmico no Iraque e na Síria, em 2016.
- B-52 também foram enviados ao Caribe durante operação dos EUA contra o tráfico internacional de drogas, que resultou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro.
O modelo tem diferentes variantes. A versão “H”, por exemplo, pode carregar até 20 mísseis de cruzeiro. No geral, o B-52 pode transportar até 32 toneladas de armamento, entre bombas, minas e mísseis.
O bombardeiro têm oito motores e podem voar a até 15 mil metros de altitude, o que coloca a aeronave acima da maior parte do campo de batalha. Essa capacidade, combinada com ataques de alta precisão, amplia o apoio aéreo em ofensivas.
“Atualizado com tecnologia moderna, o B-52 é capaz de empregar toda a gama de armas desenvolvidas em conjunto e seguirá ao longo do século 21 como um elemento importante das defesas do país. A Força Aérea atualmente prevê operar os B-52 até 2050”, dizem as Forças Armadas dos EUA.
Ameaça do Irã
O anúncio do uso de B-52 no Irã foi feito um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhar um vídeo que mostra uma grande explosão em Isfahan. O alvo seria um depósito de munições.
Ainda não está claro se as aeronaves foram responsáveis pela operação divulgada por Trump. Até a última atualização desta reportagem, o Irã também não havia se pronunciado sobre o anúncio feito pelos Estados Unidos.
Ainda na terça-feira, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que vai atacar empresas americanas no Oriente Médio em retaliação a bombardeios recentes que mataram cidadãos iranianos. Entre os alvos citados está a Boeing, fabricante do bombardeiro B-52.
“As principais instituições envolvidas em operações terroristas serão alvos legítimos. Aconselhamos os funcionários a deixarem seus locais de trabalho imediatamente, para a própria segurança”, afirmou a organização.
“Moradores de áreas próximas a essas empresas, em todos os países da região, também devem evacuar em um raio de um quilômetro e buscar um local seguro.”
Além da Boeing, outras 17 empresas foram listadas, incluindo gigantes de tecnologia. Veja a seguir:
- Boeing
- G42
- Spire Solution
- GE
- Tesla
- JP. Morgan
- Nvidia
- Palantir
- Dell
- IBM
- Meta
- Apple
- Microsoft
- Oracle
- Intel
- HP
- Cisco
















