
A apicultura tem ganhado espaço na Bacia do Jacuípe como alternativa de renda para muitas famílias, mas vem enfrentando um problema crescente: o roubo de mel e de colmeias, que tem causado prejuízos financeiros e colocado a atividade em risco.
Apicultores relatam furtos nos municípios de Serrolândia, Várzea do Poço, Capim Grosso, Quixabeira, São José do Jacuípe e Gavião. Segundo eles, os crimes indicam conhecimento prévio da atividade, com uso de equipamentos e acesso direto aos apiários.
“Mexeram nas minhas caixas a menos de 200 metros da minha casa”, relatou um produtor. Outro afirmou: “Além de roubarem, ainda colocaram fogo nas caixas. Tive prejuízo dobrado”. Há também casos em que as abelhas foram mortas com produtos químicos para facilitar a retirada do mel.
Ao todo, já são pelo menos 23 ocorrências registradas, sendo Quixabeira o município com maior número de casos, seguido de São José do Jacuípe e Capim Grosso.
Durante a apuração, surgiram informações de que o mel furtado estaria sendo revendido em outros estados, como Rio de Janeiro e São Paulo, utilizando cidades da região como pontos de escoamento.
Autoridades alertam que os crimes envolvem furto, invasão de propriedade e crime ambiental, podendo gerar penas de até cinco anos de prisão, além de multas. A orientação é que os produtores registrem boletim de ocorrência e que a população desconfie de mel vendido em grande quantidade e sem procedência comprovada, dando preferência a produtos certificados e de apicultores conhecidos.
Informações Ian Notícias
















