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9 golpes envolvendo inteligência artificial e como evitá-los

Criminosos tem usado a inteligência artificial (IA) para realizar clonagem de voz e deepfake e enganar e roubar dados de vítimas. Além disso, fraudes envolvendo esquemas de investimento, phishing, sites falsos e armadilhas em aplicativos de namoro estão se espalhando rapidamente por conta de IA. No ambiente online, também surgem avaliações falsas de produtos e serviços, anúncios de emprego fraudulentos e golpes de suporte técnico. A seguir, o TechTudo reuniu os nove golpes com IA mais comuns, explicando como funcionam e, o mais importante, como você pode se proteger deles.

9 golpes com Inteligência Artificial: descubra como identificá-los e se proteger — Foto: Imagem criada com o ChatGPT

1. Clonagem de voz

Os golpes que utilizam clonagem de voz estão se tornando cada vez mais comuns, impulsionados pelos avanços da inteligência artificial. Com apenas alguns segundos de áudio — retirados de vídeos em redes sociais ou mensagens de WhatsApp —, golpistas conseguem reproduzir a voz de qualquer pessoa. A IA VALL-E, desenvolvida pela Microsoft, por exemplo, precisa de apenas três segundos para criar uma cópia convincente.

Com essa tecnologia, criminosos enganam amigos e familiares ao se passar por alguém próximo. Geralmente, criam um clima de urgência, alegando um acidente ou outra situação grave, para convencer a vítima a transferir dinheiro ou fornecer informações sigilosas — como credenciais de login.

Criminosos usam inteligência artificial para aplicar golpes com clonagem de voz — Foto: Reprodução/Canva
Criminosos usam inteligência artificial para aplicar golpes com clonagem de voz — Foto: Reprodução/Canva

Para se proteger de golpes com clonagem de voz, bloqueie chamadas de spam e evite atender números desconhecidos. Além disso, se alguém te ligar pedindo dinheiro ou dados pessoais, desconfie e faça perguntas para testar se a história faz sentido. Outra dica é combinar uma palavra-chave com amigos e familiares, algo que só vocês saibam, para confirmar a identidade da pessoa. Em caso de dúvida, solicitar uma chamada de vídeo também pode ser uma forma de verificar quem está do outro lado da linha.

2. Deepfake

A clonagem de voz não é a única tendência quando o assunto é golpe. Com inteligência artificial, criminosos manipulam imagens, vídeos e áudios para criar conteúdos falsos, mas incrivelmente realistas. Isso significa que alguém pode aparecer dizendo algo que nunca falou. Essa técnica, chamada deepfake, é tão convincente que, sem atenção aos detalhes, fica difícil perceber a fraude.

O objetivo desses golpes varia: desde espalhar desinformação até roubar dinheiro das vítimas. Golpistas podem editar vídeos e áudios para se passar por alguém da sua rede de contatos ou por figuras conhecidas nas mídias, tudo para enganar e arrancar informações pessoais e bancárias — além de solicitar Pix e pagamentos.

Verifique a veracidade das chamadas de vídeo, onde a técnica do deepfake é praticada — Foto: Reprodução/Freepik
Verifique a veracidade das chamadas de vídeo, onde a técnica do deepfake é praticada — Foto: Reprodução/Freepik

Para se proteger, é importante adotar um olhar crítico ao consumir conteúdos online. Fique de olho na qualidade do vídeo: falhas na sincronização labial, movimentos estranhos nos olhos ou sombras esquisitas podem indicar manipulação. Nos áudios, repare na entonação e no vocabulário — se parecer diferente do habitual ou muito mecânico, pode ser um deepfake. Além disso, nunca tome decisões precipitadas. Use sites de checagem para verificar a veracidade de notícias e, se receber um pedido suspeito de um amigo ou familiar, tente confirmar por outro meio.

3. Golpes de investimento

Os criminosos também clonam vozes e manipulam imagens e vídeos para espalhar informações falsas sobre investimentos. Uma tática comum é prometer altos retornos garantidos, com pouco ou nenhum risco — um grande sinal de alerta. Eles criam empresas de fachada e perfis falsos nas redes sociais, além de investirem em anúncios que direcionam as vítimas a sites que imitam portais conhecidos. Nesses sites, supostas celebridades recomendam um “método infalível” para enriquecer.

Além disso, usam termos técnicos para fingir conhecimento do mercado financeiro e exibem depoimentos falsos de pessoas que, teoricamente, ficaram ricas com o investimento. Em alguns casos, até devolvem pequenas quantias no início para conquistar a confiança da vítima antes de induzi-la a transferir valores maiores. Muitos desses golpes envolvem transações via Pix, o que dificulta o rastreamento e a recuperação do dinheiro.

Nunca faça transferências sem checar a oportunidade de investimento — Foto: Marcela Franco/TechTudo
Nunca faça transferências sem checar a oportunidade de investimento — Foto: Marcela Franco/TechTudo

Para evitar cair nessas armadilhas, desconfie de promessas de lucro fácil e imediato. Antes de investir, cheque se a empresa tem registro nos órgãos reguladores e busque a opinião de especialistas confiáveis. Nunca clique em links desconhecidos, compartilhe dados bancários ou faça transferências sem antes pesquisar a fundo a oportunidade de investimento.

4. Links de phishing

Os golpistas estão usando a inteligência artificial para criar ataques de phishing mais sofisticados e difíceis de identificar. Com a ajuda dessa tecnologia, eles conseguem imitar o estilo de escrita e o tom de organizações, fazendo com que a comunicação pareça legítima. Além disso, a IA também permite personalizar os ataques, pesquisando informações sobre as vítimas e criando deepfakes.

Esse golpe acontece por e-mail e mensagens de texto, se passando por instituições de confiança, como bancos, lojas online e até o Governo Federal. O objetivo é fazer com que a vítima clique em links fraudulentos que levam a sites falsos, baixe anexos infectados ou clique em links que instalam malware. Nos sites, as vítimas são induzidas a fornecer dados pessoais, como senhas e números de cartão de crédito.

Nunca clique em links desconhecidos  — Foto: Reprodução/Freepik
Nunca clique em links desconhecidos — Foto: Reprodução/Freepik

Para evitar cair nesse tipo de golpe, fique atento a alguns sinais. Desconfie de mensagens que parecem boas demais ou muito alarmantes, como ofertas irresistíveis ou ameaças de bloqueio de contas. Verifique sempre o remetente e os detalhes da mensagem, como erros ortográficos ou formatação estranha, que podem indicar que a comunicação não é legítima. Lembre-se: empresas e bancos nunca pedem dados pessoais por e-mail.

5. Sites falsos

Com o aumento das compras online, golpistas usam a inteligência artificial para criar sites falsos que imitam lojas reais. Eles são como “espelhos” dos originais, mas com ofertas de produtos a preços muito baixos. Após a compra, o cliente nunca recebe o produto adquirido e, muitas vezes, os s dados pessoais, como CPF e número de cartão de crédito, são roubados e usados para realizar compras fraudulentas.

Para se proteger, fique atento aos detalhes ao navegar por sites de compras. A URL pode ser um dos primeiros sinais de alerta: verifique erros de digitação ou domínios estranhos. Além disso, um site seguro geralmente exibe o protocolo HTTPS antes do endereço, indicando que a conexão está protegida por criptografia. Outra dica é redobrar a atenção durante datas promocionais como Black Friday e Natal, evite clicar em links recebidos por e-mail ou WhatsApp e sempre acesse as lojas diretamente pelos sites oficiais.

Sites com erros de digitação e símbolos estranhos na URL podem ser falsos — Foto: Reprodução/Canva
Sites com erros de digitação e símbolos estranhos na URL podem ser falsos — Foto: Reprodução/Canva

6. Golpes em aplicativos de namoro

Os aplicativos de namoro são uma maneira comum de conhecer novas pessoas, mas também abriram espaço para golpistas usarem inteligência artificial para enganar vítimas. Com essa tecnologia, eles criam perfis falsos com fotos geradas por algoritmos, retiradas de bancos de imagens ou até roubadas de modelos e atores. Para deixar o golpe ainda mais convincente, usam ferramentas como o ChatGPT para criar conversas persuasivas.

Muitas vítimas relatam que os golpistas evitam ao máximo ligações ou encontros presenciais, sempre apresentando justificativas. No entanto, eles podem até gerar vídeos deepfake, aparecendo em chamadas de vídeo com rostos falsificados para parecerem reais. A conversa pode se estender por semanas ou meses, o objetivo é estabelecer um vínculo emocional e ganhar a confiança da vítima antes de fazer um pedido suspeito, geralmente relacionado a dinheiro.

Para se proteger, desconfie de perfis com fotos perfeitas e evite compartilhar informações pessoais. Vale a pena fazer uma pesquisa inversa de imagem no Google para verificar se a foto já foi utilizada em outros sites. Além disso, se a conversa parecer muito ensaiada ou repetitiva, pode ser um sinal de que um chatbot está envolvido. Antes de confiar em alguém, tente encontrar o perfil em outras redes sociais e, acima de tudo, nunca faça transferências bancárias.

Cuidado com golpes em aplicativos de namoro, desconfie de fotos perfeitas e não faça transferências bancárias — Foto: Reprodução/Abine
Cuidado com golpes em aplicativos de namoro, desconfie de fotos perfeitas e não faça transferências bancárias — Foto: Reprodução/Abine

7. Avaliações falsas

Imagine comprar um produto com milhares de recomendações positivas e, na hora que ele chega, perceber que não era nada do que esperava. Isso acontece porque golpistas estão usando inteligência artificial para criar avaliações falsas em massa, enganando consumidores e inflando a reputação de produtos e serviços. Essas análises geradas por IA aparecem em vários lugares e muitas vezes chegam ao topo da seção de comentários.

Para se proteger, desconfie de avaliações genéricas, que não mencionam detalhes específicos do produto. Além disso, priorize avaliações com fotos ou vídeos, pois isso garante mais autenticidade. Outra dica é verificar se há um padrão repetitivo nos comentários ou se muitos deles foram publicados no mesmo dia. Compare também opiniões em diferentes sites, pois lojas confiáveis costumam ter feedbacks variados, incluindo críticas.

Cuidado com avaliações falsas de produtos — Foto: Reprodução/Canva
Cuidado com avaliações falsas de produtos — Foto: Reprodução/Canva

8. Anúncios de emprego falsos

Outro alvo comum dos golpes com IA são os anúncios de emprego falsos. Criminosos criam textos realistas e até simulam conversas com recrutadores para enganar candidatos. Esses golpes envolvem pedidos de dados pessoais, pagamentos para treinamentos ou até acessos às contas bancárias, sob a justificativa de finalizar a contratação. As falsas oportunidades costumam ser divulgadas por mensagens ou anúncios que prometem altos salários e poucas horas de trabalho, muitas vezes com links que imitam sites de empresas conhecidas.

Para evitar cair nesse tipo de golpe, sempre verifique se a vaga está em sites ou perfis oficiais da empresa, como o LinkedIn. Desconfie de propostas vagas ou promessas exageradas e nunca envie dinheiro ou documentos sem antes confirmar a legitimidade da oportunidade. Além disso, observe detalhes como erros gramaticais em e-mails e domínios suspeitos nos links. Se tiver dúvidas, pesquise a empresa no Google e entre em contato pelos canais oficiais antes de prosseguir.

Criminosos usam IA para enganar candidatos com falsas vagas de emprego — Foto: Reprodução/Canva/Imagem editada por IA
Criminosos usam IA para enganar candidatos com falsas vagas de emprego — Foto: Reprodução/Canva/Imagem editada por IA

9. Golpes de suporte técnico ou atendimento

Além de golpes em familiares e amigos, a clonagem de voz também é usada em golpes com chamadas falsas de suporte ao cliente. Nesse caso, os criminosos se passam por representantes de empresas, como bancos ou serviços de assistência técnica. As vítimas recebem chamadas ou mensagens alertando sobre problemas em suas contas ou dispositivos e pedindo para fornecer dados pessoais ou acessar sites fraudulentos.

Para evitar cair nesse tipo de fraude, sempre verifique a origem das comunicações. Se receber uma ligação ou mensagem suspeita, entre em contato diretamente com a empresa pelos canais oficiais. Nunca forneça informações sensíveis, como senhas ou dados bancários, por telefone ou mensagens. Além disso, manter seu antivírus atualizado ajuda a proteger seu computador de acessos não autorizados.

Nunca forneça dados pessoas por telefone — Foto: Freepik
Nunca forneça dados pessoas por telefone — Foto: Freepik

Com informações de Android Police.

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