{"id":28036,"date":"2025-04-23T09:48:52","date_gmt":"2025-04-23T12:48:52","guid":{"rendered":"https:\/\/minutobahia24h.com.br\/?p=28036"},"modified":"2025-04-23T09:48:54","modified_gmt":"2025-04-23T12:48:54","slug":"por-que-trauma-na-infancia-pode-causar-transtorno-mental-na-adolescencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/minutobahia24h.com.br\/?p=28036","title":{"rendered":"Por que trauma na inf\u00e2ncia pode causar transtorno mental na adolesc\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<p>Um ter\u00e7o dos diagn\u00f3sticos de transtornos mentais em adolescentes est\u00e1 associado a traumas na inf\u00e2ncia, aponta pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) realizada em parceria com a Universidade de Bath, no Reino Unido. Os resultados foram publicados em fevereiro no&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S2214109X24004522?via%3Dihub\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\"><em>The Lancet Global Health<\/em><\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>O estudo analisou as informa\u00e7\u00f5es de 4.229 adolescentes integrantes da Coorte de Nascimentos de Pelotas de 2004, uma pesquisa que acompanha um grande grupo de pessoas da cidade do Rio Grande do Sul desde o nascimento e avalia os efeitos de fatores de risco sobre a sa\u00fade ao longo dos anos.<\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"531\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Sem-titulo-333.jpg?resize=800%2C531&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-28037\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Sem-titulo-333.jpg?w=999&amp;ssl=1 999w, https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Sem-titulo-333.jpg?resize=300%2C199&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Sem-titulo-333.jpg?resize=768%2C510&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Sem-titulo-333.jpg?resize=750%2C498&amp;ssl=1 750w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Veja o que pais podem fazer para ajudar seus filhos \u2014 Foto: Freepik<br><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Os diagn\u00f3sticos psiqui\u00e1tricos (ansiedade, altera\u00e7\u00f5es de humor, d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o e hiperatividade, transtornos de conduta e de oposi\u00e7\u00e3o) foram avaliados aos 15 e aos 18 anos. O trauma cumulativo ao longo da vida foi analisado por meio do relato do cuidador at\u00e9 os 11 anos. Aos 15 e 18 anos, o trauma foi avaliado pelo relato do respons\u00e1vel somado ao dos pr\u00f3prios adolescentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pesquisadores analisaram a exposi\u00e7\u00e3o a 12 tipos de trauma, entre eles, acidente grave, inc\u00eandio, desastres naturais, ataque ou amea\u00e7a, abuso f\u00edsico ou sexual, viol\u00eancia dom\u00e9stica e morte dos pais.&nbsp;Aos 18 anos, 81,2% j\u00e1 haviam vivenciado alguma situa\u00e7\u00e3o traum\u00e1tica. Al\u00e9m disso, essas experi\u00eancias foram respons\u00e1veis por 30,6% dos transtornos psiqui\u00e1tricos nessa faixa et\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo a pediatra Alicia Matijasevich, professora associada do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP e uma das autoras do estudo, um dos fatores que motivou a pesquisa \u00e9 o fato de a adolesc\u00eancia ser um per\u00edodo cr\u00edtico para o desenvolvimento da sa\u00fade mental do indiv\u00edduo, quando muitos transtornos psiqui\u00e1tricos emergem ou se agravam.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEstudos anteriores, realizados em pa\u00edses ricos, j\u00e1 indicavam que a exposi\u00e7\u00e3o a traumas na inf\u00e2ncia pode aumentar substancialmente o risco de transtornos mentais ao longo da vida\u201d, complementa Matijasevic, frisando que a literatura proveniente de pa\u00edses de m\u00e9dia e baixa renda ainda \u00e9 escassa.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas pessoas de todas as faixas et\u00e1rias podem, em maior ou menor grau, ficar suscet\u00edveis a abalos&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistacrescer.globo.com\/colunistas\/carlos-gonzalez-criar-com-apego\/coluna\/2024\/03\/a-importancia-do-apoio-emocional-para-o-desenvolvimento-infantil.ghtml\">emocionais&nbsp;<\/a>quando expostas a eventos estressores. Muitas vari\u00e1veis \u2014 como a dimens\u00e3o do evento estressor e a forma como isso \u00e9 recebido e experimentado \u2014 podem tornar a pessoa mais ou menos vulner\u00e1vel ao adoecimento psicol\u00f3gico ou psiqui\u00e1trico.<\/p>\n\n\n\n<p>Na inf\u00e2ncia e na adolesc\u00eancia, por\u00e9m, h\u00e1 outros aspectos adicionais que devem ser considerados, justamente porque \u00e9 nessa fase da vida em que ocorre o desenvolvimento e amadurecimento emocional, a resili\u00eancia e a capacidade de resolu\u00e7\u00e3o de problemas. Al\u00e9m disso, do ponto de vista de desenvolvimento neuropsiqui\u00e1trico, a exposi\u00e7\u00e3o a traumas na inf\u00e2ncia pode afetar e modificar o funcionamento de estruturas cerebrais envolvidas na regula\u00e7\u00e3o do humor, na mem\u00f3ria, na cogni\u00e7\u00e3o, no planejamento e controle dos impulsos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEm resumo, \u00e9 uma faixa et\u00e1ria cr\u00edtica\u201d, afirma o psiquiatra Elton Kanomata, do Hospital Israelita Albert Einstein. \u201cA exposi\u00e7\u00e3o precoce a traumas pode influenciar negativamente na sa\u00fade mental na inf\u00e2ncia e na adolesc\u00eancia, e isso pode aumentar significativamente o risco de desenvolver transtornos mentais ao longo da vida.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Kanomata,&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistacrescer.globo.com\/pre-adolescentes\/saude\/noticia\/2025\/02\/traumas-da-infancia-estao-diretamente-relacionados-a-saude-mental-na-adolescencia-dos-brasileiros-aponta-estudo.ghtml\">quando se fala de trauma<\/a>, considera-se qualquer evento ou experi\u00eancia extremamente estressante e que extrapole a capacidade de gerenciamento e processamento mental e emocional pela v\u00edtima, sejam eventos concretos ou subjetivos. Mesmo que a pessoa n\u00e3o seja exposta ao trauma, ao ouvir sobre um acidente ou cat\u00e1strofe, por exemplo, pode ficar impactada com a not\u00edcia e se transformar em um trauma.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pa\u00edses de baixa renda<\/h2>\n\n\n\n<p>O estudo aponta que nos pa\u00edses de m\u00e9dia e baixa renda a preval\u00eancia de adversidades na inf\u00e2ncia \u00e9 maior e os servi\u00e7os de sa\u00fade mental s\u00e3o mais limitados, em compara\u00e7\u00e3o com os pa\u00edses de alta renda. \u201cEssa diferen\u00e7a se deve a m\u00faltiplos fatores, incluindo desigualdades socioecon\u00f4micas, maior exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 viol\u00eancia comunit\u00e1ria e dom\u00e9stica, instabilidade pol\u00edtica e acesso limitado a servi\u00e7os de sa\u00fade mental\u201d, analisa a professora da USP. \u201cEmbora n\u00e3o tenhamos feito uma compara\u00e7\u00e3o direta dos dados brasileiros com estudos espec\u00edficos de outros pa\u00edses, referenciamos pesquisas anteriores que indicam que crian\u00e7as e adolescentes em pa\u00edses de baixa renda enfrentam taxas mais altas de exposi\u00e7\u00e3o a traumas.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>A pesquisadora destaca que, como os servi\u00e7os de sa\u00fade mental nesses pa\u00edses s\u00e3o mais escassos, isso agrava o impacto dessas adversidades. Em muitos casos, a falta de acesso a diagn\u00f3stico e&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistacrescer.globo.com\/Criancas\/Saude\/noticia\/2019\/04\/ansiedade-em-criancas-entenda-o-que-pode-estar-por-tras.html\">tratamento adequados&nbsp;<\/a>pode levar a uma progress\u00e3o dos transtornos mentais, resultando em maiores dificuldades na vida adulta. \u201cO estigma associado aos transtornos mentais dificulta ainda mais a implementa\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias preventivas\u201d, completa Alicia Matijasevich.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Kanomata, a pesquisa retrata um problema nacional. \u201cApesar da amostra representar uma \u00fanica cidade [Pelotas] e n\u00e3o todo o pa\u00eds, este estudo aponta para desafios compartilhados por toda a popula\u00e7\u00e3o: exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 criminalidade, falta de seguran\u00e7a, acidentes e cat\u00e1strofes naturais, viol\u00eancia dom\u00e9stica, abuso f\u00edsico e sexual, neglig\u00eancia parental, falta de acesso \u00e0 sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Na vis\u00e3o do psiquiatra, um desafio para enfrentar esse problema \u00e9 a distribui\u00e7\u00e3o desigual de m\u00e9dicos no pa\u00eds, o que limita a atua\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de sa\u00fade mental para prevenir, diagnosticar e tratar dist\u00farbios emocionais.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Transtornos mais comuns<\/h2>\n\n\n\n<p>Na pesquisa brasileira, transtornos de conduta e oposi\u00e7\u00e3o,&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/revistacrescer.globo.com\/Criancas\/Saude\/noticia\/2019\/03\/como-lidar-com-ansiedade-do-seu-filho.html\">ansiedade<\/a>&nbsp;e humor foram os mais comuns entre os adolescentes. Os transtornos de conduta e oposi\u00e7\u00e3o s\u00e3o caracterizados por problemas no autocontrole das emo\u00e7\u00f5es e de comportamentos persistentes de desobedi\u00eancia, agressividade e viola\u00e7\u00e3o de normas sociais. Eles geralmente surgem na inf\u00e2ncia ou adolesc\u00eancia e podem ter impacto significativo na vida escolar, familiar e social dos jovens.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 os transtornos de ansiedade s\u00e3o um grupo de condi\u00e7\u00f5es psiqui\u00e1tricas caracterizadas por medo excessivo, preocupa\u00e7\u00e3o persistente e respostas desproporcionais a situa\u00e7\u00f5es cotidianas. Podem causar sofrimento significativo e interferir nas atividades di\u00e1rias, no desempenho acad\u00eamico, nas rela\u00e7\u00f5es sociais e na qualidade de vida dos adolescentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, os transtornos de humor (como a depress\u00e3o e o transtorno afetivo bipolar) s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es psiqui\u00e1tricas caracterizadas por altera\u00e7\u00f5es significativas e persistentes no estado emocional, que podem incluir per\u00edodos de depress\u00e3o profunda, euforia excessiva ou flutua\u00e7\u00f5es entre esses extremos. Afetam o bem-estar psicol\u00f3gico, o comportamento e a funcionalidade do indiv\u00edduo no dia a dia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Estrat\u00e9gias de preven\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>Na avalia\u00e7\u00e3o de Matijasevich, os resultados do estudo s\u00e3o fundamentais para a identifica\u00e7\u00e3o precoce de adolescentes com maior risco de desenvolver transtornos mentais, especialmente em contextos mais vulner\u00e1veis. \u201cA associa\u00e7\u00e3o entre a exposi\u00e7\u00e3o cumulativa a traumas e o aumento do risco de transtornos psiqui\u00e1tricos na adolesc\u00eancia sugere que a preven\u00e7\u00e3o e a interven\u00e7\u00e3o precoce podem ter um impacto significativo na redu\u00e7\u00e3o da carga desses transtornos na popula\u00e7\u00e3o\u201d, diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Kanomata concorda e diz que o estudo ressalta a import\u00e2ncia de diferentes estrat\u00e9gias, tanto individualmente quanto para a elabora\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de sa\u00fade p\u00fablica eficazes para a preven\u00e7\u00e3o, identifica\u00e7\u00e3o precoce e tratamentos espec\u00edficos. \u201cO primeiro e mais importante objetivo \u00e9 o bem-estar. A abordagem preventiva \u00e9 importante para que as pessoas n\u00e3o cheguem ao adoecimento\u201d, comenta.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns sinais de alerta que pais, familiares e professores podem detectar s\u00e3o: altera\u00e7\u00f5es de humor (ansioso, deprimido, irritadi\u00e7o, choro f\u00e1cil), mudan\u00e7as no comportamento (inquietude, agressividade, comportamentos intempestivos), altera\u00e7\u00f5es cognitivas (queda no rendimento escolar, desaten\u00e7\u00e3o, dificuldade de concentra\u00e7\u00e3o), dificuldades sociais (isolamento, desconfian\u00e7a excessiva), mudan\u00e7as de sono (ins\u00f4nia, sonol\u00eancia excessiva) e altera\u00e7\u00e3o no apetite (com perda ou ganho de peso).<\/p>\n\n\n\n<p>\u201c\u00c9 muito importante a identifica\u00e7\u00e3o precoce de sinais psicol\u00f3gicos, pois eles podem indicar sofrimento emocional e vulnerabilidade. Esses sinais permitem abordagens terap\u00eauticas mais espec\u00edficas e, geralmente, sem a necessidade de emprego de medicamentos\u201d, diz o psiquiatra. Com isso, os jovens podem conseguir lidar com traumas de maneira mais efetiva e sofrer menos com o impacto desses transtornos ao longo da vida.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um ter\u00e7o dos diagn\u00f3sticos de transtornos mentais em adolescentes est\u00e1 associado a traumas na inf\u00e2ncia, aponta pesquisa da Faculdade de Medicina da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) realizada em parceria com a Universidade de Bath, no Reino Unido. Os resultados foram publicados em fevereiro no&nbsp;The Lancet Global Health. 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