
Considerada a cidade das águas, Alagoinhas enfrenta problema na manutenção ao que se refere à manutenção dos equipamentos que embelezam o ambiente. As fontes luminosas são um exemplo caro disso.
E muitas cidades usam os equipamentos, com iluminação cênica e uma bela obra de arte ao seu redor, para dar beleza às praças e tornar o local aprazível e aberto à visitação.
A cidade de Alagoinhas teve sua primeira fonte luminosa no início da década de 1980, construída pelo então prefeito Judélio Carmo. Era uma bela fonte, bem iluminada, instalada em frente a uma das estações de trem da cidade, próximo à prefeitura, à praça Graciliano de Freitas, onde no passado recente funcionou a base de coleta do Hemoba.
Essa fonte funcionou até o final dos anos 1980, quando foi abandonada pelo poder público. A segunda fonte, e não menos importante, foi instalada na praça Mário Laerte, quando da construção da praça que ficou batizada como praça da Schin, por ter sido financiada pela fábrica, mas inaugurada na gestão da Brasil Kirin.
A fonte luminosa deixou de funcionar seis meses depois devido à falta de manutenção. Logo depois, os motores e equipamentos luminares foi roubados e a prefeitura abandonou o espaço de vez, que se transformou num criadouro do mosquito da dengue. O buraco da fonte continua aberto, sendo utilizado apenas pelos mosquitos.
A terceira fonte foi erguida na praça Ruy Barbosa. Em 2018, a praça foi reinaugurada e ganhou uma bela fonte luminosa, que ainda funciona, mas sempre com problemas. A quarta fonte, menorzinha,a mas charmosa, foi ergioda em frente à prefeitura, na Praça Graciliano de Freitas, mas que também teve vida curta. O local, cujo ex-prefeito via todas as vezes que chegava ao Paço Municipal, não foi reformada por desleixo público.
A quinta praça foi construída no ano seguinte. É bem menor e foi erguida quando da reforma da Praça Kennedy. Não durou um mês, mas não por falta de manutenção ou desleixo da prefeitura. Roubaram o motor de propulsão, cabos e fios. Restou apenas o buraco. Deveria ter sido construído um gradil para cercar a fonte, dando segurança aos equipamentos.
A sexta e última fonte luminosa erguida em Alagoinhas foi na praça da Bíblia, inaugurada no final de dezembro, no apagar das luzes da administração do ex-prefeito Joaquim Neto.
A fonte durou apenas uma semana funcionando e desde então está em manutenção. Pelo visto, a cidade da melhor água do Brasil não tem apego às fontes luminosas. A pergunta que não quer calar é uma só: Por quê em outras cidades as fontes luminosas funcionam plenamente?
Vanderley Soares DRT 4848
















