{"id":10069,"date":"2024-03-26T07:49:16","date_gmt":"2024-03-26T10:49:16","guid":{"rendered":"https:\/\/minutobahia24h.com.br\/?p=10069"},"modified":"2024-03-26T07:49:17","modified_gmt":"2024-03-26T10:49:17","slug":"os-lugares-onde-cientistas-procuram-vida-extraterrestre-na-proxima-decada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/minutobahia24h.com.br\/?p=10069","title":{"rendered":"Os lugares onde cientistas procuram vida extraterrestre na pr\u00f3xima d\u00e9cada"},"content":{"rendered":"<div class=\"wp-block-image\">\n<figure class=\"aligncenter size-full\"><img data-recalc-dims=\"1\" fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" width=\"800\" height=\"450\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Sem-titulo-327.jpg?resize=800%2C450&#038;ssl=1\" alt=\"\" class=\"wp-image-10070\" srcset=\"https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Sem-titulo-327.jpg?w=982&amp;ssl=1 982w, https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Sem-titulo-327.jpg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Sem-titulo-327.jpg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https:\/\/i0.wp.com\/minutobahia24h.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/Sem-titulo-327.jpg?resize=750%2C422&amp;ssl=1 750w\" sizes=\"(max-width: 800px) 100vw, 800px\" \/><figcaption class=\"wp-element-caption\">O rob\u00f4 Perseverance, da Nasa, est\u00e1 coletando amostras da cratera Jezero, em Marte. O plano \u00e9 enviar essas amostras para serem estudadas na Terra \u2014 Foto: Nasa\/JPL\/BBC<br><\/figcaption><\/figure>\n<\/div>\n\n\n<p>\u00c9 muito f\u00e1cil se entusiasmar quando o assunto \u00e9 a<strong>&nbsp;vida alien\u00edgena<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>A perspectiva de&nbsp;<strong>encontrar vida em outros planetas formou grande parte da nossa cultura<\/strong>&nbsp;e continua inspirando livros, programas de TV, filmes e, claro, estranhas teorias da conspira\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udc7d\ud83d\udc7d\ud83d\udc7d Mas, ao lado das fant\u00e1sticas vis\u00f5es de homenzinhos verdes, existe uma&nbsp;<strong>busca real por vida alien\u00edgena acontecendo neste momento<\/strong>&nbsp;\u2013 e n\u00e3o se trata de ideias controversas, nem de algum tipo de pseudoci\u00eancia. \u00c9 um&nbsp;<strong>processo sistem\u00e1tico conduzido por cientistas, que esperam obter resultados em at\u00e9 uma d\u00e9cada<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Na verdade, existem diversas buscas por vida alien\u00edgena em andamento. Em Marte, por exemplo, um rob\u00f4 m\u00f3vel \u2013 o Perseverance \u2013 est\u00e1 coletando amostras que podem determinar se j\u00e1 existiu vida no planeta vermelho.<\/p>\n<cite>Sondas est\u00e3o visitando algumas das<strong>\u00a0luas geladas do nosso Sistema Solar, em busca de sinais de habitabilidade<\/strong>. Astr\u00f4nomos tamb\u00e9m est\u00e3o come\u00e7ando a analisar a atmosfera de planetas fora do nosso Sistema Solar, em busca de coquet\u00e9is elementares que denunciem vida alien\u00edgena.<br>E, claro, nossos olhos e ouvidos c\u00e9pticos continuam atentos aos sinais de qualquer civiliza\u00e7\u00e3o inteligente que venha a fazer contato, seja de prop\u00f3sito ou acidentalmente.<br><br>Acho que, daqui a 10 anos, teremos alguma evid\u00eancia indicando se existe algo de org\u00e2nico em algum planeta pr\u00f3ximo. Acho que estamos realmente [a ponto de encontrar algo].<\/cite><\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Marte<\/h2>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>A vida alien\u00edgena, se existir, n\u00e3o se deixa descobrir facilmente.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>As primeiras tentativas de busca de intelig\u00eancia extraterrestre come\u00e7aram em meados do s\u00e9culo 20, com os astr\u00f4nomos do Projeto Seti procurando<strong>&nbsp;sinais de r\u00e1dio de outros planetas<\/strong>, sem sucesso.<\/p>\n\n\n\n<p>No final do s\u00e9culo 19,&nbsp;<strong>acreditava-se que Marte tivesse rios e canais cheios de vida<\/strong>. Mas o planeta se mostrou uma terra est\u00e9ril e basicamente seca. E os planetas em \u00f3rbita de outras estrelas s\u00e3o t\u00e3o pequenos que encontr\u00e1-los j\u00e1 era dif\u00edcil, que dir\u00e1 aprender muito sobre eles.<\/p>\n\n\n\n<p>Na busca por vida extraterrestre, precisamos fazer a sintonia fina da nossa forma de busca e nos preparar para a possibilidade de que qualquer detec\u00e7\u00e3o inicial talvez seja algo pequeno, como&nbsp;<strong>evid\u00eancias de micr\u00f3bios ou marcadores qu\u00edmicos em uma atmosfera distante<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>\ud83d\udc49 Em compara\u00e7\u00e3o com a vis\u00e3o hollywoodiana,&nbsp;<strong>os primeiros contatos com a vida extraterrestre podem parecer decepcionantes<\/strong>, mas eventuais evid\u00eancias conclusivas da exist\u00eancia de vida al\u00e9m das fronteiras do nosso planeta, ainda assim, alterariam fundamentalmente a vis\u00e3o do nosso lugar no Universo.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/s2-g1.glbimg.com\/LXwoT5k-qWf4ZFiQBGPPEu9a-mE%3D\/0x0%3A800x800\/984x0\/smart\/filters%3Astrip_icc%28%29\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2024\/s\/W\/hoLuBaQuCKyvIGOBScjQ\/duas-espaconaves-devem-visitar-europa-uma-das-luas-de-jupiter-para-estudar-a-extensao-do-oceano-existente-abaixo-da-sua-superficie-fraturada.jpg?w=800&#038;ssl=1\" alt=\"Duas espa\u00e7onaves devem visitar Europa, uma das luas de J\u00fapiter, para estudar a extens\u00e3o do oceano existente abaixo da sua superf\u00edcie fraturada \u2014 Foto: Nasa\/BBC\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Duas espa\u00e7onaves devem visitar Europa, uma das luas de J\u00fapiter, para estudar a extens\u00e3o do oceano existente abaixo da sua superf\u00edcie fraturada \u2014 Foto: Nasa\/BBC<\/p>\n\n\n\n<p>Atualmente,&nbsp;<strong>Marte \u00e9, sem d\u00favida, o destino mais popular da busca pela vida<\/strong>&nbsp;no nosso Sistema Solar. Afinal, sabemos que o planeta provavelmente era&nbsp;<strong>\u00famido e possivelmente habit\u00e1vel bilh\u00f5es de anos atr\u00e1s<\/strong>, com mares e lagos na sua superf\u00edcie.<\/p>\n\n\n\n<p>Os cientistas chegaram a descobrir recentemente indica\u00e7\u00f5es fascinantes de que ainda pode haver&nbsp;<strong>\u00e1gua em Marte no estado l\u00edquido<\/strong>, escondida embaixo da camada de gelo no sul do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste momento, o rob\u00f4 andarilho Perseverance, da Nasa, est\u00e1 retirando amostras do leito seco do que se acredita ter sido, um dia, um lago. \u00c9 a chamada cratera Jezero, a pouca dist\u00e2ncia do equador marciano, no hemisf\u00e9rio norte.<\/p>\n\n\n\n<p>O plano \u00e9 recolher dezenas de amostras e traz\u00ea-las para a Terra no&nbsp;<strong>in\u00edcio dos anos 2030, em uma miss\u00e3o chamada Retorno de Amostras de Marte<\/strong>. Elas poder\u00e3o ser ent\u00e3o minuciosamente analisadas, em busca de sinais de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa miss\u00e3o atualmente enfrenta dificuldades, j\u00e1 que o retorno ainda precisa obter financiamento. Mas, se as amostras conseguirem deixar o planeta vermelho, teremos em m\u00e3o uma grande riqueza cient\u00edfica.<\/p>\n\n\n\n<p>A cientista planet\u00e1ria Susanne Schwenzer, da Universidade Aberta do\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/reino-unido\/\">Reino Unido<\/a>\u00a0e membro da equipe cient\u00edfica do projeto Retorno de Amostras de Marte, afirma que a presen\u00e7a de vida em Marte no passado pode ter deixado sua impress\u00e3o digital nas rochas e na \u00e1gua do planeta.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando voc\u00ea tem vida, tudo parece muito diferente. Se tivermos as amostras de Marte, poderemos analisar seus m\u00ednimos detalhes para estudar esses processos.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Susanne Schwenzer<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 poss\u00edvel que algumas das amostras possam conter at\u00e9 mesmo&nbsp;<strong>micr\u00f3bios fossilizado<\/strong>s no interior das rochas.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Como cientista, eu n\u00e3o teria gasto minha vida com isso se n\u00e3o tivesse esperan\u00e7a de que temos uma boa chance de encontrar alguma coisa&#8221;, explica Schwenzer. &#8220;Espero que encontremos algo, mas n\u00e3o posso fazer previs\u00f5es.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">As luas geladas<\/h2>\n\n\n\n<p>Mesmo se forem detectados sinais de vida em Marte, esta n\u00e3o seria uma prova inequ\u00edvoca de que existe vida alien\u00edgena em toda parte do Universo.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Sabemos que Marte e a Terra compartilharam material no in\u00edcio da sua hist\u00f3ria. Isso significa que os dois planetas podem tamb\u00e9m ter compartilhado a g\u00eanese da vida.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Para encontrar evid\u00eancias de uma segunda g\u00eanese real, ou seja, uma prova de que a vida surgiu por uma segunda vez em outro mundo, de forma independente, os cientistas est\u00e3o pesquisando as luas geladas do Sistema Solar, como os sat\u00e9lites Europa (J\u00fapiter) e Enc\u00e9lado (Saturno). Eles acreditam que ambas possuem&nbsp;<strong>vastos oceanos por baixo das suas superf\u00edcies congeladas<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p>Se descobrirmos vida nas luas geladas, certamente ser\u00e1 uma g\u00eanese diferente da vida na Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Susanne Schwenzer<\/p>\n\n\n\n<p>A Nasa deve lan\u00e7ar uma espa\u00e7onave chamada Europa Clipper em dire\u00e7\u00e3o a Europa, no m\u00eas de outubro. Ela segue o lan\u00e7amento da espa\u00e7onave europeia Juice, ocorrido em abril de 2023.<\/p>\n\n\n\n<p>Programadas para chegar em 2030 e 2031, as duas espa\u00e7onaves provavelmente n\u00e3o ir\u00e3o detectar vida em Europa. Mas\u00a0<strong>ir\u00e3o estudar a extens\u00e3o do seu oceano e definir o cen\u00e1rio de uma miss\u00e3o futura<\/strong>, que poder\u00e1 tentar escavar a camada de gelo (como prop\u00f5e a Nasa no projeto Europa Lander, ainda em fase inicial), ou voar atrav\u00e9s de plumas que podem ser ejetadas pelos oceanos das luas para o espa\u00e7o, em busca de sinais de vida.<\/p>\n\n\n\n<p>Colocar uma m\u00e1quina no oceano de um desses mundos, na verdade, \u00e9 um &#8220;problema de 100 anos&#8221;, afirma a astr\u00f4noma Britney Schmidt, da Universidade Cornell, nos&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/estados-unidos\/\">Estados Unidos<\/a>. Isso se deve \u00e0s dificuldades de atravessar o gelo com v\u00e1rios quil\u00f4metros de espessura.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas &#8220;adentrar na camada de gelo e interagir com os l\u00edquidos \u00e9 algo que poder\u00edamos fazer&#8221; em prazo mais curto, segundo ela.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o tipo de miss\u00e3o que eu gostaria de ver acontecer. Nosso grupo est\u00e1 desenvolvendo instrumentos e tecnologias, de forma que j\u00e1 sabemos o que fazer quando chegarmos l\u00e1.<\/p>\n\n\n\n<p>\u2014 Britney Schmidt, astr\u00f4noma<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/s2-g1.glbimg.com\/8ZjG0m5TGLw9ILUc5w10kX10wbA%3D\/0x0%3A800x450\/984x0\/smart\/filters%3Astrip_icc%28%29\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2024\/i\/j\/ZJyNfAQAGSIHyzGlW5Vw\/pesquisas-recentes-com-radares-de-satelites-em-orbita-do-planeta-indicaram-que-pode-haver-agua-liquida-embaixo-da-camada-de-gelo-do-sul-de-marte.jpg?w=800&#038;ssl=1\" alt=\"Pesquisas recentes com radares de sat\u00e9lites em \u00f3rbita do planeta indicaram que pode haver \u00e1gua l\u00edquida embaixo da camada de gelo do sul de Marte \u2014 Foto: Getty Images\/BBC\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Pesquisas recentes com radares de sat\u00e9lites em \u00f3rbita do planeta indicaram que pode haver \u00e1gua l\u00edquida embaixo da camada de gelo do sul de Marte \u2014 Foto: Getty Images\/BBC<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Exoplanetas<\/h2>\n\n\n\n<p>\ud83e\ude90 Se voc\u00ea n\u00e3o estiver preparado para esperar por 100 anos, talvez prefira dar uma olhada em outros sistemas solares. Conhecemos agora mais de 5,5 mil planetas que orbitam outras estrelas \u2013 os chamados exoplanetas \u2013 e novas descobertas continuam a pipocar todos os dias. Com o imenso poder dos novos telesc\u00f3pios, principalmente o Telesc\u00f3pio Espacial James Webb (JWST, na sigla em ingl\u00eas), os astr\u00f4nomos est\u00e3o come\u00e7ando a examinar alguns desses planetas em bel\u00edssimos detalhes.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles est\u00e3o usando o JWST particularmente para observar se podem descobrir quais gases est\u00e3o presentes em alguns exoplanetas rochosos similares \u00e0 Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>O James Webb n\u00e3o se destinava a analisar exoplanetas quando foi projetado inicialmente na virada do s\u00e9culo. Mas, de l\u00e1 para c\u00e1, ele<strong>\u00a0recebeu a nova tarefa de estudar esses mundos<\/strong>. Afinal, o JWST \u00e9 o maior telesc\u00f3pio espacial da hist\u00f3ria e a melhor m\u00e1quina que temos para esta miss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>O James Webb n\u00e3o consegue estudar mundos similares \u00e0 Terra em \u00f3rbita de estrelas como o nosso Sol. A imagem desses planetas \u00e9 simplesmente ofuscada pelas suas estrelas brilhantes e mesmo o JWST n\u00e3o consegue analis\u00e1-los.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Para isso, ser\u00e1 necess\u00e1rio um telesc\u00f3pio mais avan\u00e7ado, como o Observat\u00f3rio de Mundos Habit\u00e1veis da Nasa, com lan\u00e7amento previsto para os anos 2040.<\/p>\n\n\n\n<p>Mas o James Webb&nbsp;<strong>pode estudar planetas que orbitam estrelas pequenas, chamadas an\u00e3s vermelhas<\/strong>. E, no momento, ele est\u00e1 testando suas capacidades com um sistema solar fascinante chamado TRAPPIST-1, que inclui sete mundos do tamanho da Terra.<\/p>\n\n\n\n<p>Pelo menos tr\u00eas desses planetas orbitam na zona habit\u00e1vel da estrela, onde pode existir \u00e1gua em forma l\u00edquida e vida.<\/p>\n\n\n\n<p>A&nbsp;<strong>primeira etapa \u00e9 a confirma\u00e7\u00e3o pelos astr\u00f4nomos se esses planetas possuem atmosfera<\/strong>. A pesquisa para determinar sua presen\u00e7a atrav\u00e9s do JWST est\u00e1 atualmente em andamento e os resultados s\u00e3o esperados no final deste ano ou em 2025.<\/p>\n\n\n\n<p>Resultados iniciais demonstraram que o planeta com \u00f3rbita mais interna provavelmente n\u00e3o possui atmosfera necess\u00e1ria para a vida. Mas se conseguirmos encontrar atmosfera nos outros planetas do sistema TRAPPIST-1, ser\u00e1 uma descoberta monumental, segundo a astrof\u00edsica Jessie Christiansen, do Instituto de Ci\u00eancia de Exoplanetas da Nasa no Instituto de Tecnologia da Calif\u00f3rnia, nos\u00a0<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/estados-unidos\/\">Estados Unidos<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Os pr\u00f3ximos 20 anos de pesquisa de exoplanetas depender\u00e3o deste resultado&#8221;, segundo ela. &#8220;Se os planetas da an\u00e3 vermelha tiverem atmosfera, apontaremos todos os telesc\u00f3pios da Terra em dire\u00e7\u00e3o a esses planetas para tentar ver alguma coisa.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Se conseguirmos encontrar atmosfera nesses planetas, ser\u00e1 a vez do James Webb ir buscar sinais de bioassinaturas que possam indicar a exist\u00eancia de vida.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>&#8220;Iremos procurar a qu\u00edmica do desequil\u00edbrio&#8221;, explica Christiansen. &#8220;Voc\u00ea pode produzir di\u00f3xido de carbono, metano e \u00e1gua em [qualquer] planeta. Mas encontr\u00e1-los em propor\u00e7\u00f5es que n\u00e3o possam ser mantidas naturalmente \u00e9 o ponto em que voc\u00ea come\u00e7a a dizer que existe biologia envolvida.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Os telesc\u00f3pios do futuro, como o Observat\u00f3rio dos Mundos Habit\u00e1veis e um projeto europeu chamado Life, ir\u00e3o tentar realizar a mesma an\u00e1lise em busca de planetas similares \u00e0 Terra que orbitam estrelas como o nosso Sol.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;A classe planet\u00e1ria norteadora ser\u00e3o os planetas rochosos na zona habit\u00e1vel&#8221;, segundo o astrof\u00edsico Sascha Quanz, do Instituto Federal de Tecnologia (ETH, na sigla em alem\u00e3o) de Zurique, na Su\u00ed\u00e7a. Ele \u00e9 o chefe do programa Life.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>E assim caminha a busca pela vida inteligente.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Os pr\u00f3ximos passos<\/h2>\n\n\n\n<p>O astr\u00f4nomo Jason Wright, da Universidade Estadual da Pensilv\u00e2nia, nos&nbsp;<a class=\"\" href=\"https:\/\/g1.globo.com\/tudo-sobre\/estados-unidos\/\">Estados Unidos<\/a>, indica que os primeiros frutos j\u00e1 foram colhidos.<\/p>\n\n\n\n<p>Observa\u00e7\u00f5es de ondas de r\u00e1dio demonstraram que, at\u00e9 cerca de 100 anos-luz da Terra, &#8220;aparentemente n\u00e3o existem&#8221; far\u00f3is poderosos apontados na nossa dire\u00e7\u00e3o. Agora, programas como o americano Breakthrough Listen est\u00e3o voltando suas pesquisas para dist\u00e2ncias maiores.<\/p>\n\n\n\n<p>Eles procuram&nbsp;<strong>sinais de r\u00e1dio emitidos de planetas mais distantes da nossa gal\u00e1xia&nbsp;<\/strong>\u2013 e est\u00e3o at\u00e9 come\u00e7ando a procurar vazamentos acidentais de comunica\u00e7\u00f5es como as que temos hoje na Terra, mas provenientes de outros planetas.<\/p>\n\n\n\n<p>Os pr\u00f3ximos telesc\u00f3pios, principalmente um imenso radiotelesc\u00f3pio novo que deve ser inaugurado em 2028, chamado Square Kilometer Array (um conjunto de milhares de antenas de r\u00e1dio espalhadas por dois continentes), dever\u00e3o expandir significativamente essa pesquisa.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>&#8220;\u00c9 realmente emocionante&#8221;, afirma Wright. Mas, mesmo com os modernos radiotelesc\u00f3pios, a primeira detec\u00e7\u00e3o poder\u00e1 surgir &#8220;a qualquer momento&#8221;, segundo ele.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img data-recalc-dims=\"1\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/i0.wp.com\/s2-g1.glbimg.com\/JY88HsM8VzPfnOBAenTJTncfDnI%3D\/0x0%3A800x450\/984x0\/smart\/filters%3Astrip_icc%28%29\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2024\/d\/s\/OWfQJoSkKItQAUNLWugA\/existem-pelo-menos-tres-planetas-em-orbita-da-ana-vermelha-trappist-1-na-chamada-zona-habitavel-da-estrela-onde-pode-existir-agua-em-estado-liquido.jpg?w=800&#038;ssl=1\" alt=\"Existem pelo menos tr\u00eas planetas em \u00f3rbita da an\u00e3 vermelha TRAPPIST-1 na chamada 'zona habit\u00e1vel' da estrela, onde pode existir \u00e1gua em estado l\u00edquido \u2014 Foto: Nasa\/BBC\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>Existem pelo menos tr\u00eas planetas em \u00f3rbita da an\u00e3 vermelha TRAPPIST-1 na chamada &#8216;zona habit\u00e1vel&#8217; da estrela, onde pode existir \u00e1gua em estado l\u00edquido \u2014 Foto: Nasa\/BBC<\/p>\n\n\n\n<p>Se realmente encontrarmos evid\u00eancia de vida alien\u00edgena, seja no nosso Sistema Solar, em um exoplaneta ou de uma civiliza\u00e7\u00e3o inteligente, provavelmente n\u00e3o ser\u00e1 um evento extraordin\u00e1rio.&nbsp;<strong>O mais prov\u00e1vel \u00e9 que seja um processo gradual at\u00e9 chegarmos ao ponto em que a vida ir\u00e1 parecer a explica\u00e7\u00e3o mais plaus\u00edvel.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Quanto mais informa\u00e7\u00f5es voc\u00ea tiver, mais perto voc\u00ea estar\u00e1 de uma posi\u00e7\u00e3o de eliminar falsos positivos&#8221;, afirma Quanz.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso,&nbsp;<strong>a descoberta de vida extraterrestre pode n\u00e3o ser um momento \u00fanico definido.<\/strong>&nbsp;E a forma em que o p\u00fablico ir\u00e1 reagir a essa possibilidade \u00e9 uma quest\u00e3o interessante, segundo Rees.<\/p>\n\n\n\n<p>&#8220;Se for algo preliminar, os cientistas dever\u00e3o deixar claro esse ponto&#8221;, afirma ele. &#8220;Esperamos que isso seja manifestado nas not\u00edcias dos jornais.&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Exemplos recentes incluem a detec\u00e7\u00e3o de fosfina em V\u00eanus e de sulfeto de dimetila em um exoplaneta \u2013 dois poss\u00edveis sinais biol\u00f3gicos que geraram intensos debates e permanecem extremamente incertos.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p>Permanece tamb\u00e9m a outra possibilidade: de que nenhuma dessas pesquisas traga nenhum resultado. Este tamb\u00e9m ser\u00e1 um resultado cient\u00edfico interessante, que indicaria que a vida alien\u00edgena, se existir, n\u00e3o \u00e9 algo comum no Universo.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>&#8220;Um resultado nulo traria algo fundamentalmente importante&#8221; sobre a vida, segundo Quanz. &#8220;Talvez ela seja muito rara.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 muito f\u00e1cil se entusiasmar quando o assunto \u00e9 a&nbsp;vida alien\u00edgena. 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