{"id":2914,"date":"2023-10-26T06:29:47","date_gmt":"2023-10-26T09:29:47","guid":{"rendered":"https:\/\/minutobahia24h.com.br\/?p=2914"},"modified":"2023-10-26T06:29:48","modified_gmt":"2023-10-26T09:29:48","slug":"reforma-tributaria-especialistas-veem-avancos-no-novo-texto-mas-excecoes-preocupam-entenda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/minutobahia24h.com.br\/?p=2914","title":{"rendered":"Reforma tribut\u00e1ria: especialistas veem avan\u00e7os no novo texto, mas exce\u00e7\u00f5es preocupam; entenda"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Sem-titulo-165.jpg?resize=800%2C533&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-2916\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Sem-titulo-165.jpg?w=984&amp;ssl=1 984w, https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Sem-titulo-165.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Sem-titulo-165.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/Sem-titulo-165.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Plen\u00e1rio do Senado durante debate sobre reforma tribut\u00e1ria com a presen\u00e7a de governadores \u2014 Foto: Edilson Rodrigues\/Ag\u00eancia Senado<br><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>A primeira vers\u00e3o do relat\u00f3rio da reforma tribut\u00e1ria no\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/senado-federal\/\">Senado Federal<\/a>\u00a0foi\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2023\/10\/25\/reforma-tributaria-relator-no-senado-propoe-mais-recursos-para-estados-e-revisao-de-beneficios-a-setores-a-cada-5-anos.ghtml\">apresentada nesta quarta-feira (25)<\/a>\u00a0pelo senador\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/eduardo-braga\/\">Eduardo Braga<\/a>\u00a0(MDB-AM). A expectativa \u00e9 que o texto seja votado na Comiss\u00e3o de Constitui\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a (CCJ) e no plen\u00e1rio da Casa entre os dias\u00a0<strong>7 e 9 de novembro<\/strong>. Para tributaristas ouvidos pelo<strong>\u00a0<\/strong><a class=\"\" href=\"https:\/\/www.g1.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><strong>g1<\/strong><\/a>, o texto apresenta avan\u00e7os importantes, especialmente na quest\u00e3o fiscal.<\/p>\n\n\n\n<p>O ex-ministro da Fazenda Ma\u00edlson da N\u00f3brega, por outro lado, \u00e9 bastante cr\u00edtico das mudan\u00e7as. Segundo ele, com as novas altera\u00e7\u00f5es, o Brasil se tornar\u00e1 &#8220;campe\u00e3o mundial de exce\u00e7\u00f5es&#8221; no seu imposto sobre valor agregado (IVA), o que deve&nbsp;<strong>elevar a al\u00edquota geral<\/strong>&nbsp;<em>(entenda mais abaixo)<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p>As exce\u00e7\u00f5es, nesse caso, s\u00e3o regimes especiais de cobran\u00e7a de impostos \u2014 ou seja, redu\u00e7\u00e3o ou defini\u00e7\u00e3o espec\u00edfica de tributos para determinadas atividades em compara\u00e7\u00e3o com a al\u00edquota padr\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os principais pontos alterados no Senado em rela\u00e7\u00e3o ao&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/politica\/noticia\/2023\/07\/06\/camara-aprova-texto-base-da-reforma-tributaria-em-1o-turno.ghtml\">texto aprovado pela C\u00e2mara dos Deputados em julho<\/a>, est\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>aumento do&nbsp;<strong>Fundo de Desenvolvimento Regional<\/strong>&nbsp;(FDR) dos estados;<\/li>\n\n\n\n<li>determina\u00e7\u00e3o de uma&nbsp;<strong>revis\u00e3o peri\u00f3dica<\/strong>, a cada cinco anos, dos benef\u00edcios que reduzem a tributa\u00e7\u00e3o de setores espec\u00edficos da economia&nbsp;<em>(entenda mais abaixo)<\/em>;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>limita\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria<\/strong>&nbsp;sobre o consumo a uma porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB) \u2014 com base na m\u00e9dia da receita no per\u00edodo de 2012 a 2021&nbsp;<em>(entenda mais abaixo)<\/em>;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>cria\u00e7\u00e3o de uma al\u00edquota intermedi\u00e1ria<\/strong>&nbsp;de impostos \u2014 com redu\u00e7\u00e3o de 30% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 al\u00edquota geral \u2014 para profissionais liberais, como advogados, m\u00e9dicos e arquitetos;<\/li>\n\n\n\n<li><strong>inclus\u00e3o de setores em regimes diferenciados de tributa\u00e7\u00e3o<\/strong>, entre eles o de saneamento, telecomunica\u00e7\u00f5es e concess\u00e3o de rodovias.<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Fundo de Desenvolvimento Regional<\/h2>\n\n\n\n<p>O texto apresentado no Senado ampliou de&nbsp;<strong>R$ 40 bilh\u00f5es&nbsp;<\/strong>para&nbsp;<strong>R$ 60 bilh\u00f5es&nbsp;<\/strong>o valor colocado pela Uni\u00e3o no fundo para os estados. Pela regra aprovada anteriormente na C\u00e2mara, a cifra cresceria gradativamente at\u00e9 o patamar de&nbsp;<strong>R$ 40 bilh\u00f5es<\/strong>&nbsp;em 2033.<\/p>\n\n\n\n<p>Agora, a nova vers\u00e3o eleva o valor para os&nbsp;<strong>R$ 60 bilh\u00f5es<\/strong>&nbsp;anuais \u2013 mas s\u00f3 a partir de 2043. Entre 2034 e 2043, haver\u00e1 um incremento de&nbsp;<strong>R$ 2 bilh\u00f5es<\/strong>&nbsp;ao ano.<\/p>\n\n\n\n<p>Os valores visam dar condi\u00e7\u00f5es aos estados para o desenvolvimento de atividades produtivas.&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2023\/10\/25\/reforma-tributaria-relator-no-senado-propoe-mais-recursos-para-estados-e-revisao-de-beneficios-a-setores-a-cada-5-anos.ghtml\"><em>Saiba mais sobre o Fundo de Desenvolvimento Regional.<\/em><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>O tributarista Edison Fernandes, s\u00f3cio da Fernandes, Figueiredo, Fran\u00e7oso e Petros Advogados, explica que o aumento de valores de transfer\u00eancia da Uni\u00e3o \u00e9 uma consequ\u00eancia do fim dos incentivos fiscais estaduais, que v\u00e3o acabar com a reforma tribut\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;Passa a ser [um repasse] financeiro, e n\u00e3o tribut\u00e1rio&#8221;, diz. &#8220;Um dinheiro efetivamente \u00e0s custas da Uni\u00e3o, que acabar\u00e1 transferindo esses recursos.&#8221;<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>A advogada Kelly Martarello, do Escrit\u00f3rio Martarello Advogados, considera &#8220;bastante positivo&#8221; o aumento do fundo regional. Na pr\u00e1tica, \u00e9 uma regra que substitui os atuais benef\u00edcios fiscais dos estados.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o texto da reforma, os impostos come\u00e7ar\u00e3o a ser cobrados no destino (onde o produto \u00e9 consumido), e n\u00e3o mais na origem (onde ele \u00e9 produzido).<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A medida deve ajudar a remediar preju\u00edzos de estados do Sul e do Nordeste, que ser\u00e3o os mais afetados \u2014 ao contr\u00e1rio dos grandes centros consumidores, como S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro, que tendem a ser beneficiados&#8221;, diz.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Revis\u00e3o peri\u00f3dica de benef\u00edcios<\/h2>\n\n\n\n<p>O trecho que trata da revis\u00e3o dos benef\u00edcios fiscais concedidos a setores espec\u00edficos da economia tamb\u00e9m foi visto com bons olhos pelos tributaristas.<\/p>\n\n\n\n<p>Na pr\u00e1tica, esses benef\u00edcios devem ser revisados a cada cinco anos, com base em metas de desempenho econ\u00f4micas, sociais e ambientais, entre outros.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Carlos Marcelo Gouveia, s\u00f3cio da \u00e1rea tribut\u00e1ria do Almeida Prado e Hoffmann Advogados, as an\u00e1lises peri\u00f3dicas servir\u00e3o como uma forma de identificar se determinados setores permanecem &#8220;necess\u00e1rios e \u00fateis&#8221; para a sociedade.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;A cada cinco anos, portanto, esses regimes poder\u00e3o ser extintos ou at\u00e9 mesmo ampliados&#8221;, diz.<\/p>\n<cite>Segundo Gustavo Brigag\u00e3o, s\u00f3cio do Brigag\u00e3o, Duque Estrada Advogados,\u00a0<strong>a regra obriga essas atividades a se provarem essenciais<\/strong>\u00a0\u2014 ou seja, a se mostrarem merecedoras das redu\u00e7\u00f5es.<br>&#8220;H\u00e1, no entanto, profiss\u00f5es essenciais que n\u00e3o devem ser checadas atrav\u00e9s de n\u00fameros, mas sim da atividade em si, dada sua import\u00e2ncia&#8221;, diz. &#8220;Mas essa \u00e9 uma quest\u00e3o ainda n\u00e3o definida, que ocorrer\u00e1 em discuss\u00e3o posterior.&#8221;<br>O ex-ministro da Fazenda Ma\u00edlson da N\u00f3brega pondera que, apesar de ser um ponto interessante na proposta, a revis\u00e3o pode se tornar uma medida ineficaz.<br><br>\u201cA experi\u00eancia mundial mostra que, ap\u00f3s criada, dificilmente uma al\u00edquota especial \u00e9 alterada\u201d, diz, citando o exemplo da Europa, que adotou seu IVA nos anos 1960.<br><br><br>Limita\u00e7\u00e3o da carga tribut\u00e1ria<br><br>O artigo que limita a carga tribut\u00e1ria dos impostos sobre o consumo a uma porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB) tamb\u00e9m foi bem avaliado por tributaristas.<br>Na pr\u00e1tica, o trecho estabelece um teto calculado com base na m\u00e9dia da receita dos impostos a serem extinguidos (ICMS, ISS, IPI, PIS e Cofins) entre 2012 a 2021. Essa m\u00e9dia, segundo o texto, ser\u00e1 apurada como propor\u00e7\u00e3o PIB.<br><strong>A ideia \u00e9 que a al\u00edquota de refer\u00eancia dos novos tributos seja reduzida caso exceda o teto de refer\u00eancia.<\/strong><br><br>&#8220;Vamos implantar o CBS [Contribui\u00e7\u00e3o sobre Bens e Servi\u00e7os, um dos dois novos tributos]. Nos quatro primeiros anos, vem implantando. No quinto ano, \u00e9 auferido a carga [arrecadada] e compara com a refer\u00eancia [da m\u00e9dia dos \u00faltimos 10 anos]. Se tiver extrapolado, ajusta para baixo. Da mesma forma no IBS&#8221;, explicou o relator da reforma tribut\u00e1ria no Senado, Eduardo Braga.<br>Para Leonardo Branco, S\u00f3cio do Daniel &amp; Diniz Advocacia Tribut\u00e1ria, trata-se de um c\u00e1lculo importante.<br><br>&#8220;Isso porque traz um limite. Assim, qualquer desejo arrecadat\u00f3rio vai ter de ser saciado com outras fontes tribut\u00e1rias: a tributa\u00e7\u00e3o sobre a renda e sobre o patrim\u00f4nio&#8221;, afirma.<br><br>O ex-ministro Ma\u00edlson da N\u00f3brega, por outro lado, acredita ser um erro a cria\u00e7\u00e3o da nova trava.<br>&#8220;Primeiro, isso n\u00e3o existe nenhum canto do mundo. Em segundo lugar, [a regra] vai gerar uma al\u00edquota mais baixa do que a de hoje. Isso n\u00e3o faz sentido em um pa\u00eds que tem a rigidez or\u00e7ament\u00e1ria do Brasil&#8221;, diz. &#8220;Em situa\u00e7\u00f5es em que for necess\u00e1rio aumentar temporariamente a receita, isso n\u00e3o vai ser poss\u00edvel. Essa trava \u00e9 um erro.&#8221;<br><br>Al\u00edquota intermedi\u00e1ria a profiss\u00f5es regulamentadas<br><br>Gustavo Brigag\u00e3o, que participou dos debates para formula\u00e7\u00e3o do texto no Senado, considera um avan\u00e7o a\u00a0<strong>inclus\u00e3o da redu\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria de 30% da al\u00edquota<\/strong>\u00a0(em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 al\u00edquota geral) para profiss\u00f5es regulamentadas (profissionais liberais), como advogados, m\u00e9dicos, arquitetos, entre outros.<br><br>O ponto n\u00e3o tinha sido contemplado no texto aprovado pela\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/camara-dos-deputados\/\">C\u00e2mara dos Deputados<\/a>.<br><br>&#8220;Mas [a porcentagem] ficou muito aqu\u00e9m da esperada. Isso porque estamos falando de profiss\u00f5es essenciais tanto quanto as atividades j\u00e1 inclu\u00eddas no regime especial, com redu\u00e7\u00e3o de 60%&#8221;, afirma.<br><br>Ma\u00edlson da N\u00f3brega v\u00ea a al\u00edquota intermedi\u00e1ria como mais um regime de exce\u00e7\u00e3o, o que, segundo ele, colaborou para &#8220;piorar muito a qualidade do texto&#8221; apresentado no Senado.<br><br>&#8220;Aumentaram muito as exce\u00e7\u00f5es. Algumas sem uma justificativa razo\u00e1vel. N\u00e3o faz sentido criar mais uma al\u00edquota para profissionais liberais&#8221;, critica o ex-ministro.<br><br><br>Inclus\u00e3o de setores em regimes diferenciados de tributa\u00e7\u00e3o<br><br>Outro ponto que, segundo N\u00f3brega, pode ajudar o Brasil a ser o &#8220;campe\u00e3o mundial de exce\u00e7\u00f5es&#8221; foi a inclus\u00e3o de setores no regime diferenciado de tributa\u00e7\u00e3o no texto apresentado no Senado.<br>Na nova vers\u00e3o, a reforma tribut\u00e1ria prev\u00ea regime espec\u00edfico para alguns setores:<br><br>opera\u00e7\u00f5es alcan\u00e7adas por tratado ou conven\u00e7\u00e3o internacional, inclusive miss\u00f5es diplom\u00e1ticas e representa\u00e7\u00f5es consulares e de organismos internacionais;<br>servi\u00e7os de saneamento e de concess\u00e3o de rodovias;<br>opera\u00e7\u00f5es que envolvam a disponibiliza\u00e7\u00e3o da estrutura compartilhada dos servi\u00e7os de telecomunica\u00e7\u00f5es;<br>servi\u00e7os de ag\u00eancia de viagem e turismo;<br>transporte coletivo de passageiros rodovi\u00e1rios intermunicipal e interestadual, ferrovi\u00e1rio, hidrovi\u00e1rio e a\u00e9reo.<br><br><br>Ao mesmo tempo, o texto j\u00e1 prev\u00ea que\u00a0<strong>alguns setores pagar\u00e3o 40% da al\u00edquota geral<\/strong>\u00a0(cobrada de todos os segmentos da economia),\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/economia\/noticia\/2023\/08\/08\/excecoes-na-reforma-tributaria-podem-elevar-o-iva-a-ate-27percent-diz-fazenda.ghtml\">que pode chegar a 27%<\/a>\u00a0\u2014\u00a0<strong>uma das maiores do mundo.\u00a0<\/strong>H\u00e1 ainda aqueles com al\u00edquota zero, em itens como os da cesta b\u00e1sica, por exemplo.<br><br>&#8220;Quanto mais exce\u00e7\u00f5es, maior vai ser a al\u00edquota [geral]. Ent\u00e3o, outros segmentos v\u00e3o pagar mais caro pela concess\u00e3o desses benef\u00edcios aos que conseguiram fazer um lobby eficiente&#8221;, diz Ma\u00edlson da N\u00f3brega.<br><br>Segundo o ex-ministro, ainda &#8220;h\u00e1 risco&#8221; de novas exce\u00e7\u00f5es antes da aprova\u00e7\u00e3o do texto no plen\u00e1rio do Senado.<br>&#8220;Sem exce\u00e7\u00f5es, o Minist\u00e9rio da Fazenda afirmava que a al\u00edquota poderia ser de 22%. Depois de tramitar na C\u00e2mara dos Deputados, pulou pra 27%. Agora, certamente vai ser algo em torno de 28% a 30%.&#8221;<br><br>Pontos ainda precisam ser esclarecidos<br><br>Pontos da reforma tribut\u00e1ria ainda dever\u00e3o ser detalhados posteriormente, em lei complementar \u2014 o que ainda deixa d\u00favidas sobre o texto.<br>Um exemplo \u00e9 o Imposto Seletivo, que tem como objetivo desestimular o consumo de bens e servi\u00e7os prejudiciais \u00e0 sa\u00fade ou ao meio ambiente.<br><br>&#8220;Infelizmente, n\u00e3o foram apresentadas balizas consistentes para a incid\u00eancia do Imposto Seletivo, que permanece com uma base ampla e subjetiva de incid\u00eancia&#8221;, conclui o tributarista Carlos Marcelo Gouveia.<\/cite><\/blockquote>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira vers\u00e3o do relat\u00f3rio da reforma tribut\u00e1ria no\u00a0Senado Federal\u00a0foi\u00a0apresentada nesta quarta-feira (25)\u00a0pelo senador\u00a0Eduardo Braga\u00a0(MDB-AM). 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