
O setor de turismo no Brasil encerrou o período de janeiro a outubro de 2025 com um desempenho sem precedentes, movimentando R$ 185 bilhões. O valor, divulgado nesta terça-feira (13) pela FecomercioSP com base em dados do IBGE, representa um crescimento de 6,4% em relação ao mesmo período de 2024 e consolida 2025 como o ano mais lucrativo da série histórica iniciada em 2011.
A combinação de um mercado de trabalho aquecido (com taxa de desemprego em torno de 5,6% em meados do ano) e o planejamento antecipado das famílias foram os principais motores dessa expansão.
Onde o dinheiro circulou
Quase todos os segmentos turísticos registraram alta, mas três áreas foram os pilares do faturamento recorde:
– Transporte Aéreo: Liderou em valores absolutos, faturando R$ 48 bilhões (alta de 10,2%). O aumento da oferta de voos e a retomada das viagens corporativas foram decisivos.
– Alojamento: Obteve o maior crescimento percentual, com 11,2% de alta e receita de R$ 22,6 bilhões. Isso reflete a valorização das diárias e a ocupação recorde em hotéis e pousadas.
– Alimentação: Registrou R$ 28,3 bilhões, um avanço de 6,2% impulsionado pelo consumo fora do lar durante as viagens.
Destaques regionais
A expansão do turismo foi disseminada por todas as regiões do país, mas três estados se destacaram pelo crescimento acumulado no ano:
1. Rio Grande do Sul (13,5%): Demonstrou uma resiliência surpreendente e liderou o crescimento, impulsionado pela recuperação de infraestruturas e eventos regionais.
2. Amazonas (11,1%): Consolidou-se como o grande expoente do turismo na região Norte, com forte apelo ao ecoturismo.
3. Bahia (9,6%): Completou o pódio nacional. O estado teve um desempenho extraordinário em março (alta de 20,4% devido ao Carnaval) e encerrou o ano com recorde de turistas estrangeiros, superando as marcas pré-pandemia.
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