{"id":38694,"date":"2025-12-03T09:13:38","date_gmt":"2025-12-03T12:13:38","guid":{"rendered":"https:\/\/minutobahia24h.com.br\/?p=38694"},"modified":"2025-12-03T09:13:39","modified_gmt":"2025-12-03T12:13:39","slug":"afinal-a-geracao-z-e-fragil-ou-vive-o-periodo-mais-dificil-para-ser-jovem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/minutobahia24h.com.br\/?p=38694","title":{"rendered":"Afinal, a gera\u00e7\u00e3o Z \u00e9 &#8216;fr\u00e1gil&#8217; ou vive o per\u00edodo mais dif\u00edcil para ser jovem?"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"534\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Sem-titulo-51.jpg?resize=800%2C534&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-38695\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Sem-titulo-51.jpg?w=984&amp;ssl=1 984w, https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Sem-titulo-51.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Sem-titulo-51.jpg?resize=768%2C513&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/12\/Sem-titulo-51.jpg?resize=750%2C501&amp;ssl=1 750w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u2014 Foto: Freepik<br><br><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Postagens que ironizam o comportamento dos jovens da gera\u00e7\u00e3o Z t\u00eam se acumulado nas redes sociais, conforme essa faixa, formada por quem nasceu entre 1997 e 2010, tem chegado \u00e0 idade adulta e ingressado no mercado de trabalho. N\u00e3o \u00e9 incomum que a conviv\u00eancia com indiv\u00edduos de outras faixas et\u00e1rias leve a um choque geracional.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a gera\u00e7\u00e3o Z, que no Brasil soma 48,8 milh\u00f5es de pessoas (23,2% da popula\u00e7\u00e3o), tamb\u00e9m cresceu em meio a instabilidades pol\u00edticas, econ\u00f4micas e sociais. Em 2008, o Brasil enfrentou uma recess\u00e3o, em 2013 os protestos de junho alteraram as for\u00e7as pol\u00edticas no poder, culminando com o impeachment da ent\u00e3o presidente Dilma Rousseff. Depois, veio a pandemia de covid-19, somada \u00e0 infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a pesquisadora da FGV Social, Jana\u00edna Feij\u00f3, &#8220;essa gera\u00e7\u00e3o tem sim uma dificuldade adicional na hora de adquirir bens e servi\u00e7os, que s\u00e3o uma medida da qualidade de vida do indiv\u00edduo&#8221;. Ela explica que nas \u00faltimas d\u00e9cadas o reajuste nos sal\u00e1rios n\u00e3o acompanhou a alta no custo de vida.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Autenticidade e fluidez<\/h2>\n\n\n\n<p>Essas condi\u00e7\u00f5es desfavor\u00e1veis contribu\u00edram para moldar o comportamento dessa gera\u00e7\u00e3o que \u00e9 menos idealista e mais cautelosa em rela\u00e7\u00e3o ao consumo. A consultoria McKinsey avaliou o comportamento da gera\u00e7\u00e3o Z e aponta que esse grupo associa compra a uma express\u00e3o da pr\u00f3pria autenticidade e valores pessoais. Esse grupo valoriza a fluidez, inclusive de g\u00eanero e cren\u00e7a, ao contr\u00e1rio das gera\u00e7\u00f5es anteriores.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, compromissos de longo prazo, como a compra de im\u00f3vel ou a forma\u00e7\u00e3o de uma fam\u00edlia, s\u00e3o adiados tanto por conta das prefer\u00eancias pessoais quanto por causa de condi\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas. &#8220;A gera\u00e7\u00e3o Z busca por mais experi\u00eancias, n\u00e3o necessariamente por manter ativos e eventualmente patrim\u00f4nio, tal qual uma gera\u00e7\u00e3o de 30, 40 anos atr\u00e1s, que almejava conseguir a casa pr\u00f3pria e um emprego com estabilidade&#8221;, afirma o s\u00f3cio da consultoria Delloite, Marcos Olliver.<\/p>\n\n\n\n<p>O levantamento anual da Deloitte demonstrou as principais preocupa\u00e7\u00f5es da gera\u00e7\u00e3o Z no Brasil: custo de vida (34%), desemprego (25%), mudan\u00e7a clim\u00e1tica (24%), sa\u00fade mental (22%) e seguran\u00e7a e criminalidade (18%).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/s2-g1.glbimg.com\/eqqJxAuS06WqrZtDo4TkWj5zuVU%3D\/0x0%3A3196x2130\/984x0\/smart\/filters%3Astrip_icc%28%29\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2025\/R\/e\/ZorRnETKCRhnpQytLyBA\/conceito-de-edicao-de-blocos-de-cores-com-pessoas-posando.jpg?w=800&#038;ssl=1\" alt=\" \u2014 Foto: Freepik\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u2014 Foto: Freepik<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Percep\u00e7\u00e3o do passado<\/h2>\n\n\n\n<p>Quando estavam na juventude, os integrantes das gera\u00e7\u00f5es X (1965 a 1980) e Y (1981 a 1996) tamb\u00e9m enfrentaram dificuldades: hiperinfla\u00e7\u00e3o , confisco de poupan\u00e7a, mudan\u00e7a do regime da ditadura militar para a democracia, al\u00e9m de guerras e conflitos. No entanto, os jovens de hoje idealizam esse passado quando comparam com sua pr\u00f3pria realidade.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, essa impress\u00e3o ignora avan\u00e7os dos quais os jovens atualmente usufruem: o n\u00edvel de desemprego \u00e9 o menor da s\u00e9rie hist\u00f3rica (5,6%, segundo o IBGE) e a qualifica\u00e7\u00e3o se tornou mais acess\u00edvel (um ter\u00e7o dos alunos que terminam o ensino m\u00e9dio v\u00e3o para a gradua\u00e7\u00e3o). Houve ainda o aumento na propor\u00e7\u00e3o de mulheres e pessoas negras nas universidades e nas carreiras.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Mas tudo isso fez com que a concorr\u00eancia tamb\u00e9m aumentasse, e o jovem sentiu a press\u00e3o por se destacar&#8221;, pondera Feij\u00f3. &#8220;Os jovens precisam ter habilidade socioemocionais exigidas pelos empregadores, mas por n\u00e3o ter experi\u00eancia, n\u00e3o conseguem ter todos esses atributos e n\u00e3o conseguem entrar no mercado de trabalho de forma efetiva.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Sa\u00fade mental<\/h2>\n\n\n\n<p>O estilo de vida tamb\u00e9m contribui para a sensa\u00e7\u00e3o de piora nas condi\u00e7\u00f5es gerais. Nos \u00faltimos 10 anos, o consumo de ultraprocessados aumentou 5,5% entre a popula\u00e7\u00e3o brasileira, segundo a Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), 84% dos jovens s\u00e3o sedent\u00e1rios (IBGE) e 66% dos brasileiros t\u00eam dificuldade para dormir, de acordo com pesquisa publicada na revista Sleep Epidemiology. Al\u00e9m disso, a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) aponta que at\u00e9 21% dos jovens de 13 a 29 anos se sentem solit\u00e1rios com frequ\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Perdeu-se o conv\u00edvio em espa\u00e7os reais e as pr\u00e1ticas coletivas, t\u00ednhamos vizinhan\u00e7as mais ativas que ofereciam de diferentes formas uma rede de apoio mais s\u00f3lida e com contornos mais delimitados&#8221;, ressalta a psic\u00f3loga e professora da USP, Ana Barros. Ela diz que a soma desses fatores leva \u00e0 deteriora\u00e7\u00e3o da sa\u00fade mental.<\/p>\n\n\n\n<p>Cerca de 40% das mulheres e 29% dos homens da gera\u00e7\u00e3o Z afirmaram sofrer de depress\u00e3o em 2024, entre os integrantes da gera\u00e7\u00e3o X essa propor\u00e7\u00e3o foi de 32% e 25%, respectivamente, e na Y, de 38% e 31%. Os dados sobre brasileiros s\u00e3o da pesquisa World Mental Health Day, da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE).<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/s2-g1.glbimg.com\/I2lAd6s9PGl1t6hzz4c8lhpsjRM%3D\/0x0%3A1600x1067\/984x0\/smart\/filters%3Astrip_icc%28%29\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2025\/y\/R\/5I1osXSjywhZsVQWiXqg\/uso-celular-adobe.jpg?w=800&#038;ssl=1\" alt=\" \u2014 Foto: Adobe Stock\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>\u2014 Foto: Adobe Stock<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Impacto das redes sociais<\/h2>\n\n\n\n<p>O comprometimento do senso de comunidade tamb\u00e9m est\u00e1 relacionado ao uso das redes sociais. Enquanto nativa digital, a gera\u00e7\u00e3o Z cresceu seguindo o ritmo dessas plataformas, que favorecem as conex\u00f5es virtuais e o isolamento, e comprometem o desenvolvimento de habilidades sociais dos jovens enquanto amadurecem.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A tecnologia mudou completamente as rela\u00e7\u00f5es sociais, a forma como experimentamos e constru\u00edmos nossa subjetividade e o contato com o outro. Hoje a subjetiva\u00e7\u00e3o \u00e9 feita na l\u00f3gica da visibilidade e espelhamento imediatos&#8221;, afirma a psic\u00f3loga Ana Barros. &#8220;Isso gera uma necessidade de valida\u00e7\u00e3o externa muito instant\u00e2nea, com uma press\u00e3o constante por corresponder a padr\u00f5es e expectativas que levam a sentimentos de muita ang\u00fastia e sensa\u00e7\u00e3o de inadequa\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Busca por bem-estar<\/h2>\n\n\n\n<p>Apesar da piora de indicadores, o consultor Marcos Olliver aponta que a sa\u00fade mental se tornou uma prioridade, o que avalia como positivo. &#8220;Para as outras gera\u00e7\u00f5es, n\u00e3o havia tanto a preocupa\u00e7\u00e3o com a quest\u00e3o de qualidade de vida ou de bem-estar&#8221;. Cerca de 13% dos brasileiros fazem terapia e 15% tomam rem\u00e9dios para tratar quest\u00f5es psiqui\u00e1tricas, aponta pesquisa da Vida LinkedIn. Para 41,6%, sa\u00fade mental \u00e9 uma das prioridades.<\/p>\n\n\n\n<p>Barros afirma que esse movimento \u00e9 um ponto de virada importante. &#8220;Isso indica que apesar das press\u00f5es in\u00e9ditas que os jovens enfrentam, eles tamb\u00e9m desenvolvem estrat\u00e9gias pr\u00f3prias da sua \u00e9poca, como o pr\u00f3prio uso das redes sociais para formar comunidades virtuais e compartilhar o que sentem.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Em nome desse bem-estar, eles priorizam a vida privada em rela\u00e7\u00e3o ao trabalho, e est\u00e3o menos dispostos a se submeter a condi\u00e7\u00f5es exaustivas: 56,2% dos jovens almejam vagas com possibilidade de trabalho remoto e hor\u00e1rios flex\u00edveis, de acordo com levantamento da Infojobs. Outros 71,6% disseram que deixariam os cargos se o ambiente fosse t\u00f3xico ou o trabalho estiver desalinhado com seus valores.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Nem todo genZ \u00e9 igual<\/h2>\n\n\n\n<p>A classifica\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00f5es n\u00e3o \u00e9 um consenso cient\u00edfico. Uma vez que foca nas diferen\u00e7as e n\u00e3o nas converg\u00eancias entre gera\u00e7\u00f5es, essas categorias fomentam a ideia de que h\u00e1 um choque entre elas, e servem de material para memes, al\u00e9m de refletir o pensamento de uma classe m\u00e9dia alta, e n\u00e3o do grupo como um todo.<\/p>\n\n\n\n<p>Feij\u00f3 assinala que pessoas com n\u00edveis de renda e educa\u00e7\u00e3o diferentes, t\u00eam comportamentos distintos, mesmo dentro da mesma gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Geralmente, a popula\u00e7\u00e3o preta e parda tem esses sonhos materiais muito mais latentes do que a classe mais de renda mais elevada, composta majoritariamente por brancos ou amarelos. Por isso, o sonho da casa pr\u00f3pria ainda \u00e9 comum entre os mais pobres, enquanto os mais ricos j\u00e1 conseguem vislumbrar outras oportunidades, como ter um neg\u00f3cio e investir. Ent\u00e3o, os sonhos s\u00e3o diferentes, mas os desafios permanecem.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p><em>Autor: J\u00e9ssica Moura, Maur\u00edcio Cancilieri<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Postagens que ironizam o comportamento dos jovens da gera\u00e7\u00e3o Z t\u00eam se acumulado nas redes sociais, conforme essa faixa, formada por quem nasceu entre 1997 e 2010, tem chegado \u00e0 idade adulta e ingressado no mercado de trabalho. N\u00e3o \u00e9 incomum que a conviv\u00eancia com indiv\u00edduos de outras faixas et\u00e1rias leve a um choque geracional. 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