
Henry, o crocodilo mais velho do mundo, celebrou em 16 de dezembro 124 anos. O animal, de 4,8 metros de comprimento e 750 quilos, vive no Crocworld Conservation Centre, em Scottburgh (África do Sul), há mais de três décadas. Apesar de centenário, Henry está com a saúde perfeita, disseram veterinários. Parece que o processo de envelhecimento não o afetou como acontece com outros animais da sua idade.
Um metabolismo lento, crescimento contínuo ao longo de sua vida e características fisiológicas como ser de sangue frio permitem que Henry conserve energia e regule sua temperatura corporal. Crocodilos, como alguns outros répteis, continuam a crescer à medida que envelhecem.
De acordo com registros, Henry nasceu em 16 de dezembro de 1900 no Delta do Okavango (Botsuana), um Patrimônio Mundial da UNESCO e uma região de largos canais formada na nação sul-africana sem litoral. Ele teve seis fêmeas ao longo da vida e gerou cerca de 10 mil filhotes.
Henry tem um passado “obscuro”. Acredita-se que ele tenha comido crianças de uma tribo de Botsuana. Integrantes do grupo, então, pediram ajuda para pôr fim ao rastro de sangue deixado pelo crocodilo.

Sir Henry Neumann, um renomado caçador de elefantes a quem a fera deve seu nome, entrou em ação e capturou o animal.
Decidiu-se, então, sentenciar o réptil a uma vida inteira de cativeiro no exterior em vez de matá-lo brutalmente como “suas vítimas”.
















