
Mais de 6,5 milhões de baianos deixaram de comparecer às urnas ou de justificar a ausência nos pleitos de 2020, 2022 e 2024. Os dados constam em relatório do Grupo de Pesquisas Judiciárias do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (GPJ/TRE-BA), que consolidou o absenteísmo registrado tanto no primeiro quanto no segundo turno das últimas disputas.
Embora o volume acumulado seja expressivo, o levantamento aponta uma trajetória de queda recente: após o pico de 2.408.763 faltas em 2022, o número de eleitores ausentes recuou para 1.928.520 em 2024.
O perfil do eleitor que se abstém foi detalhado pelo tribunal, revelando padrões socioeconômicos e geracionais específicos. De acordo com o relatório, as faltas são mais frequentes em duas faixas etárias opostas: jovens entre 21 e 29 anos e idosos com mais de 70 anos.
Além da idade, outros fatores determinantes para o não comparecimento incluem a baixa escolaridade e o estado civil, com maior incidência entre eleitores viúvos ou separados judicialmente. As abstenções são registradas com maior frequência entre pessoas com mais de 70 anos de idade ou entre 21 e 29 anos de idade.
O estudo também ressalta que eleitores com voto facultativo, como analfabetos e maiores de 70 ano, e pessoas com deficiência apresentam taxas de ausência significativamente mais elevadas.
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