
A Seleção do Irã manifestou nesta semana o interesse em disputar a Copa do Mundo de 2026, porém solicita atuar fora dos Estados Unidos. A federação iraniana negocia junto à FIFA a possibilidade de transferir seus jogos para o México, visando evitar possíveis desdobramentos negativos oriundos dos conflitos diplomáticos entre os dois países.
A sugestão da transferência partiu do embaixador do Irã, Abolfazl Psedniddeh, e a proposta formal foi enviada por meio do Ministério das Relações Exteriores iraniano. No ofício, destaca-se a preocupação com a segurança e o clima político diante das tensões históricas entre Washington e Teerã.
Até o momento, a FIFA não se pronunciou oficialmente sobre o pedido, que é tratado com cautela pelo presidente Gianni Infantino. O mandatário da entidade máxima do futebol afirmou ter discutido o cenário geral com o presidente dos EUA, Donald Trump.
“Todos precisamos de um evento como a Copa do Mundo da FIFA para unir as pessoas agora mais do que nunca, e agradeço sinceramente ao presidente dos Estados Unidos pelo apoio, que demonstra mais uma vez que o futebol une o mundo”, declarou Infantino em nota anterior.
Caso o Irã desista da competição por não ter o pedido atendido, a definição do substituto ficaria a cargo de um critério exclusivo da FIFA, conforme estabelece o regulamento do torneio. Além disso, a multa para desistências ocorridas a menos de 30 dias do início do mundial é de 250 mil francos suíços (aproximadamente R$ 1,6 milhão).
A seleção iraniana garantiu sua vaga após liderar o Grupo A da terceira fase das eliminatórias asiáticas. No sorteio realizado em dezembro, o país foi alocado no Grupo G, ao lado de Bélgica, Egito e Nova Zelândia.
Originalmente, o cronograma da equipe previa duas partidas em Los Angeles e uma em Seattle, todas em território norte-americano.
BN
















