{"id":23445,"date":"2025-01-29T08:18:56","date_gmt":"2025-01-29T11:18:56","guid":{"rendered":"https:\/\/minutobahia24h.com.br\/?p=23445"},"modified":"2025-01-29T08:18:59","modified_gmt":"2025-01-29T11:18:59","slug":"as-8-doencas-que-mais-matam-no-brasil-e-como-preveni-las","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/minutobahia24h.com.br\/?p=23445","title":{"rendered":"As 8 doen\u00e7as que mais matam no Brasil e como preveni-las"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Sem-titulo-547.jpg?resize=800%2C533&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-23446\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Sem-titulo-547.jpg?w=888&amp;ssl=1 888w, https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Sem-titulo-547.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Sem-titulo-547.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Sem-titulo-547.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">Infarto \u00e9 principal causa de morte dos brasileiros. \u2014 Foto: Freepik<br><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>Segundo dados da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), cerca de 60 milh\u00f5es de pessoas morrem a cada ano, 1,5 milh\u00e3o delas no Brasil. De um modo geral, o grupo de doen\u00e7as cardiovasculares \u00e9 a principal respons\u00e1vel pelos \u00f3bitos, seguido pelos c\u00e2nceres e pelas doen\u00e7as do aparelho respirat\u00f3rio. Mas quais s\u00e3o os diagn\u00f3sticos exatos que mais matam os brasileiros?<\/p>\n\n\n\n<p>Um levantamento do GLOBO, feito com base nos dados do Sistema de Informa\u00e7\u00e3o sobre Mortalidade do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade (SIM), mostra as 8 doen\u00e7as espec\u00edficas com maior mortalidade no pa\u00eds:&nbsp;<strong>infarto<\/strong>&nbsp;agudo do mioc\u00e1rdio;&nbsp;<strong>pneumonia<\/strong>;&nbsp;<strong>diabetes<\/strong>;&nbsp;<strong>doen\u00e7a pulmonar obstrutiva cr\u00f4nica (DPOC)<\/strong>;&nbsp;<strong>hipertens\u00e3o<\/strong>;&nbsp;<strong>acidente vascular cerebral (AVC)<\/strong>;&nbsp;<strong>c\u00e2ncer de pulm\u00e3o<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>insufici\u00eancia card\u00edaca.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2023, os 8 diagn\u00f3sticos responderam juntos por 423,2 mil mortes, cerca de 28,9% do total registrado naquele ano (1,46 milh\u00e3o) \u2013 ou seja, representaram mais de 1 a cada 4 \u00f3bitos. No ano passado, dados de at\u00e9 agosto j\u00e1 contabilizavam 257 mil vidas perdidas pelas 8 doen\u00e7as, 27,6% de todas as 932,6 mil mortes identificadas no per\u00edodo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" width=\"555\" height=\"411\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image.png?resize=555%2C411&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-23447\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image.png?w=555&amp;ssl=1 555w, https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/image.png?resize=300%2C222&amp;ssl=1 300w\" sizes=\"(max-width: 555px) 100vw, 555px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p>Especialistas ouvidos pelo GLOBO explicam por que as doen\u00e7as t\u00eam uma mortalidade t\u00e3o alta, ainda que tenha ocorrido um avan\u00e7o significativo no tratamento nas \u00faltimas d\u00e9cadas, e listam o que pode ser feito para preveni-las a n\u00edvel individual e populacional. Eles destacam que grande parte das condi\u00e7\u00f5es podem ser evitadas por medidas simples em comum, que devem ser incorporadas ao dia a dia.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Infarto, hipertens\u00e3o, AVC e insufici\u00eancia card\u00edaca<\/h2>\n\n\n\n<p>Para a Ana Luiza Ferreira Sales, coordenadora da unidade cardiointensiva do Hospital Pr\u00f3-Card\u00edaco e do Servi\u00e7o de Transplante Card\u00edaco e Suporte Circulat\u00f3rio, no Rio de Janeiro, n\u00e3o \u00e9 surpresa que as doen\u00e7as card\u00edacas apare\u00e7am no topo da lista. De um modo geral, todas as causas cardiovasculares foram respons\u00e1veis por 388,2 mil \u00f3bitos em 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Costumamos englobar essas doen\u00e7as porque elas t\u00eam uma origem muito semelhante e medidas em comum que influenciam como preven\u00e7\u00e3o. Isso porque o que evita uma protege contra a outra. Tratando a hipertens\u00e3o, por exemplo, voc\u00ea diminui taxas de insufici\u00eancia card\u00edaca. Evitando infarto, voc\u00ea evita um AVC \u2014 explica a m\u00e9dica.<\/p>\n\n\n\n<p>O infarto, tamb\u00e9m conhecido como ataque card\u00edaco, foi a causa sozinho de 94 mil vidas perdidas. Ele ocorre quando h\u00e1 um co\u00e1gulo que interrompe o fluxo sangu\u00edneo no cora\u00e7\u00e3o, o que leva \u00e0 morte de c\u00e9lulas card\u00edacas. Geralmente esse bloqueio \u00e9 resultado da aterosclerose, quando placas de gordura se acumulam no interior das art\u00e9rias at\u00e9 obstru\u00ed-las.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a hipertens\u00e3o essencial, tamb\u00e9m chamada de prim\u00e1ria, \u00e9 a eleva\u00e7\u00e3o da press\u00e3o arterial que n\u00e3o \u00e9 provocada por uma doen\u00e7a espec\u00edfica, mas sim por fatores como hist\u00f3rico familiar, sedentarismo ou obesidade. Ela respondeu por cerca de 34,3 mil \u00f3bitos. Quando n\u00e3o tratada, leva a danos de longo prazo em diversos \u00f3rg\u00e3os e torna-se o principal fator de risco de desfechos graves, como infarto.<\/p>\n\n\n\n<p>O AVC (33,8 mil mortes), assim como o infarto, \u00e9 causado pelo bloqueio no fluxo sangu\u00edneo, por\u00e9m em vasos que ficam no c\u00e9rebro. Outro motivo \u00e9 quando esse vaso se rompe, causando uma hemorragia no \u00f3rg\u00e3o. Enquanto isso, a insufici\u00eancia card\u00edaca (30,9 mil mortes) \u00e9 uma s\u00edndrome cl\u00ednica que leva o cora\u00e7\u00e3o a perder ou a diminuir a capacidade de bombear sangue adequadamente. Geralmente, decorre de outros problemas de sa\u00fade, estima-se que 2 milh\u00f5es de brasileiros vivam com a doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 O diagn\u00f3stico de insufici\u00eancia card\u00edaca se destaca porque \u00e9 muito prevalente e impacta de maneira muito negativa a sobrevida do paciente. Mas avan\u00e7amos muito nos tratamentos de todas essas doen\u00e7as nos \u00faltimos 10 anos. Hoje temos muitas op\u00e7\u00f5es de terapias medicamentosas para insufici\u00eancia card\u00edaca, e temos diversos anti-hipertensivos, t\u00e9cnicas de revasculariza\u00e7\u00e3o e protocolos mais efetivos para pacientes que sofreram infarto ou AVC \u2014 conta Ana Luiza.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 preven\u00e7\u00e3o, ela explica que, no caso de pacientes com hipertens\u00e3o e insufici\u00eancia card\u00edaca, que s\u00e3o doen\u00e7as cr\u00f4nicas, \u00e9 importante a correta ades\u00e3o ao tratamento para evitar os desfechos graves. J\u00e1 para se proteger contra o surgimento de todos os quatro diagn\u00f3sticos, a principal medida \u00e9 adotar melhores h\u00e1bitos de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Atividade f\u00edsica regular, uma dieta pobre em gorduras insaturadas, rica em fibras e alimentos mais naturais, menos ultraprocessados, tratar a obesidade como doen\u00e7a, deixar de fumar, inclusive os cigarros eletr\u00f4nicos, evitar abuso de \u00e1lcool e outras drogas, tudo \u00e9 efetivo. Evitar o diabetes, que \u00e9 um grande fator de risco, tamb\u00e9m \u00e9 importante. Com essas medidas, conseguimos impactar o n\u00famero de casos dessas doen\u00e7as e, consequentemente, a mortalidade geral do pa\u00eds \u2014 diz.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Pneumonia, DPOC e c\u00e2ncer de pulm\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p>A pneumonia, causa da morte de 85,2 mil brasileiros em 2023, \u00e9 uma inflama\u00e7\u00e3o que acomete os pulm\u00f5es e que, geralmente, est\u00e1 ligada ao agravamento de uma infec\u00e7\u00e3o, como por um v\u00edrus ou uma bact\u00e9ria. Por isso, costuma ter in\u00edcio com uma simples gripe ou resfriado, mas que evolui para a forma grave, especialmente em grupos de risco, como tabagistas, idosos, imunocomprometidos e rec\u00e9m-nascidos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 No mundo inteiro, a pneumonia \u00e9 a principal causa de morte por doen\u00e7as infecciosas. Houve uma redu\u00e7\u00e3o da mortalidade ao longo do tempo com a melhora dos sistemas de sa\u00fade, das condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias, dos tratamentos, das vacinas, mas os n\u00fameros continuam muito altos. E a pneumonia \u00e9 comum porque os pulm\u00f5es, al\u00e9m da pele, s\u00e3o o \u00f3rg\u00e3o que tem um contato direto com o meio ambiente pelo ar e est\u00e1 exposto a esses agentes infecciosos \u2014 explica Ricardo de Amorim Corr\u00eaa, presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).<\/p>\n\n\n\n<p>O especialista explica que ter uma boa qualidade de vida, com pr\u00e1ticas de exerc\u00edcios e alimenta\u00e7\u00e3o adequada, protege contra formas graves das infec\u00e7\u00f5es. Mas, no caso da pneumonia, h\u00e1 outras medidas importantes: a vacina\u00e7\u00e3o e o cuidado de pessoas contaminadas para evitar a transmiss\u00e3o de v\u00edrus e bact\u00e9rias:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 A vacina\u00e7\u00e3o tem um papel fundamental, principalmente para crian\u00e7as pequenas e outros grupos de risco. A vacina\u00e7\u00e3o contra a gripe, por exemplo, \u00e9 essencial porque o v\u00edrus Influenza \u00e9 um agente que tamb\u00e9m propicia o desenvolvimento de pneumonia por uma bact\u00e9ria chamada pneumococo. Temos vacinas avan\u00e7adas para a pneumococo, recentemente tivemos o lan\u00e7amento no Brasil de uma dose que protege contra os 20 principais tipos da bact\u00e9ria, mas existem mais de 100 sorotipos. As vacinas n\u00e3o impedem a transmiss\u00e3o, mas reduzem consideravelmente as complica\u00e7\u00f5es graves.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a pessoas infectadas, ele destaca a import\u00e2ncia de se higienizar as m\u00e3os, usar m\u00e1scaras e evitar aglomera\u00e7\u00f5es para evitar a propaga\u00e7\u00e3o dos agentes respirat\u00f3rios. Em caso de sintomas, as pessoas devem procurar o servi\u00e7o de sa\u00fade porque, se for uma pneumonia, cada hora de atraso no in\u00edcio do antibi\u00f3tico adequado implica um aumento no risco de morte em 30 dias pela doen\u00e7a.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 a DPOC, causa de 43,4 mil vidas perdidas em 2023, ocorre em decorr\u00eancia da inala\u00e7\u00e3o de fuma\u00e7a t\u00f3xica. A maioria dos casos, 80%, \u00e9 relacionada ao tabagismo, mas tamb\u00e9m pode ser provocada por fuma\u00e7a ocupacional e ambiental. O quadro \u00e9 caracterizado por uma inflama\u00e7\u00e3o dos br\u00f4nquios e destrui\u00e7\u00e3o dos alv\u00e9olos, que \u00e9 onde ocorre a troca gasosa no pulm\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Os pacientes sofrem uma redu\u00e7\u00e3o da capacidade pulmonar, o que leva \u00e0 redu\u00e7\u00e3o da oxigena\u00e7\u00e3o, da capacidade de exerc\u00edcio f\u00edsico. Eles ficam mais sedent\u00e1rios, perdem massa muscular, fun\u00e7\u00e3o card\u00edaca, ent\u00e3o enfrentam risco aumentado de morte tamb\u00e9m por doen\u00e7a card\u00edaca. E os pulm\u00f5es ficam extremamente expostos \u00e0 invas\u00e3o por agentes infecciosos. Qualquer resfriado, gripe, que seriam bem tolerados em pessoas sem DPOC, nesses pacientes \u00e0s vezes significa um abismo, um risco enorme de interna\u00e7\u00e3o e morte \u2014 explica Amorim Corr\u00eaa.<\/p>\n\n\n\n<p>A preven\u00e7\u00e3o ocorre ao evitar a inala\u00e7\u00e3o da fuma\u00e7a t\u00f3xica. Uma delas \u00e9 utilizar equipamento de prote\u00e7\u00e3o individual em casos de trabalhos que levam \u00e0 exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 fuma\u00e7a t\u00f3xica. Mas a principal \u00e9 n\u00e3o aderir ou abandonar o tabagismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Hoje, no pa\u00eds, 9,3% dos brasileiros com mais de 18 anos s\u00e3o fumantes, segundo a edi\u00e7\u00e3o de 2023 do levantamento Vigitel, do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. H\u00e1 35 anos, em 1989, esse percentual era de 34,8% da popula\u00e7\u00e3o adulta, de acordo com a Pesquisa Nacional sobre Sa\u00fade e Nutri\u00e7\u00e3o (PNSN) da \u00e9poca.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 O Brasil teve um avan\u00e7o importante na cessa\u00e7\u00e3o do tabagismo, que precisa ser mantido. S\u00f3 que ainda temos pessoas que fumam e hoje temos um risco grande com a dissemina\u00e7\u00e3o dos cigarros eletr\u00f4nicos. Al\u00e9m disso, o impacto na DPOC que vemos hoje \u00e9 dos altos n\u00edveis de tabagismo de 20, 40 anos atr\u00e1s. A estimativa \u00e9 que a mortalidade pode crescer e se tornar a principal causa de \u00f3bito nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas \u2014 diz o pneumologista.<\/p>\n\n\n\n<p>O c\u00e2ncer de pulm\u00e3o, que matou 31,1 mil brasileiros, \u00e9 um dos mais dif\u00edceis e graves de tratar, explica o presidente da SBPT. Cerca de 70% dos casos \u00e9 tamb\u00e9m associado ao tabagismo. No entanto, os tumores t\u00eam se modificado com muta\u00e7\u00f5es importantes que levam a quadros mais agressivos e mais precoces.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Felizmente, paralelamente ao aumento de casos, temos visto um avan\u00e7o grande na tecnologia do diagn\u00f3stico, que melhora o tratamento. Hoje podemos detectar em bases moleculares as muta\u00e7\u00f5es e os ant\u00edgenos presentes no c\u00e2ncer para guiar a utiliza\u00e7\u00e3o de medicamentos imunoter\u00e1picos ou quimioter\u00e1picos, direcionados especificamente a essa muta\u00e7\u00e3o. Essas drogas espec\u00edficas evitam efeitos colaterais e impacto em c\u00e9lulas saud\u00e1veis \u2014 diz.<\/p>\n\n\n\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 preven\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de n\u00e3o fumar, como 30% dos casos n\u00e3o s\u00e3o causados pelo cigarro, a detec\u00e7\u00e3o precoce se torna a principal ferramenta para identificar o c\u00e2ncer em est\u00e1gios iniciais e aumentar as chances de cura para at\u00e9 cerca de 85%, explica o pneumologista:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Existem protocolos de rastreamento, trabalhamos aqui no Brasil para que eles sejam implantados de forma definitiva no Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS). Na rede privada, os m\u00e9dicos t\u00eam tomado mais consci\u00eancia e aumentado a ado\u00e7\u00e3o dos protocolos. Eles envolvem a realiza\u00e7\u00e3o de tomografias de baixa dose de radia\u00e7\u00e3o nas pessoas que apresentam micro n\u00f3dulos ou anualmente em pessoas de 50 a 80 anos que fumam ou deixaram de fumar h\u00e1 menos de 15 anos.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Diabetes<\/h2>\n\n\n\n<p>A diabetes, doen\u00e7a por tr\u00e1s de 70,4 mil \u00f3bitos no Brasil em 2023, tem uma alta mortalidade por dois fatores: ser muito prevalente na popula\u00e7\u00e3o (cerca de 10% dos adultos) e poder levar a complica\u00e7\u00f5es graves. \u00c9 o que explica Bianca de Almeida Pititto, coordenadora de Epidemiologia do Departamento de Sa\u00fade P\u00fablica, Epidemiologia, Economia da sa\u00fade e Advocacy da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD):<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 S\u00e3o cerca de 20 milh\u00f5es de brasileiros com a doen\u00e7a. A relev\u00e2ncia desses n\u00fameros \u00e9 que ela \u00e9 um dos principais fatores de risco para infarto, insufici\u00eancia card\u00edaca e derrame. Quando analisamos os dados de \u00f3bito por diabetes, entende-se que ela foi a base para todas as complica\u00e7\u00f5es que levaram \u00e0 morte. Mas \u00e0s vezes o atestado coloca como causa base o infarto, ent\u00e3o a diabetes pode ser ainda mais relevante, com estimativas de que chega a estar por tr\u00e1s de 10% das mortes.<\/p>\n\n\n\n<p>A doen\u00e7a \u00e9 causada pela produ\u00e7\u00e3o insuficiente ou m\u00e1 absor\u00e7\u00e3o da insulina, horm\u00f4nio que regula os n\u00edveis de glicose (a\u00e7\u00facar) no sangue. No caso da diabetes tipo 1, menos comum, isso ocorre devido a uma resposta imunol\u00f3gica que leva o pr\u00f3prio corpo a atacar as c\u00e9lulas produtoras de insulina. J\u00e1 no do tipo 2, que responde por 95% dos casos, a m\u00e1 produ\u00e7\u00e3o e absor\u00e7\u00e3o do horm\u00f4nio s\u00e3o resultado de fatores de estilo de vida, como obesidade e sedentarismo.<\/p>\n\n\n\n<p>Bianca explica que existem causas de morte decorrentes da descompensa\u00e7\u00e3o aguda do diabetes, como a cetoacidose diab\u00e9tica e a hipoglicemia. Mas s\u00e3o menos comuns do que as complica\u00e7\u00f5es card\u00edacas e renais de longo prazo. O tratamento adequado da doen\u00e7a, com os medicamentos e a reposi\u00e7\u00e3o do horm\u00f4nio, nos casos em que h\u00e1 necessidade, \u00e9 a principal maneira de evitar os desfechos fatais.<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 para prevenir o surgimento da doen\u00e7a, os estudos comprovam que mudan\u00e7as no estilo de vida conseguem postergar ou prevenir por completo o diagn\u00f3stico, mesmo em pessoas consideradas de risco, conta a m\u00e9dica:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Nos casos de pessoas com sobrepeso ou obesidade, uma perda de 7% do peso corporal, ado\u00e7\u00e3o de 150 minutos de atividade f\u00edsica por semana e a incorpora\u00e7\u00e3o de uma dieta saud\u00e1vel, com pelo menos cinco por\u00e7\u00f5es de frutas, verduras e legumes por dia, por ao menos cinco dias na semana, faz muita diferen\u00e7a. O grande desafio \u00e9 levar essas interven\u00e7\u00f5es para todas as pessoas que s\u00e3o de risco no pa\u00eds.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo dados da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS), cerca de 60 milh\u00f5es de pessoas morrem a cada ano, 1,5 milh\u00e3o delas no Brasil. De um modo geral, o grupo de doen\u00e7as cardiovasculares \u00e9 a principal respons\u00e1vel pelos \u00f3bitos, seguido pelos c\u00e2nceres e pelas doen\u00e7as do aparelho respirat\u00f3rio. Mas quais s\u00e3o os diagn\u00f3sticos exatos que mais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":23446,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":""},"categories":[18],"tags":[],"class_list":["post-23445","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-saude"],"aioseo_notices":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2025\/01\/Sem-titulo-547.jpg?fit=888%2C592&ssl=1","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/minutobahia24h.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23445","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/minutobahia24h.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/minutobahia24h.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/minutobahia24h.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/minutobahia24h.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=23445"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/minutobahia24h.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23445\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":23448,"href":"https:\/\/minutobahia24h.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/23445\/revisions\/23448"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/minutobahia24h.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/23446"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/minutobahia24h.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=23445"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/minutobahia24h.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=23445"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/minutobahia24h.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=23445"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}