{"id":27112,"date":"2025-04-07T07:48:18","date_gmt":"2025-04-07T10:48:18","guid":{"rendered":"https:\/\/minutobahia24h.com.br\/?p=27112"},"modified":"2025-04-07T07:48:19","modified_gmt":"2025-04-07T10:48:19","slug":"o-mundo-oculto-sob-as-sombras-do-algoritmo-do-youtube","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/minutobahia24h.com.br\/?p=27112","title":{"rendered":"O mundo oculto sob as sombras do algoritmo do YouTube"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Sem-titulo-81.jpg?resize=800%2C533&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-27113\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Sem-titulo-81.jpg?w=984&amp;ssl=1 984w, https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Sem-titulo-81.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Sem-titulo-81.jpg?resize=768%2C511&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/04\/Sem-titulo-81.jpg?resize=750%2C499&amp;ssl=1 750w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">H\u00e1 um lado secreto do YouTube, que vai al\u00e9m do algoritmo \u2014 e n\u00e3o \u00e9 nada parecido com o que voc\u00ea conhece \u2014 Foto: Getty Images<br><br><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Este ano marca o 20\u00ba anivers\u00e1rio do&nbsp;<\/strong><a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\"><strong>YouTube<\/strong><\/a>. Desde seu in\u00edcio modesto como um espa\u00e7o para amadores, o&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;se transformou em uma plataforma de v\u00eddeos t\u00e3o colossal que a empresa se autodenomina a nova Hollywood.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;\u00e9 o servi\u00e7o de streaming de TV n\u00famero um do mundo, onde os usu\u00e1rios assistem bilh\u00f5es de horas de conte\u00fado todos os dias.&nbsp;A audi\u00eancia dos principais youtubers supera com frequ\u00eancia a dos grandes est\u00fadios.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para efeito de compara\u00e7\u00e3o, estima-se que<strong>&nbsp;823 milh\u00f5es<\/strong>&nbsp;de ingressos de cinema foram vendidos nos EUA e no Canad\u00e1 em 2024. Enquanto isso, somente o v\u00eddeo de maior sucesso do&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/pop-arte\/noticia\/2025\/03\/26\/saiba-quem-e-mrbeast-considerado-o-maior-influenciador-do-mundo.ghtml\">MrBeast&nbsp;<\/a>acumulou 762 milh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es, cerca de uma visualiza\u00e7\u00e3o para cada 10 pessoas no planeta.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa \u00e9 a vis\u00e3o do&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;que a empresa promove \u2014 habilidosa, profissional, divertida e estrondosa \u2014 mas, de uma perspectiva, tudo isso \u00e9 uma fachada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Por outro \u00e2ngulo, a ess\u00eancia do&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;\u00e9 mais parecida com um v\u00eddeo de 2020 que eu vi.&nbsp;Antes de eu assistir, ele s\u00f3 tinha sido visualizado duas vezes. Um homem aponta a c\u00e2mera para fora da janela do seu quarto enquanto uma tempestade come\u00e7a no auge do inverno.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Aqui est\u00e1&#8221;, diz ele. &#8220;A neve caindo.&#8221; O som de uma TV \u00e9 reproduzido ao fundo. Um p\u00e1ssaro pousa em uma cerca pr\u00f3xima. 19 minutos se passam. Nada acontece.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;As conversas que estamos tendo sobre o&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;s\u00e3o baseadas em uma vis\u00e3o limitada do que a plataforma realmente \u00e9&#8221;, diz Ryan McGrady, pesquisador da Iniciativa para Infraestrutura P\u00fablica Digital da Universidade de Massachusetts Amherst, nos EUA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Quando nos concentramos apenas no que \u00e9 popular, perdemos a no\u00e7\u00e3o de como a grande maioria das pessoas, na verdade, usa o&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;para fazer uploads, e&nbsp;ignoramos o papel que ele desempenha em nossa sociedade.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Passei o \u00faltimo m\u00eas mergulhado em uma das primeiras amostras verdadeiramente aleat\u00f3rias do&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;j\u00e1 coletadas fora da empresa. Vi um lado da internet que, \u00e0s vezes, parece perdido, um lado repleto de uma autoexpress\u00e3o genu\u00edna, sem filtros.&nbsp;\u00c9 um mundo inteiro que o algoritmo do&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>, que tudo v\u00ea, n\u00e3o mostra a voc\u00ea.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;n\u00e3o \u00e9 apenas um ve\u00edculo para profissionais&#8221;, afirma McGrady. &#8220;Contamos com ele como o bra\u00e7o de v\u00eddeo padr\u00e3o da internet.<strong>&nbsp;O&nbsp;<\/strong><a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\"><strong>YouTube<\/strong><\/a><strong>&nbsp;\u00e9 uma infraestrutura.&nbsp;<\/strong>\u00c9 uma ferramenta essencial que as pessoas comuns usam para se comunicar.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para desvendar esse lado do&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>, McGrady e seus colegas criaram uma ferramenta que busca v\u00eddeos aleatoriamente. O mecanismo vasculhou mais de 18 trilh\u00f5es de URLs potenciais antes de coletar uma amostra grande o suficiente para uma an\u00e1lise cient\u00edfica real.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Entre as descobertas, os pesquisadores estimam que o v\u00eddeo mediano foi assistido apenas 41 vezes; as postagens com mais de 130 visualiza\u00e7\u00f5es est\u00e3o, na verdade, no ter\u00e7o superior do conte\u00fado mais popular do servi\u00e7o.&nbsp;Em outras palavras, a grande maioria do&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;\u00e9 praticamente invis\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maioria destes v\u00eddeos n\u00e3o foi feita para ser vista por n\u00f3s. Eles existem porque as pessoas precisam de um s\u00f3t\u00e3o digital para armazenar suas mem\u00f3rias. \u00c9 uma internet que n\u00e3o \u00e9 moldada pelas press\u00f5es de cliques e algoritmos \u2014 um vislumbre de um lugar onde o conte\u00fado n\u00e3o precisa ter desempenho, onde ele pode simplesmente existir.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">No ambiente selvagem<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Doze anos atr\u00e1s, uma mulher dos EUA chamada Emily publicou um v\u00eddeo no&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;chamado &#8220;sw33t tats&#8221;. Descobri que o conte\u00fado \u00e9 ainda mais antigo, gravado por volta de 2008. No v\u00eddeo, Emily, que pediu para n\u00e3o revelar seu nome completo, est\u00e1 sentada em seu dormit\u00f3rio na faculdade. Ela mant\u00e9m a boca aberta enquanto sua irm\u00e3 mais nova pega uma caneta para escrever algo na parte interna do l\u00e1bio dela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Pare de se mexer!&#8221;, grita a irm\u00e3 enquanto come\u00e7a a escrever, e as meninas mal conseguem segurar o riso. Emily exibe o l\u00e1bio aberto para a c\u00e2mera, e sua irm\u00e3 faz o mesmo, revelando sua pr\u00f3pria &#8220;tatuagem&#8221;. Mas a imagem est\u00e1 desfocada; o que quer que essas tatuagens falsas tenham dito se perdeu no tempo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Emily, hoje com 34 anos e morando na cidade de Nova York, havia esquecido que esse v\u00eddeo existia at\u00e9 eu perguntar a ela sobre ele. &#8220;Nem me lembro por que fiz o upload&#8221;, diz ela.&nbsp;&#8220;Acho que queria envi\u00e1-lo para minha irm\u00e3, mas tamb\u00e9m precisava liberar espa\u00e7o no meu disco r\u00edgido. Eu s\u00f3 precisava de um lugar para coloc\u00e1-lo. N\u00e3o sei, \u00e9 engra\u00e7ado e estranho. Fico feliz que ainda esteja aqui.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Temos a tend\u00eancia de supor que o motivo para usar a rede social \u00e9 tentar ser um influenciador, ou voc\u00ea \u00e9 o Joe Rogan ou \u00e9 um fracasso. Mas essa \u00e9 a maneira errada de pensar sobre isso&#8221;, afirma Ethan Zuckerman, que lidera a pesquisa sobre o&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;como diretor da Iniciativa para Infraestrutura P\u00fablica Digital da Universidade de Massachusetts Amherst.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O&nbsp;<\/strong><a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\"><strong>YouTube<\/strong><\/a><strong>&nbsp;disse \u00e0 BBC que \u00e9 incorreto afirmar que a plataforma n\u00e3o permite que voc\u00ea veja v\u00eddeos com poucas visualiza\u00e7\u00f5es ou conte\u00fado de canais pequenos.<\/strong>&nbsp;A fun\u00e7\u00e3o do algoritmo \u00e9 ajudar as pessoas a encontrar os v\u00eddeos que desejam assistir e que v\u00e3o agregar valor a elas, acrescenta o&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>, e \u00e0s vezes isso inclui v\u00eddeos com um n\u00famero pequeno de visualiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A m\u00e1gica do&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;\u00e9 que, independentemente de um v\u00eddeo ter 60 visualiza\u00e7\u00f5es ou seis milh\u00f5es, as pessoas podem encontrar uma comunidade, aprender uma nova habilidade, se divertir ou compartilhar sua voz com o mundo&#8221;, afirma Boot Bullwinkle, porta-voz do&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>.&nbsp;&#8220;Todos os canais come\u00e7am da mesma folha em branco, a partir da qual podem criar um p\u00fablico e desenvolver um neg\u00f3cio.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Zuckerman e seus colegas n\u00e3o foram os primeiros a vasculhar o submundo do&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>. Entre 2009 e 2012, por exemplo, os iPhones inclu\u00edram um recurso que permitia aos usu\u00e1rios publicar v\u00eddeos diretamente no&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;com apenas alguns toques. O&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;informou que os uploads m\u00f3veis aumentaram 400% por dia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A menos que as pessoas adicionassem um t\u00edtulo personalizado, o nome de todos esses v\u00eddeos seguia um formato padr\u00e3o, o que os torna facilmente pesquis\u00e1veis mais de uma d\u00e9cada depois. Alguns usu\u00e1rios online exploraram esses v\u00eddeos, que aparentemente chegam a milh\u00f5es. Um deles at\u00e9 criou um player customizado que os exibe alternadamente.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sem as recomenda\u00e7\u00f5es do algoritmo, voc\u00ea descobre que o&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;\u00e9 um estudo do cotidiano, diz Zuckerman, pessoas documentando pequenos momentos de suas vidas e usando as ferramentas dispon\u00edveis para trocar ideias.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">No Sul da \u00c1sia, por exemplo, Zuckerman diz que o&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;e redes semelhantes parecem funcionar como uma ferramenta de mensagens de v\u00eddeo para pessoas com pouco ou nenhum conhecimento. A maior parte do&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;vem de fora dos EUA, na verdade.&nbsp;O laborat\u00f3rio de Zuckerman estima que mais de 70% dos v\u00eddeos do&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;est\u00e3o em idiomas diferentes do ingl\u00eas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Voc\u00ea encontra pescadores na Am\u00e9rica do Sul acenando de um barco, ou dois oper\u00e1rios da constru\u00e7\u00e3o civil falando em hindi sobre a saudade que sentem de casa. V\u00eddeos como estes se enquadram na categoria de conte\u00fado que ele chama de &#8220;amigos e fam\u00edlia&#8221;, em que todos os coment\u00e1rios e intera\u00e7\u00f5es v\u00eam de pessoas que parecem conhecer o usu\u00e1rio pessoalmente.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se algum desses v\u00eddeos se tornasse viral, significaria que algo deu terrivelmente errado. N\u00e3o \u00e9 para isso que serve a maior parte do&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&#8220;, explica Zuckerman.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pequenos momentos<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A maior parte do&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;n\u00e3o assistido \u00e9 menos divertida do que o &#8220;sw33t tats&#8221;, o que, com todo o respeito \u00e0 Emily, \u00e9 um patamar baixo. O conte\u00fado \u00e9 sem gra\u00e7a o suficiente para derreter seu c\u00e9rebro.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma noiva se prepara para uma sess\u00e3o de fotos. Um coreano ranzinza desabafa sobre pol\u00edtica. Seis segundos de um instrutor de artes marciais, desprovido de contexto. Imagens da c\u00e2mera no painel de um carro com dificuldade para sair de uma vaga no estacionamento. Uma mulher anuncia um cavalo para venda em 2018. Grava\u00e7\u00f5es de tela intermin\u00e1veis e banais de videogames \u2014&nbsp;o estudo da Universidade de Massachusetts Amhurst descobriu que as pessoas jogando videogames parecem representar quase 20% do&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">De vez em quando, voc\u00ea se depara com algo divertido ou, mais frequentemente, simplesmente estranho. Tr\u00eas homens dando tapas de forma perform\u00e1tica nos traseiros uns dos outros ao som de uma m\u00fasica de James Brown.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma mulher avalia uma marca de mortadela fatiada (n\u00e3o \u00e9 &#8220;t\u00e3o ruim&#8221;). Ou vejamos o caso do canal &#8220;Space Stuff and Other Stuff&#8221;, que pode ser traduzido como &#8220;Coisas espaciais e outras coisas&#8221;, no qual um garoto faz um rap sobre o planeta Netuno e compartilha suas condol\u00eancias ap\u00f3s o falecimento da rainha Elizabeth 2\u00aa. Aparentemente, este \u00faltimo v\u00eddeo se enquadra na categoria &#8220;outras coisas&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Alguns v\u00eddeos s\u00e3o de cortar o cora\u00e7\u00e3o. Ouvi um homem idoso descrever como est\u00e1 vivendo em um carro em uma fazenda, trocando trabalho manual por um lugar para ficar.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Houve uma homenagem comovente a um gato que morreu. &#8220;Kiko n\u00e3o sobreviveu&#8221;, diz Tyler, seu dono, segurando as l\u00e1grimas. &#8220;Est\u00e1 tudo t\u00e3o silencioso aqui sem ele&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de algumas dezenas de v\u00eddeos, parei para assistir a uma jovem bailarina flutuando delicadamente pelo palco, indo e voltando na frente de uma multid\u00e3o silenciosa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Como pesquisadores, passamos muito tempo com esse material. Pode ser muito parecido com ver as fotos pessoais dos outros&#8221;, diz Zuckerman.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A maior parte \u00e9 entediante, mas \u00e0s vezes \u00e9 comovente e at\u00e9 assombroso. E, de vez em quando, voc\u00ea encontra algo que parece incrivelmente revelador sobre como os seres humanos se comunicam.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas meus v\u00eddeos favoritos foram, de longe, os de Bill &#8220;The WoofDriver&#8221; Hellman.&nbsp;Ele tem 58 anos e trabalha no setor imobili\u00e1rio nos arredores de Baltimore, nos EUA. Mas essa n\u00e3o \u00e9 sua paix\u00e3o. O que realmente interessa a Hellman s\u00e3o seus c\u00e3es, e a maneira \u00fanica como cuida deles. &#8220;Voc\u00ea nunca viu nada assim antes&#8221;, diz ele em um v\u00eddeo. Garanto que ele est\u00e1 certo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hellman construiu mais de 50 ve\u00edculos personalizados que ele usa para levar seus quatro huskies para o que ele chama de &#8220;corrida de tren\u00f3 urbana&#8221;. Ele usa a rede social para documentar suas aventuras nas trilhas do leste dos EUA.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A cena se parece um pouco com as corridas de tren\u00f3s puxados por c\u00e3es de Iditarod (uma famosa corrida anual no Alasca).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">S\u00f3 que aqui, os c\u00e3es geralmente s\u00e3o amarrados na lateral de suas v\u00e1rias engenhocas lentas, bicicletas reclinadas e carrinhos el\u00e9tricos para passear com cachorros. Pelo que parece, os c\u00e3es de Hellman gostam de participar.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ele postou mais de 2,4 mil v\u00eddeos no&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;nos \u00faltimos 14 anos, muitos dos quais incluem can\u00e7\u00f5es de rock originais. (Hellman diz que comp\u00f4s mais de 100 m\u00fasicas do WoofDriver, na verdade.) Ele se dedica muito a isso, saindo com drones e grupos de amigos para documentar suas jornadas.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Hellman at\u00e9 pagou para receber o apoio de celebridades por meio da plataforma Cameo para promover seus v\u00eddeos. Mas, apesar de todo o esfor\u00e7o, seu canal costuma despertar pouco interesse. Muitos v\u00eddeos t\u00eam visualiza\u00e7\u00e3o na casa dos dois d\u00edgitos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Na maioria das vezes, n\u00e3o tenho uma audi\u00eancia grande, mas isso n\u00e3o me incomoda. Eu fiquei t\u00e3o entusiasmado com a felicidade que isso gerou nos cachorros que, em algum momento, pensei: &#8216;Preciso compartilhar isso'&#8221;, conta Hellman.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Talvez isso inspire algu\u00e9m a cuidar melhor de seus c\u00e3es, mas, na verdade, eu uso o&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;como uma nuvem, para ter um lugar para documentar minhas aventuras.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;n\u00e3o paga as contas, e o WoofDriver n\u00e3o est\u00e1 vendendo nada \u2014 embora ele tenha prazer em compartilhar as dimens\u00f5es caso voc\u00ea queira construir seu pr\u00f3prio tren\u00f3 urbano para c\u00e3es. &#8220;Eu s\u00f3 fa\u00e7o isso por causa da alegria que me traz&#8221;, diz Hellman.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">&#8216;Se voc\u00ea procurar, vai encontrar&#8217;<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;aleat\u00f3rio geralmente n\u00e3o se parece com os v\u00eddeos altamente produzidos do WoofDriver, mas ele \u00e9 uma boa representa\u00e7\u00e3o em um aspecto.&nbsp;Assim como o conte\u00fado de Hellman, a maior parte do teor destes v\u00eddeos &#8220;invis\u00edveis&#8221; do&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;varia de neutro a extremamente positivo.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>O mesmo n\u00e3o pode ser dito sobre o que chega ao topo.&nbsp;<\/strong>Pesquisas sugerem que o algoritmo do&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;amplifica a negatividade, refor\u00e7a estere\u00f3tipos e oferece aos usu\u00e1rios pouco controle sobre o conte\u00fado que eles n\u00e3o querem ver.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo dos anos, o&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;tem enfrentado cada vez mais cr\u00edticas sobre preocupa\u00e7\u00f5es relacionadas a discurso de \u00f3dio, extremismo pol\u00edtico e desinforma\u00e7\u00e3o.&nbsp;Assim como outras plataformas de rede social, o&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;tem sido usado por cart\u00e9is de drogas e terroristas como uma ferramenta de promo\u00e7\u00e3o e recrutamento.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;afirma que a empresa emprega um conjunto de diretrizes para a comunidade desde seus prim\u00f3rdios para estabelecer o que \u00e9 permitido na plataforma. A empresa diz que redobrou os esfor\u00e7os para lidar com suas responsabilidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Uma forma de o&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;medir seu sucesso \u00e9 por meio da sua &#8220;taxa de visualiza\u00e7\u00e3o de conte\u00fado com viola\u00e7\u00f5es&#8221;. Em 2017, para cada 10 mil visualiza\u00e7\u00f5es no&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>, de 63 a 72 visualiza\u00e7\u00f5es vinham de conte\u00fado que violava as pol\u00edticas do&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>, mas hoje este n\u00famero caiu para de oito a nove visualiza\u00e7\u00f5es, de acordo com a empresa.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;diz que oferece aos usu\u00e1rios v\u00e1rias maneiras de gerenciar as recomenda\u00e7\u00f5es e os resultados de pesquisa da plataforma, como a exclus\u00e3o do hist\u00f3rico de exibi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/s2-g1.glbimg.com\/A4EXjwQ7Eye9N3rH1XiKjIM3spc%3D\/0x0%3A640x447\/984x0\/smart\/filters%3Astrip_icc%28%29\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2025\/7\/1\/7Y9qzcT5CpfkQUlBNBJg\/thumbnail-image003.png?w=800&#038;ssl=1\" alt=\"Os v\u00eddeos 'n\u00e3o assistidos' do YouTube s\u00e3o um document\u00e1rio oculto da vida humana \u2014 Foto: Getty Images\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os v\u00eddeos &#8216;n\u00e3o assistidos&#8217; do YouTube s\u00e3o um document\u00e1rio oculto da vida humana \u2014 Foto: Getty Images<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Quando a Iniciativa para Infraestrutura P\u00fablica Digital decidiu estudar o&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>,&nbsp;parte do \u00edmpeto foi documentar o qu\u00e3o comum \u00e9 o discurso de \u00f3dio e a desinforma\u00e7\u00e3o na plataforma.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;Se voc\u00ea procurar, vai encontrar&#8221;, diz McGrady. Mas, em compara\u00e7\u00e3o com o total de v\u00eddeos no&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>, isso \u00e9 extremamente incomum. Ainda assim, n\u00e3o importa o qu\u00e3o raro seja um v\u00eddeo prejudicial se ele obtiver milh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es, acrescenta McGrady. Por isso, o conte\u00fado prejudicial continua sendo um problema grave no&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Nos \u00faltimos anos, o&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/google\/\">Google<\/a>&nbsp;enfrentou uma onda de escrut\u00ednio por parte de formuladores de pol\u00edticas p\u00fablicas, com novas leis e uma enxurrada de regulamenta\u00e7\u00f5es propostas \u2014 sem mencionar uma s\u00e9rie de processos antitruste. Mas quando o debate sobre regulamenta\u00e7\u00e3o se volta para os v\u00eddeos no&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>, o foco \u00e9 quase sempre o conte\u00fado que se torna viral, diz McGrady.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Isso ignora as obriga\u00e7\u00f5es que o&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;deveria ter porque, de acordo com ele, a empresa est\u00e1 gerindo uma infraestrutura essencial.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;A internet \u00e9 profundamente problem\u00e1tica, e n\u00e3o podemos ignorar a maneira como as empresas de tecnologia est\u00e3o exacerbando esses problemas&#8221;, observa McGrady.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">&#8220;O que me deixa esperan\u00e7oso \u00e9 que quando voc\u00ea encontra uma maneira de ver como as pessoas est\u00e3o realmente usando a web, grande parte ainda parece com os prim\u00f3rdios da internet. \u00c9 express\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o, conex\u00e3o. Basicamente, \u00e9 um lugar em que pessoas comuns compartilham entre si e fazem coisas maravilhosas.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>&nbsp;sobre o qual falamos \u2014 aquele repleto de celebridades, esc\u00e2ndalos e conte\u00fado viral fabricado \u2014 conta apenas parte da hist\u00f3ria. A maior parte existe em momentos de sil\u00eancio, em cinegrafistas tr\u00eamulos e vozes destinadas a ningu\u00e9m em particular.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Assisti a centenas destes v\u00eddeos.&nbsp;Cada um deles est\u00e1 aberto ao p\u00fablico, mas tamb\u00e9m est\u00e1 claro que a maioria das pessoas n\u00e3o fez o upload deste conte\u00fado para estranhos. Foi como se eu estivesse descobrindo um segredo, um document\u00e1rio extenso e sem curadoria da vida humana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas assisti-los tamb\u00e9m me pareceu um trabalho, em compara\u00e7\u00e3o com o entretenimento gerado pelo&nbsp;<em>doomscrolling<\/em>&nbsp;\u2014 h\u00e1bito de rolar o&nbsp;<em>feed<\/em>&nbsp;sem parar, n\u00e3o importa qu\u00e3o nocivo seja o conte\u00fado \u2014 que voc\u00ea obt\u00e9m com o algoritmo. Por fim, fechei as abas do meu navegador, e voltei para a p\u00e1gina inicial do&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/youtube\/\">YouTube<\/a>, de volta ao mundo polido da internet corporativa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Este ano marca o 20\u00ba anivers\u00e1rio do&nbsp;YouTube. Desde seu in\u00edcio modesto como um espa\u00e7o para amadores, o&nbsp;YouTube&nbsp;se transformou em uma plataforma de v\u00eddeos t\u00e3o colossal que a empresa se autodenomina a nova Hollywood. 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