
O narcotraficante colombiano Gustavo Durán Bautista, que já morou em São Paulo/SP e Juazeiro/BA, foi preso por autoridades colombianas na cidade de Cúcuta, na fronteira com a Venezuela. Alvo de mandado de prisão no Brasil, Gustavo responde por tráfico internacional oriundo de um mandado da Operação São Francisco, deflagrada pela Polícia Federal em 2007.
Naquela época, Gustavo foi acusado de utilizar a Fazenda Mariad, em Juazeiro/BA, como fachada para um esquema de tráfico internacional. De lá, ele exportava toneladas de uvas e mangas para a Europa, principalmente para a Holanda, com cocaína escondida em fundos falsos das caixas.
O patrimônio dele no Brasil era estimado em 100 milhões de dólares, incluindo aviões e mansões em locais como Jurerê Internacional, em Florianópolis. O caso ganhou grande repercussão em 2007 por revelar os laços da juíza baiana Olga Regina com Durán.
As investigações mostraram que ela mantinha contato frequente com o narco e chegou a vender uma casa de luxo em Salvador (BA) para ele como forma de lavar dinheiro. Por conta disso, ela foi condenada pelo CNJ à aposentadoria compulsória.
Gustavo acabou preso ainda em 2007 no Uruguai, flagrado com 500 kg de cocaína em um de seus aviões, mas foi solto tempos depois e seguia foragido desde então.
O narco também era apontado como um dos principais sócios de Juan Carlos Abadía, líder do extinto Cartel Norte del Valle, que também foi preso no Brasil na mesma época.
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