{"id":20623,"date":"2024-12-12T10:07:43","date_gmt":"2024-12-12T13:07:43","guid":{"rendered":"https:\/\/minutobahia24h.com.br\/?p=20623"},"modified":"2024-12-12T10:07:44","modified_gmt":"2024-12-12T13:07:44","slug":"desatencao-hiperatividade-e-impulsividade-entenda-por-que-o-tdah-vai-alem-dos-grandes-sintomas-e-e-desafio-para-medicos-e-pacientes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/minutobahia24h.com.br\/?p=20623","title":{"rendered":"Desaten\u00e7\u00e3o, hiperatividade e impulsividade: entenda por que o TDAH vai al\u00e9m dos grandes sintomas e \u00e9 desafio para m\u00e9dicos e pacientes"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"533\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Sem-titulo-178.jpg?resize=800%2C533&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-20624\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Sem-titulo-178.jpg?w=984&amp;ssl=1 984w, https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Sem-titulo-178.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Sem-titulo-178.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/Sem-titulo-178.jpg?resize=750%2C500&amp;ssl=1 750w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">TDAH: risco maior de acidentes de tr\u00e2nsito e gesta\u00e7\u00f5es n\u00e3o planejadas podem estar relacionadas com o transtorno \u2014 Foto: Adobe Stock<br><br><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>O transtorno de d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o (TDAH) \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o t\u00e3o complexa que&nbsp;<strong>v\u00eddeos curtos&nbsp;<\/strong>sobre ele em redes sociais como o Tik Tok t\u00eam grandes riscos de levarem a&nbsp;<strong>conclus\u00f5es equivocadas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>N\u00e3o basta saber que os tr\u00eas principais sintomas do TDAH s\u00e3o:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>desaten\u00e7\u00e3o,<\/li>\n\n\n\n<li>hiperatividade e<\/li>\n\n\n\n<li>impulsividade.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>O transtorno vai muito al\u00e9m disso e envolve preju\u00edzos e disfun\u00e7\u00f5es cognitivas amplas, com altera\u00e7\u00f5es motoras e de linguagem muitas vezes. Al\u00e9m disso, uma pessoa diagnosticada com TDAH n\u00e3o precisa ter os tr\u00eas sintomas centrais ao mesmo tempo, necessariamente.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Levantamentos populacionais sugerem que o TDAH ocorre em cerca de 5% das crian\u00e7as e 2,5% dos adultos, mas apenas 20% dessas crian\u00e7as t\u00eam de fato o diagn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os tratamentos para o TDAH n\u00e3o levam a cura, mas a melhora dos sintomas e na qualidade de vida.<\/strong>&nbsp;Eles incluem terapia cognitivo comportamental e medica\u00e7\u00e3o farmacol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>Em uma busca r\u00e1pida pelo termo TDAH no Tik Tok, s\u00e3o encontrados v\u00eddeos de menos de um minuto com cerca de 3,5 milh\u00f5es de visualiza\u00e7\u00f5es, que mostram supostos sintomas do transtorno, como as pernas inquietas e a agita\u00e7\u00e3o durante o sono.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas&nbsp;<strong>o diagn\u00f3stico envolve a observa\u00e7\u00e3o cl\u00ednica de um m\u00e9dico que analisa uma s\u00e9rie de sintomas.&nbsp;<\/strong>Psic\u00f3logos podem suspeitar do transtorno e encaminhar os casos para o m\u00e9dico, que costuma ser um psiquiatra ou neuropediatra.&nbsp;<strong>Testes neuropsicol\u00f3gicos fornecem dados, mas n\u00e3o confirmam o diagn\u00f3stico isoladamente.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O psiquiatra do Hospital Albert do Einstein Elton Yoji Kanomata explica que muitos pacientes costumam chegar ao consult\u00f3rio acreditando terem TDAH, quando na verdade t\u00eam depress\u00e3o ou ansiedade, que tamb\u00e9m t\u00eam a desaten\u00e7\u00e3o como um dos poss\u00edveis sintomas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cA gente tem um fen\u00f4meno de influenciadores de sa\u00fade mental que simplificam o assunto. Eles dizem que aquilo \u00e9 TDAH ou p\u00e2nico e adolescentes que est\u00e3o formando a identidade e passando por sentimentos e emo\u00e7\u00f5es desconhecidas acabam acreditando\u201d, acrescenta o psiquiatra de crian\u00e7as e adolescentes e professor de psiquiatria da USP Guilherme Polanczyk.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Polanczyk destaca que a maior parte das pessoas com TDAH n\u00e3o tem diagn\u00f3stico. &#8220;A gente n\u00e3o quer um super diagn\u00f3stico, mas a maior parte das pessoas que morre por causa desse transtorno morre porque n\u00e3o recebe tratamento\u201d, afirma o psiquiatra.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Manifesta\u00e7\u00e3o dos primeiros sintomas<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>Os sintomas geralmente surgem antes dos 12 anos e tendem a melhorar na fase adulta. As crian\u00e7as que foram diagnosticadas, quando chegam na idade adulta preenchem, por exemplo, 4 ou 3 dos 5 sintomas necess\u00e1rios.<\/p>\n\n\n\n<p>Ou seja, os sintomas n\u00e3o desaparecem por completo, mas diminuem. Isso ocorre tamb\u00e9m porque adultos t\u00eam um autoconhecimento maior e aprendem a adotar estrat\u00e9gias para evitar esquecimentos, como lembretes, e retirar do campo de vis\u00e3o itens que possam \u2018sequestrar\u2019 sua aten\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\"><strong>Quando desconfiar da desaten\u00e7\u00e3o e hiperatividade?<\/strong><\/h2>\n\n\n\n<p>A seguir, veja uma an\u00e1lise da American Psychiatric Association sobre o que configura um padr\u00e3o persistente de desaten\u00e7\u00e3o e\/ou hiperatividade-impulsividade que interfere no funcionamento e no desenvolvimento. Segundo o \u00f3rg\u00e3o, v\u00e1rios sintomas est\u00e3o presentes em dois ou mais ambientes (ex.: em casa, na escola, no trabalho, com amigos ou parentes e em outras atividades).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>DESATEN\u00c7\u00c3O<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A desaten\u00e7\u00e3o \u00e9 um dos grandes sintomas e, dentro dele, deve-se ficar atento a:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Frequentemente n\u00e3o presta aten\u00e7\u00e3o em detalhes ou comete erros por descuido em tarefas escolares, no trabalho ou durante outras atividades<\/strong>\u00a0(ex: neglig\u00eancia ou deixa passar detalhes, o trabalho \u00e9 impreciso).<\/li>\n\n\n\n<li>Frequentemente\u00a0<strong>tem dificuldade de manter a aten\u00e7\u00e3o em tarefas ou atividades l\u00fadicas\u00a0<\/strong>(ex: dificuldade de manter o foco durante aulas, conversas ou leituras prolongadas).<\/li>\n\n\n\n<li>Frequentemente\u00a0<strong>parece n\u00e3o escutar quando algu\u00e9m lhe dirige a palavra diretamente<\/strong>\u00a0(ex: parece estar com a cabe\u00e7a longe, mesmo na aus\u00eancia de qualquer distra\u00e7\u00e3o \u00f3bvia).<\/li>\n\n\n\n<li>Frequentemente\u00a0<strong>n\u00e3o segue instru\u00e7\u00f5es at\u00e9 o fim e n\u00e3o consegue terminar trabalhos escolares, tarefas ou deveres no local de trabalho<\/strong>\u00a0(ex: come\u00e7a as tarefas, mas rapidamente perde o foco e facilmente perde o rumo).<\/li>\n\n\n\n<li>Frequentemente<strong>\u00a0tem dificuldade para organizar tarefas e atividades\u00a0<\/strong>(ex: dificuldade em gerenciar tarefas sequenciais; dificuldade em manter materiais e objetos pessoais em ordem; trabalho desorganizado e desleixado; mau gerenciamento do tempo; dificuldade em cumprir prazos).<\/li>\n\n\n\n<li>Frequentemente\u00a0<strong>evita, n\u00e3o gosta ou reluta em se envolver em tarefas que exijam esfor\u00e7o mental prolongado\u00a0<\/strong>(ex: trabalhos escolares ou li\u00e7\u00f5es de casa; para adolescentes mais velhos e adultos, preparo de relat\u00f3rios, preenchimento de formul\u00e1rios, revis\u00e3o de trabalhos longos).<\/li>\n\n\n\n<li>Frequentemente\u00a0<strong>perde coisas necess\u00e1rias para tarefas ou atividades<\/strong>\u00a0(ex: materiais escolares, l\u00e1pis, livros, instrumentos, carteiras, chaves, documentos, \u00f3culos, celular).<\/li>\n\n\n\n<li>Com frequ\u00eancia\u00a0<strong>\u00e9 facilmente distra\u00eddo por est\u00edmulos externos\u00a0<\/strong>(para adolescentes mais velhos e adultos, pode incluir pensamentos n\u00e3o relacionados).<\/li>\n\n\n\n<li>Com frequ\u00eancia\u00a0<strong>\u00e9 esquecido em rela\u00e7\u00e3o a atividades cotidianas<\/strong>\u00a0(ex: realizar tarefas e obriga\u00e7\u00f5es; para adolescentes mais velhos e adultos, retornar liga\u00e7\u00f5es, pagar contas, manter hor\u00e1rios agendados).<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p>\u26a0\ufe0f ATEN\u00c7\u00c3O: Quando seis (ou mais) dos nove sintomas listados anteriormente persistem por pelo menos seis meses em um grau que \u00e9 inconsistente com o n\u00edvel do desenvolvimento e t\u00eam impacto negativo diretamente nas atividades na inf\u00e2ncia, pode ser indicativo de que o paciente tenha o transtorno e vale uma investiga\u00e7\u00e3o detalhada com o m\u00e9dico. Para adolescentes mais velhos e adultos (17 anos ou mais), pelo menos cinco sintomas s\u00e3o necess\u00e1rios para fechar o diagn\u00f3stico m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>HIPERATIVIDADE E IMPULSIVIDADE<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A hiperatividade e a impulsividade est\u00e3o entre os sintomas centrais e, dentro deste conjunto, deve-se ficar atento a:<\/p>\n\n\n\n<ol class=\"wp-block-list\">\n<li>Frequentemente\u00a0<strong>remexe ou batuca as m\u00e3os ou os p\u00e9s ou se contorce na cadeira<\/strong>.<\/li>\n\n\n\n<li>Frequentemente<strong>\u00a0levanta da cadeira em situa\u00e7\u00f5es em que se espera que permane\u00e7a sentado<\/strong>\u00a0(ex.: sai do seu lugar em sala de aula, no escrit\u00f3rio ou em outro local de trabalho ou em outras situa\u00e7\u00f5es que exijam que se permane\u00e7a em um mesmo lugar).<\/li>\n\n\n\n<li>Frequentemente\u00a0<strong>corre ou sobe nas coisas em situa\u00e7\u00f5es em que isso \u00e9 inapropriado<\/strong>. *em adolescentes ou adultos, pode se limitar a sensa\u00e7\u00f5es de inquietude).<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Com frequ\u00eancia \u00e9 incapaz de brincar ou se envolver em atividades de lazer calmamente<\/strong>.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Com frequ\u00eancia \u201cn\u00e3o para\u201d, agindo como se estivesse \u201ccom o motor ligado\u201d<\/strong>\u00a0(ex: n\u00e3o consegue ou se sente desconfort\u00e1vel em ficar parado por muito tempo, como em restaurantes, reuni\u00f5es; outros podem ver o indiv\u00edduo como inquieto ou dif\u00edcil de acompanhar).<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Frequentemente fala demais<\/strong>.<\/li>\n\n\n\n<li>Frequentemente\u00a0<strong>deixa escapar uma resposta antes que a pergunta tenha sido conclu\u00edda<\/strong>\u00a0(ex: termina frases dos outros, n\u00e3o consegue aguardar a vez de falar).<\/li>\n\n\n\n<li>Frequentemente\u00a0<strong>tem dificuldade para esperar a sua vez\u00a0<\/strong>(ex: aguardar uma fila).<\/li>\n\n\n\n<li>Frequentemente\u00a0<strong>interrompe ou se intromete\u00a0<\/strong>(ex: mete-se nas conversas, jogos ou atividades; pode come\u00e7ar a usar as coisas de outras pessoas sem pedir ou receber permiss\u00e3o; para adolescentes e adultos, pode intrometer-se em ou assumir o controle sobre o que outros est\u00e3o fazendo).<\/li>\n<\/ol>\n\n\n\n<p><em>\u26a0\ufe0f ATEN\u00c7\u00c3O: Quando seis (ou mais) dos nove sintomas persistem por pelo menos seis meses em um grau que \u00e9 inconsistente com o n\u00edvel o desenvolvimento e t\u00eam impacto negativo diretamente nas atividades na inf\u00e2ncia, pode ser indicativo de que o paciente tenha o transtorno e vale uma investiga\u00e7\u00e3o detalhada com o m\u00e9dico. Para adolescentes mais velhos e adultos (17 anos ou mais), pelo menos cinco sintomas s\u00e3o necess\u00e1rios para fechar o diagn\u00f3stico m\u00e9dico.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p><strong>CARACTER\u00cdSTICAS ASSOCIADAS QUE APOIAM O DIAGN\u00d3STICO DE TDAH<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com a American Psychiatric Association \/ DSM-5, as caracter\u00edsticas a seguir podem apoiar o diagn\u00f3stico:<\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Baixa toler\u00e2ncia a frustra\u00e7\u00e3o, irritabilidade ou altera\u00e7\u00e3o do humor<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li><strong>Desempenho acad\u00eamico ou profissional prejudicado<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li>O comportamento desatento est\u00e1 associado a v\u00e1rios processos cognitivos subjacentes e indiv\u00edduos com TDAH podem exibir\u00a0<strong>problemas cognitivos em testes de aten\u00e7\u00e3o, fun\u00e7\u00e3o executiva ou mem\u00f3ria<\/strong>, embora esses testes n\u00e3o sejam suficientemente sens\u00edveis ou espec\u00edficos para servir como \u00edndices diagn\u00f3sticos.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Risco aumentado de tentativa de suic\u00eddio no in\u00edcio da vida adulta<\/strong>, principalmente quando em comorbidade com transtorno do humor, da conduta ou por uso de subst\u00e2ncia.<\/li>\n\n\n\n<li>Atrasos leves no desenvolvimento lingu\u00edstico, motor ou social n\u00e3o s\u00e3o espec\u00edficos do TDAH, embora costumem ser com\u00f3rbidos.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p><strong>OUTROS ASPECTOS IMPORTANTES, CITADOS EM ESTUDOS E A PARTIR DA OBSERVA\u00c7\u00c3O CL\u00cdNICA<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li><strong>Acidentes n\u00e3o intencionais por conta da desaten\u00e7\u00e3o<\/strong>\u00a0s\u00e3o observados j\u00e1 na inf\u00e2ncia. Ao longo do tempo, o TDAH pode trazer impactos e preju\u00edzos significativos.<\/li>\n\n\n\n<li>Um\u00a0<strong>maior risco de acidentes de tr\u00e2nsito e gesta\u00e7\u00f5es n\u00e3o planejadas<\/strong>\u00a0\u00e9 observado na adolesc\u00eancia e no in\u00edcio da idade adulta.<\/li>\n\n\n\n<li>At\u00e9 50% das pessoas com o transtorno apresentam irritabilidade, baixa toler\u00e2ncia a frustra\u00e7\u00f5es,\u00a0<strong>sintomas depressivos e ansiosos<\/strong>, de acordo com alguns estudos.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Desregula\u00e7\u00e3o emocional, falta de motiva\u00e7\u00e3o<\/strong><strong>,<\/strong>\u00a0menor qualidade de vida e\u00a0<strong>baixa autoestima.<\/strong><\/li>\n\n\n\n<li>Altera\u00e7\u00f5es do chamado sistema de recompensas: por isso, muitas vezes as pessoas com TDAH t\u00eam\u00a0<strong>problemas com jogos<\/strong>\u00a0&#8211; seja eletr\u00f4nicos, de azar, apostas &#8211;\u00a0<strong>e at\u00e9 problemas com subst\u00e2ncias<\/strong>.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Tend\u00eancia maior ao uso abusivo de telas\u00a0<\/strong>e avers\u00e3o a recompensas futuras. Ex.: um doce agora tem um valor muito maior do que daqui a algumas horas.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Sensa\u00e7\u00e3o de t\u00e9dio<\/strong>, de aborrecimento e grande desconforto quando alguns pacientes entram em atividades em que n\u00e3o h\u00e1 uma recompensa ou prazer.<\/li>\n\n\n\n<li><strong>Comportamentos de desafio, opositores e de agressividade verbal e f\u00edsica\u00a0<\/strong>muitas vezes tamb\u00e9m persistem at\u00e9 a idade adulta.<\/li>\n\n\n\n<li>Risco aumentado de doen\u00e7as inflamat\u00f3rias autoimunes, obesidade e altera\u00e7\u00f5es de sono.<\/li>\n\n\n\n<li>A<strong>\u00a0<\/strong><strong>procrastina\u00e7\u00e3o<\/strong><strong>\u00a0\u00e9 uma queixa frequente<\/strong>\u00a0das pessoas com TDAH e \u00e9 um motivo de sofrimento muito grande.<\/li>\n\n\n\n<li>Rela\u00e7\u00f5es familiares\u00a0<strong>frequentemente\u00a0<\/strong><strong>se caracterizam por stress com conflitos importantes<\/strong><strong>\u00a0<\/strong>&#8211; com a crian\u00e7a e entre o casal, em fun\u00e7\u00e3o de todas as dificuldades que enfrentam no desenvolvimento dos filhos.<\/li>\n\n\n\n<li>Um estudo de 2015 sugeriu que o TDAH pode surgir pela primeira vez na idade adulta. E um estudo sueco que incluiu 5 milh\u00f5es de pessoas de 18 a 64 anos apontou comorbidades relacionadas ao TDAH, como:\u00a0<strong>propens\u00e3o ao suic\u00eddio, depress\u00e3o, bipolaridade, ansiedade, diabetes tipo 2 e hipertens\u00e3o<\/strong>. Tanto em mulheres quanto em homens essas comorbidades foram significantemente maiores em pessoas com TDAH do que em pessoas sem o transtorno.<\/li>\n<\/ul>\n\n\n\n<p>Antigamente, havia a no\u00e7\u00e3o de que quem tinha sucesso educacional ou profissional n\u00e3o poderia ter TDAH, mas a cl\u00ednica e os estudos mostram que muitas pessoas com o transtorno conseguem ter alto desempenho, sucesso e alcan\u00e7ar suas metas.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201c\u00c9 importante dizer que nem todas as pessoas com TDAH se tornam adultos com essa gama ampla de preju\u00edzos. Mas a\u00ed existem preju\u00edzos que envolvem sofrimento, um esfor\u00e7o e toda uma quest\u00e3o de supera\u00e7\u00e3o pessoal\u201d, destaca Polanczyk.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O m\u00e9dico explica tamb\u00e9m que o transtorno \u00e9 caracterizado por uma&nbsp;<strong>desregula\u00e7\u00e3o do controle da aten\u00e7\u00e3o<\/strong>. O indiv\u00edduo tem dificuldade de decidir voluntariamente em colocar ou retirar a aten\u00e7\u00e3o em algum est\u00edmulo, independente do que ocorre ao redor. Isso explica o chamado hiperfoco em pacientes que, quando come\u00e7am a ler algo que interessa a eles, ficam horas sem perceber o que ocorreu ao redor.<\/p>\n\n\n\n<p>O fato de o<strong>&nbsp;transtorno<\/strong>&nbsp;ser&nbsp;<strong>amplamente heterog\u00eaneo<\/strong>&nbsp;explica pacientes que processam lentamente a informa\u00e7\u00e3o e t\u00eam sonol\u00eancia e outros que s\u00e3o mais agitados, buscam emo\u00e7\u00f5es e fazem esportes radicais.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A primeira descri\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do TDAH ocorreu em 1902<\/strong>, como uma condi\u00e7\u00e3o que afetava crian\u00e7as e adolescentes com caracter\u00edsticas de agita\u00e7\u00e3o, inquietude e muito relacionadas a preju\u00edzos escolares. Os primeiros estudos que mostraram que a condi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m acomete adultos sugiram na d\u00e9cada de 1950.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Inicialmente pensava-se que o TDAH terminava ao final da adolesc\u00eancia<\/strong>. De fato, observa-se uma melhora cl\u00ednica nos sintomas na vida adulta, mas eles n\u00e3o desaparecem por completo.<\/p>\n\n\n\n<p>Os sintomas de desaten\u00e7\u00e3o tendem a persistir de uma forma mais relativa ao longo do tempo, enquanto sintomas de hiperatividade e de impulsividade melhoram de uma forma bem mais significativa.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cCerca de 70% dos pacientes persistem na fase adulta com sintomas subcl\u00ednicos e associados a preju\u00edzo funcional. H\u00e1 uma melhora dos sintomas, da capacidade atencional e motora. Mas essa melhora n\u00e3o necessariamente se traduz por melhora funcional\u201d, explica Polanczyk.<\/p>\n\n\n\n<p>Estudos apontam que pessoas com TDAH t\u00eam altera\u00e7\u00f5es na \u00e1rea do c\u00e9rebro chamada de c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal, que desempenha fun\u00e7\u00f5es amplas de regula\u00e7\u00e3o da aten\u00e7\u00e3o, das emo\u00e7\u00f5es e do comportamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Na inf\u00e2ncia, as&nbsp;<strong>crian\u00e7as com TDAH costumam levantar bastante e ter dificuldade de controle do corpo<\/strong>&nbsp;\u2013 tanto em sala de aula como durante as refei\u00e7\u00f5es, inclusive.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Na adolesc\u00eancia<\/strong>, quando se espera uma autonomia maior,<strong>&nbsp;as quest\u00f5es executivas come\u00e7am muitas vezes a ser a principal fonte de problema.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong>Nos adultos, as quest\u00f5es executivas muitas vezes s\u00e3o a raz\u00e3o pela qual os pacientes buscam atendimento.<\/strong>&nbsp;O paciente costuma n\u00e3o retornar as liga\u00e7\u00f5es, esquece de pagar as contas e de manter os compromissos. Existe uma dificuldade de gerenciar o tempo, fazer planejamentos, manter a organiza\u00e7\u00e3o, manter os pertences, os materiais e as roupas em ordem. Nessa fase, a distra\u00e7\u00e3o com est\u00edmulos externos costuma ser chamada de devaneio.<\/p>\n\n\n\n<p>Para essas pessoas agitadas e com necessidade de realizar tarefas, ficar parado ou relaxar ou n\u00e3o realizar nenhuma atividade \u00e9 muito dif\u00edcil. A impaci\u00eancia e a dificuldade da espera tamb\u00e9m s\u00e3o caracter\u00edsticas de quem tem TDAH.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O DIAGN\u00d3STICO<\/h2>\n\n\n\n<p><strong>A investiga\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico \u00e9 cl\u00ednica e precisa ser feita por um m\u00e9dico<\/strong>&nbsp;(geralmente psiquiatra ou neuropediatra). Psic\u00f3logos costumam ter conhecimento sobre psicopatologia e muitas vezes podem suspeitar e encaminhar o caso para o m\u00e9dico.<\/p>\n\n\n\n<p>Com os testes neuropsicol\u00f3gicos dispon\u00edveis atualmente, muita gente entende que, se aparecer desaten\u00e7\u00e3o no teste, \u00e9 TDAH. Mas muitas vezes n\u00e3o \u00e9. Assim como uma pessoa pode ter TDAH e n\u00e3o aparecer no teste psicol\u00f3gico.&nbsp;<strong>O teste neuropsicol\u00f3gico ajuda no diagn\u00f3stico, mas n\u00e3o confirma. Ele fornece dados para serem interpretados numa avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>O Dr. Kanomata alerta que a quantidade crescente de m\u00e9dicos mal formados e naturalmente mal preparados para fazer este diagn\u00f3stico acaba levando a falsos diagn\u00f3sticos positivos ou negativos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>\u201cMedicamentos de primeira linha como o Venvanse podem piorar outros transtornos mentais como transtornos de ansiedade. E \u00e9 relativamente comum que o TDAH venha acompanhado de algum outro transtorno neuropsiqui\u00e1trico, o que traz maiores desafios no momento da investiga\u00e7\u00e3o\u201d, acrescenta Kanomata.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>O m\u00e9dico afirma que \u2013 no caso de crian\u00e7as &#8211; \u00e9 muito comum a necessidade de investiga\u00e7\u00e3o complementar com a realiza\u00e7\u00e3o de avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica para somar \u00e0 entrevista m\u00e9dica. J\u00e1 no adulto, muitas vezes n\u00e3o h\u00e1 a necessidade da avalia\u00e7\u00e3o neuropsicol\u00f3gica.<\/p>\n\n\n\n<p>Apesar de serem observadas altera\u00e7\u00f5es no c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal em pessoas com TDAH,<strong>&nbsp;os exames de imagens \u2013 mais usados em pesquisas &#8211; n\u00e3o comprovam o diagn\u00f3stico<\/strong>. Isso porque identificar altera\u00e7\u00f5es nas imagens n\u00e3o leva a assertividade de qual ou quais dos diversos transtornos psiqui\u00e1tricos est\u00e1 ou est\u00e3o em quest\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma altera\u00e7\u00e3o na amigdala, por exemplo, pode ser depress\u00e3o, s\u00edndrome do p\u00e2nico e estresse p\u00f3s-traum\u00e1tico. J\u00e1 uma altera\u00e7\u00e3o no c\u00f3rtex pr\u00e9-frontal pode ser esquizofrenia, depend\u00eancia qu\u00edmica, ansiedade, depress\u00e3o, TDAH, ou outros transtornos completamente diferentes.<\/p>\n\n\n\n<p>Os m\u00e9dicos destacam que o diagn\u00f3stico \u00e9 importante em qualquer fase da vida, para iniciar o tratamento.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA partir do momento que o paciente percebe que aquilo n\u00e3o \u00e9 algo que est\u00e1 sob controle dele, isso pode gerar uma sensa\u00e7\u00e3o de conforto. Por outro lado, pode levar a uma frustra\u00e7\u00e3o, ao saber que, por meios pr\u00f3prios, sem tratamento, ele talvez n\u00e3o consiga dar conta do recado. E tem a quest\u00e3o de portar um diagn\u00f3stico psiqui\u00e1trico, que pode levar a estigmas. Muitas vezes os pacientes tendem a n\u00e3o compartilhar o diagn\u00f3stico para outras pessoas. Mas hoje j\u00e1 se fala muito mais em TDAH do que no passado\u201d, diz Kanomata.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">TRATAMENTOS<\/h2>\n\n\n\n<p>Os tratamentos para o TDAH n\u00e3o levam a cura, mas sim a melhora dos sintomas e na qualidade de vida &#8211; assim como a diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de acidentes, no uso de subst\u00e2ncias il\u00edcitas e no risco de depress\u00e3o e suic\u00eddio relacionados ao transtorno. Os adultos em tratamento percebem uma n\u00edtida discrep\u00e2ncia quando os sintomas est\u00e3o bem controlados &#8211; principalmente do ponto de vista familiar e profissional, segundo Kanomata.<\/p>\n\n\n\n<p>Os tratamentos incluem:<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022T<strong>erapia cognitivo-comportamental: u<\/strong>m tipo de terapia em que se tenta identificar caracter\u00edsticas e funcionamentos mal-adaptativos que possam estar relacionados a um determinado transtorno mental ou que facilite a abertura ou persist\u00eancia de tal.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2022M<strong>edicamento psicoestimulante,&nbsp;<\/strong>com metilfenidato (Ritalina) ou lisdexanfetamina (Venvanse), que s\u00e3o de primeira linha e com taxas de sucesso maiores no controle dos sintomas.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando estes n\u00e3o s\u00e3o eficazes ou n\u00e3o s\u00e3o bem tolerados, pode ser prescrita a atomoxetina (Atenta), que \u00e9 um inibidor seletivo da recapta\u00e7\u00e3o de noradrenalina (medicamento de segunda linha).<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m pode ser usada a bupropiona (Zetron e Wellbutrin), que \u00e9 considerado um medicamento de terceira linha e faz parte da classe dos antidepressivos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A prescri\u00e7\u00e3o dos medicamentos costuma ter pausas nos finais de semana e nas f\u00e9rias e n\u00e3o existe um consenso sobre a dose m\u00e1xima&nbsp;<\/strong>dos medicamentos. Mas observa-se que a melhora come\u00e7a a ser menor a partir de doses maiores.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Ao prescrever a dose, o m\u00e9dico precisa avaliar o risco cardiovascular,<\/strong>&nbsp;como infarto, por exemplo. O psiquiatra Kanomata destaca que v\u00e1rios fatores precisam ser considerados para avaliar se vale a pena ou n\u00e3o iniciar um tratamento farmacol\u00f3gico. Ele lembra que o risco de eventos cardiovasculares aumenta com o avan\u00e7ar da idade, por exemplo.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 preciso tamb\u00e9m se atentar ao hor\u00e1rio da administra\u00e7\u00e3o do psicoestimulante, para n\u00e3o atrapalhar o sono.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA gente est\u00e1 falando de um tipo de doen\u00e7a que tem um comprometimento da capacidade atencional e cognitiva. E a gente sabe que um padr\u00e3o de sono adequado tende a restaurar isso. Ent\u00e3o, uma pessoa com ins\u00f4nia vai ter os sintomas do TDAH piorados\u201d, acrescenta Kanomata.<\/p>\n\n\n\n<p>Em casos leves, em geral, o tratamento \u00e9 menos intensivo. Mas a defini\u00e7\u00e3o do que \u00e9 leve \u00e9 relativa. Por exemplo: uma pessoa pode manter a aten\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria numa sala de aula, apesar de eventuais distra\u00e7\u00f5es, mas acabar se envolvendo em acidentes de tr\u00e2nsito. Por isso, o tratamento \u00e9 importante.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cO movimento social da neurodiversidade \u00e9 propor que o TDAH e o autismo s\u00e3o varia\u00e7\u00f5es do desenvolvimento. Um aspecto muito importante \u00e9 empoderar as pessoas das suas dificuldades, estimular que busquem de uma forma ativa a solu\u00e7\u00f5es para as dificuldades e n\u00e3o refor\u00e7ar o modelo de doen\u00e7a e de incapacidade\u201d, diz Polanczyk.<\/p>\n\n\n\n<p>O uso excessivo de telas pode levar a um aumento de desaten\u00e7\u00e3o, mas isso somente n\u00e3o \u00e9 TDAH e esse uso \u00e9 avaliado tamb\u00e9m na investiga\u00e7\u00e3o do diagn\u00f3stico.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">LEGISLA\u00c7\u00c3O<\/h2>\n\n\n\n<p>De acordo com a Classifica\u00e7\u00e3o Internacional das Doen\u00e7as (CID), o TDAH \u00e9 considerado pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade uma doen\u00e7a, mas no Brasil n\u00e3o existe uma legisla\u00e7\u00e3o que d\u00ea prioridade para as pessoas com esta doen\u00e7a. No ensino fundamental e m\u00e9dio, os alunos com TDAH t\u00eam direito a um tempo maior para realizar provas. Mas no ensino superior, ainda n\u00e3o h\u00e1 legisla\u00e7\u00e3o para isso.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O transtorno de d\u00e9ficit de aten\u00e7\u00e3o (TDAH) \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o t\u00e3o complexa que&nbsp;v\u00eddeos curtos&nbsp;sobre ele em redes sociais como o Tik Tok t\u00eam grandes riscos de levarem a&nbsp;conclus\u00f5es equivocadas. 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